UNIVERSIDADE POPULAR ABERTA DO III MILÊNIO

O CURRICULO OCULTO NOS CURSOS GERENCIAIS DE GRADUAÇÃO: FUNDAMENTOS EPISTEMOLÓGICOS E IMPLICAÇÕES PRÁTICAS

In Artigos, Uncategorized on outubro 9, 2015 at 1:22 am
ABSTRACT
O CURRICULO OCULTO NOS CURSOS GERENCIAIS DE GRADUAÇÃO: FUNDAMENTOS EPISTEMOLOGICOS E IMPLICAÇÕES PRÁTICAS
 

LUIS EDUARDO POTSCH, PROF. DSc LABEDUCEMP – ADM/ FACC/ UFRJ E-Mail: lepotsch@yahoo.com.br;

 

DIONE CASTRO DA SILVA, OAB/RJ LABEDUCEMP – ADM/ FACC/ UFRJ E-Mail: dioneavocat@gmail.com;

O presente artigo discute o conceito de Currículo Oculto e sua aplicação para otimizar o desempenho dos Cursos Gerenciais de Graduação (Administração/ Contabilidade/ Economia/ Engenharia de Produção/ Ciências Sociais Aplicadas), reconhecendo tratar-se de temática bastante debatida na Área de Educação/ Pedagogia, mas ignorada no contexto em tela! Sua importância central advém de serem os objetivos explícitos perseguidos pelos chamados PPC (Projetos Políticos Pedagógicos/ Projetos Pedagógicos Curriculares),  alterados/  desviados  em  função  do  contexto  histórico  subjacente,  concebido  como variável não controlável! Daí, muitas Reformas Curriculares Brasileiras se limitarem a abordar os velhos conteúdos sob denominação nova, esterilizando assim seu impacto em mero exercício semântico. Sua originalidade/ fecundidade advém do seu approach metodológico, baseado em Auditorias  Epistemológicas Curriculares (Exegético-Hermenêutica), desenvolvido/ aplicado no âmbito do Laboratório de Educação Estratégica Empresarial (LABEDUCEMP – ADM/ FACC/ UFRJ – 1990/ 2013 – GROUP DISCUSSION), através da articulação de 3 Constructos Analíticos Básicos (1- Dialética da Ação; 2- Filosofia Analítica da Linguagem; 3- Teoria do Agir Comunicativo), objeto de discussão detalhada no presente texto! Não se trata de um Estudo Empírico Hipotético-Dedutivo Popperiano (Levantamento de Dados/ Comprovação de Hipóteses), mas sim de Re-Interpretação Epistemológica, a partir de  informações já conhecidas, visando fundamentar uma Práxis Docente Inovadora! De maneira específica, esta metodologia foi aqui aplicada na análise da Estrutura Curricular Global (1- Objetivos/ Especificidade Pedagógica; 2- Mercado de Trabalho/ Inserção Profissional; 3- Corpo Docente: Formação/ Práxis Pedagógica; 4- Estágio Universitário/ Práxis Profissional; 5- Monografia de Final de Curso; 6- Empresa Junior; 7- Centro Acadêmico; 8- Ensino Médio –   ENEM/ SISU; 9- Coordenação Pedagógica; 10- Indicadores de Desempenho), dos Cursos Gerenciais de Graduação, através de Problematizações/ Questionamentos/ Angulações Paradigmáticas, transcendentes/ ignoradas pelos Projetos Pedagógicos Oficiais (Idealistas/ Formais/ Politicamente Corretos), sem capacidade de neutralizar, em termos de correlação de forças sócio- econômicas, os efeitos desfuncionais acarretados pelos Currículos Ocultos! A partir de 2014/2, será realizada uma bateria de Grupos de Discussão Antropológicos, monitorados através de Salas de Espelho (Focus Group – Estrella Espaço de Pesquisas e Levantamentos de Dados – www.estrellapesquisa.com.br – Praia do Flamengo – RJ/ RJ) sobre Práxis Etnográfica Profissional do Universitário Brasileiro, fundamentado no Quadro de Referência Bibliográfico/ Framework Conceitual (Desconstrutivismo Científico-Pedagógico), acima exposto, estando aberto para livre participação/ colaboração de interessados, com destaque para desenvolvimento/ co-orientação de Projetos Acadêmicos (Monografias/ Dissertações/ Teses/ Papers)!
Palavras Chaves:

CURRÍCULO OCULTO, EDUCAÇÃO EMPRESARIAL; PEDAGOGIA GERENCIAL;

AUDITORIA EPISTEMOLOGICA; PROGRAMAS DE TRAINEEE;

SUMÁRIO:

O CURRICULO OCULTO NOS CURSOS GERENCIAIS DE GRADUAÇÃO:

FUNDAMENTOS EPISTEMOLÓGICOS E IMPLICAÇÕES PRÁTICAS

 

LUIS EDUARDO POTSCH, PROF. DSc.

LABEDUCEMP – ADM/ FACC/ UFRJ

E-Mail: lepotsch@yahoo.com.br;

 

DIONE CASTRO DA SILVA, OAB/RJ

LABEDUCEMP – ADM/ FACC/ UFRJ

E-Mail:dioneavocat@gmail.com;

1- Introdução

2- Fundamentação Pedagógica

2.1. Currículo Oculto/ Influência Pedagógica

2.2. Currículo Oculto/ Comportamento Empreendedor

3- Fundamentação Epistemológica

3.1. Filosofia da Práxis/ Dialética da Ação

Idealismo Dialético Hegeliano x Materialismo Dialético Marxista

3.2. Filosofia Analítica da Linguagem

Ludwig Wittgenstein (I x II): Linguagem Formal x Linguagem Ordinária

3.3. Teoria do Agir Comunicativo/ Escola de Frankfurt

Jürgen Habermas: Filosofia Especulativa x Ciência Social Empírica

  1. Metodologia
  1. Resultados/ Análises

O Currículo Oculto nos Cursos Gerenciais de Graduação: Fundamentos Epistemológicos e Implicações Práticas

5.1. Objetivos/ Especificidade Pedagógica

5.2. Mercado de Trabalho/ Inserção Profissional;

5.3. Corpo Docente: Formação/ Práxis Pedagógica;

5.4. Estágio Universitário/ Práxis Profissional;

5.5. Monografia de Final de Curso;

5.6. Empresa Junior;

5.7. Centro Acadêmico;

5.8. Ensino Médio – Sisu/ Enem;

5.9. Coordenação Pedagógica;

5.10. Indicadores de Desempenho

  1. Conclusões Finais/ Sugestões de Novas Pesquisas

O CURRICULO OCULTO NOS CURSOS GERENCIAIS DE GRADUAÇÃO: FUNDAMENTOS EPISTEMOLÓGICOS E IMPLICAÇÕES PRÁTICAS

  1. Bibliografia

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O CURRICULO OCULTO NOS CURSOS GERENCIAIS DE GRADUAÇÃO: FUNDAMENTOS EPISTEMOLOGICOS E IMPLICAÇÕES PRÁTICAS

LUIS EDUARDO POTSCH, PROF. DSc

LABEDUCEMP – ADM/ FACC/ UFRJ

E-Mail: lepotsch@yahoo.com.br;

 

DIONE CASTRO DA SILVA, OAB/RJ

LABEDUCEMP – ADM/ FACC/ UFRJ

E-Mail: dioneavocat@gmail.com;

1- INTRODUÇÃO

O objetivo deste artigo é o de discutir o conceito de Currículo Oculto e sua aplicação para otimizar o desempenho dos Cursos Gerenciais de Graduação (Administração/ Contabilidade/ Economia/  Engenharia  de  Produção/  Ciências  Sociais  Aplicadas).  Trata-se  de  temática  bastante analisada na Área de Educação/ Pedagogia, mas completamente ignorada/ desconhecida no contexto citado, apesar de existirem diversas menções clássicas, muitas delas até irônicas, atestando sua importância. No Brasil, muitas Reformas Curriculares tem se limitado abordar os velhos conteúdos sob denominação nova, esterilizando assim seu impacto em mero exercício semântico. Os objetivos intencionais perseguidos pelos chamados PPC (Projetos Políticos  Pedagógicos/  Projetos  Pedagógicos  Curriculares)  tendem a  ser  alterados/ desviados em função do contexto histórico subjacente, tomado como variável não controlável!

Assim, sob a ótica de Texto para Discussão, se propõe investigar/ analisar/ problematizar, especificamente, a temática do Currículo Oculto nos Cursos Gerenciais de Graduação (1– Objetivos/ Especificidade Pedagógica; 2- Mercado de Trabalho/ Inserção Profissional; 3- Corpo Docente: Formação/ Práxis Pedagógica; 4- Estágio Universitário/ Práxis Profissional; 5- Monografia de Final de Curso; 6- Empresa Junior; 7- Centro Acadêmico; 8- Ensino Médio/ ENEM/ SISU 9- Coordenação Pedagógica; 10- Indicadores de Desempenho), buscando Re-Interpretações Paradigmáticas, operacionalizadas através de inovadora/ original concepção de Auditoria Epistemológica Curricular (Exegético-Hermenêutica), desenvolvida no âmbito do Laboratório de Educação Estratégica Empresarial (LABEDUCEMP – ADM/ FACC/ UFRJ – 1990/ 2013 – GROUP DISCUSSION), através da articulação de 3 Constructos Analíticos Básicos (1- Dialética da Ação; 2- Filosofia Analítica da Linguagem; 3-) Teoria do Agir Comunicativo), discutidos abaixo!

Como aí se virá, rejeitamos a concepção corrente, passiva/ restritiva (glamourosa/ alienada),  de Currículo Oculto, para situá-lo como um momento chave da síntese dialética entre a Práxis Docente e o Contexto Histórico Subjacente, passível de ser utilizado como importante instrumental pedagógico transformador, sob a ótica da Filosofia da Práxis! (01)

2- FUNDAMENTAÇÃO PEDAGÓGICA

2.1. CURRICULO OCULTO/ INFLUENCIA PEDAGÓGICA

É curial, como se  expressam os lusitanos, que um mesmo discurso falado possibilite uma multiplicidade de interpretações. Em linguagem popular, sabe-se que comunicação não é o que se diz, mas sim como o receptor apreende. Daí, a difundida assertiva de que cultura/ conhecimento ser aquilo que fica, quando tudo mais é esquecido!

No entanto, no Brasil, desenvolveu-se verdadeira Indústria de Projetos Político- Pedagógicos de Cursos (PPP/ PPC), para as mais diversos finalidades, focada numa ampla descrição/ prescrição de conteúdos educacionais normativos, pressupondo a possibilidade de sua absorção discente de maneira linear/ líquida/ certa.

Na área gerencial, veja-se o caso de Rui Otávio Bernardes de Andrade, na época Presidente do Conselho Federal de Administração, participante contumaz dos mais diversos conselhos/ comissões nacionais, propugnando, através de uma multiplicidade de livros, como panacéia para nossos problemas educacionais, o mais amplo/ irrestrito esforço de codificação normativa. No seu texto, em co-autoria com Nério Amboni (Projeto Pedagógico para Cursos de Administração – Makron Books – 159 págs. – 2002), quer no detalhado índice descritivo, quer em cerca de 200 referências bibliográficas, a temática do Currículo Oculto é completamente ignorada!

Nas Faculdades de Educação/ Cursos de Pedagogia, no contexto das Teorias Gerais do Currículo (Formal/ Real/ Oculto), a despeito de uma fundamentação epistemológica inadequada, como será debatido no presente texto, esta temática tem sido regularmente  discutida (MOREIRA, Antonio Flávio Barbosa; SILVA, Tomaz Tadeu. (Org.). Currículo, cultura e sociedade. 2. ed. São Paulo: Cortez –

1997 e diversos outros), à luz da seguinte concepção geral:

O Currículo Formal refere-se ao currículo estabelecido pelos sistemas de ensino, é expresso em diretrizes curriculares, objetivos e conteúdos das áreas ou disciplina de estudo. Este é o que traz prescrita institucionalmente os conjuntos de diretrizes como os Parâmetros Curriculares Nacionais.

O Currículo Real é o currículo que acontece dentro da sala de aula com professores e alunos a cada dia em decorrência de um projeto pedagógico e dos planos de ensino.

O  Currículo  Oculto  é  o  termo  usado  para  denominar  as  influências  que  afetam  a aprendizagem dos alunos e o trabalho dos professores. O currículo oculto representa tudo o que os alunos aprendem diariamente em meio às várias práticas, atitudes, comportamentos, gestos, percepções, que vigoram no meio social e escolar. O currículo está oculto por que ele não aparece no planejamento do professor

Cabe destacar que, no Brasil, infelizmente, essa rica temática tem sido apropriada/ turvada/ esterilizada, com forte viés ideológico/ retórico, sob a ótica da chamada Pedagogia do Oprimido (02) (todo Paulo Freire) (03 e 04), adornada com frases de efeito/ palavras de ordem/ glamourisações mediáticas, a impedir sua efetiva utilização pragmática, enquanto importante/ diferenciado instrumento de transformação pedagógica, como se depreende das   assertivas (AONDE SE ESCONDE O CURRICULO OCULTO? Dispositivos e rituais que silenciam vozes no currículo escolar – GLAUCIAGLIVIAN ERBS DA COSTA – UNIVALI – 2009), abaixo reproduzidas, in verbis:

CURRICULO OCULTO – É o conteúdo implícito, geralmente inconsciente que acompanha as atividades escolares. É o ensino da submissão, do preconceito e do individualismo, assim como o da autonomia e da solidariedade.

Cada um lê com os olhos que tem e interpreta a partir de onde os pés pisam. Todo ponto de vista é a vista de um ponto – Leonardo Boff

Espíritos céticos costumam afirmar que as reformas educacionais brasileiras tem se limitado a um esforço semântico/ retórico voltado para dar novos nomes a velhos conteúdos pedagógicos! Neste momento (2013), como ocorreu na implantação da LDB/ PCN/ PPP/ PPC, caracterizado por desenfredado Modismo Pedagógico (PHILIPPE PERRENOUD – 20 livros/ 26 artigos traduzidos para o português; RUBEM ALVES, in Iluminação e desaprendizagem : a pedagogia lúdica de Rubem Alves, apud Reuber Gerbassi Scofano) (05), assiste-se a mais uma dessas reformas curriculares casuísticas, através da implantação obrigatória dos novidadeiros conceitos de   NDE-Núcleos Docentes Estruturantes, no lugar das velhas Habilitações Profissionais, com as seguintes características específicas, com base na experiência de nossa principal universidade federal (Resolução 5/2012 – CEG/ UFRJ – OBS: Substituída por Resolução 6/2012 por erro de publicação), a saber:

Art. 1º Instituir o Núcleo Docente Estruturante – NDE – no âmbito dos cursos de graduação da UFRJ.

 Art. 2º O Núcleo Docente Estruturante tem função consultiva, propositiva, avaliativa e de assessoramento sobre matéria de natureza acadêmica.

Art. 3º O Núcleo Docente Estruturante integra a estrutura de gestão acadêmica em cada curso de graduação, sendo  co-responsável  pela  elaboração,  implementação,  atualização,  consolidação  e  avaliação  do  Projeto

Pedagógico do Curso, tendo as seguintes atribuições:

I – Elaborar o Projeto Pedagógico do curso definindo sua concepção e fundamentos, e atualizá-lo periodicamente; II – Estabelecer o perfil profissional do egresso do curso, contribuindo para sua efetiva realização;

III – Zelar pela integração curricular interdisciplinar entre as diferentes atividades de ensino, pesquisa e

extensão constantes do currículo;

IV – Zelar pelo cumprimento das Diretrizes Curriculares Nacionais, caso existentes, para os Cursos de Graduação;

VI – Conduzir, sempre que necessário, os trabalhos de reestruturação curricular, para aprovação no

Colegiado de Curso;

VI – Indicar formas de incentivo ao desenvolvimento de linhas de pesquisa e extensão, oriundas de necessidades da graduação, de exigências do mercado de trabalho e afinadas com as políticas públicas relativas à área de conhecimento do curso;

VII – Programar e supervisionar as formas de avaliação e acompanhamento do curso; VIII – Analisar e avaliar os Planos de Ensino dos componentes curriculares;

IX – Acompanhar as atividades do corpo docente.

  • único: Nas unidades onde haja um único Projeto Pedagógico para várias habilitações, poderá ser criado um único NDE.

Basta que se analise a longevidade da Constituição Americana para se constatar que uma mesma norma discursiva pode se manter atualizada, por longo período temporal, através de sucessivas interpretações/ re-interpretações, à luz das transformações histórico-sociais, com necessidade apenas de mínimas restritas/ pontuais alterações textuais!

Durmeval Trigueiros Mendes  (06), na condição de membro do Conselho Federal de Educação, antes de ser afastado/ perseguido pelo Governo Militar, homenageado, após seu trágico atropelamento (Praia de Botafogo), pela FUJB/ UFRJ, como luminar da Filosofia Política da Educação Brasileira, enquanto Relator do 1º Currículo Mínimo de Administração (Parecer

307/1966 – CFE/ MEC), ensinou no seu fantástico parecer, a demandar novas interpretações exegético-hermenêuticas, ainda muito pouco compreendido pela comunidade educacional/ universitária brasileira, a seguinte lição, in verbis:

 (…) Por isso mesmo, insistimos, o problema essencial não é criar uma arquitetura curricular: mais importante é a metodologia que desenvolve, dentro de roteiros estabelecidos no plano de matérias, programas de trabalho vinculados  às  necessidades  do  meio  e  às  possibilidades  didáticas  da  Escola.  O  currículo  mínimo  é  apenas incoativo, cabendo às Escolas completá-lo não só com matérias novas como também através da explicitação das matérias nele contidas. Elas devem convencer-se de que têm de servir-se de currículo, e não de servi-lo. Trata-se apenas dum instrumento e não de um fim, ou de uma norma negativa, destinada a limitar e inibir. Esse postulado deve iluminar uma liberdade criadora que continua postergada – apesar da lei – pela fôrça de velhos esteriótipos.

(…) Temos de superar certa tendência atomística que decompõe o currículo em todos os elementos que poderá abranger, adicionados, depois, como matérias autônomas: é a tendência prevalecente ao longo de nossa tradição educacional, a que se deve a excessiva densidade dos nossos planos de estudo. Dentro dessa orientação, mais ou menos mecânica, torna-se impraticável   a redução, salvo por processo igualmente mecâncio, que elimina, mutilando. Cabe-nos contrapor a essa fórmula a solução estruturalista. Admitindo-se a unidade do real, que só se fragmenta por abstração e por conveniência de método, podemos igualmente admitir níveis diversos de integração do real no plano do saber.  O currículo representa um processo dinâmico, impulsionado pela intencionalidade que o dirige no rumo da especialização, vinculando a esta cada uma de suas partes. No currículo, parece aconselhável manter esse processo de condensação (…) qualquer ciência – especialmente as mais complexas e abrangentes – incorporam pressupostos de outras, ligando-as todas pela continuidade do real. Não é o caso, porém, de destacar esses pressupostos, transformando-os em disciplinas autônomas.

Assim, reiteramos que, no presente ensaio, rejeitamos a concepção passiva/ restritiva (glamourosa/ alienada), acima discutida,  de Currículo Oculto, para situá-lo como um momento da síntese dialética entre a Práxis Docente e o Contexto Histórico Subjacente, passível de ser utilizado como importante instrumental pedagógico transformador, sob a ótica da Filosofia da Práxis!

2.2. CURRICULO OCULTO/ COMPORTAMENTO EMPREENDEDOR

Como exemplo de uso dialético amplificador do Currículo Oculto, podemos citar inúmeros exemplos: imaginemos o restrito/ efêmero efeito multiplicador proporcionado à Praxis Pedagógica Aristotélica (339 – 336 a.c.) (07), na condição de tutor do jovem Alexandre Magno (356 – 323 a.c.) (08), se desconsiderarmos ser filho de Felipe da Macedônia, a época já dominante no mundo grego/ pós guerras médicas, impulsionado pela ambição de conquistar o mundo!

Ou mesmo, na nossa perspectiva tupiniquim, se  a experiência de Pedro de Alcântara (1825/ 1891) (09), deixado órfão aos 5 anos, sob rígida Controle Pedagógico Tutorial (Jo Bonifácio de Andrade e Silva de ínicio; Marques de Itanhaém depois), que lhe capacitaria, aos 15 anos incompletos, assumir a direção suprema do então Império Brasileiro (1840/ 1889 – 49 anos)!

Caso muito interessante, sobre as implicações do Currículo Oculto, narrado inicialmente por Benjamin Franklin (10) e muito difundido no Brasil por Carlos Rodrigues Brandão (O que é Educação), refere-se à época da colonização americana, quando foi estabelecido um tratado de paz com Índios das Seis Nações, estes rejeitaram a proposta de enviar seus filhos para a escola dos brancos, através de carta com o seguinte teor:

 “(…) Nós estamos convencidos, portanto, que os senhores desejam o bem para nós e agradecemos de todo o coração. Mas aqueles que são sábios reconhecem que diferentes nações têm concepções diferentes das coisas e, sendo assim, os senhores não ficarão ofendidos ao saber que a vossa idéia de educação não é a mesma que a nossa. (…) Muitos dos nossos bravos guerreiros foram formados nas escolas do Norte e aprenderam toda a vossa ciência. Mas, quando eles, voltavam para nós, eles eram maus corredores, ignorantes da vida da floresta e incapazes de suportarem o frio e a fome. Não sabiam como caçar o veado, matar o inimigo e construir uma cabana,  e  falavam  a  nossa  língua  muito  mal.  Eles  eram,  portanto,  totalmente  inúteis.  Não  serviam  como guerreiros,  como  caçadores  ou  como  conselheiros.  Ficamos  extremamente  agradecidos  pela  vossa  oferta  e, embora não possamos aceitá-la, para mostrar a nossa gratidão oferecemos aos nobres senhores de Virgínia que nos enviem alguns dos seus jovens, que lhes ensinaremos tudo o que sabemos e faremos, deles, homens.”

É nesse sentido que, sob a ótica dessa nossa concepção de Currículo Oculto, pode se dizer que a submissão a um determinado Paradigma Pedagógico tende a provocar Cegueira Epistemológica!  Neste  contexto,  a  grande  educadora/  imortal  Terezinha  Saraiva  (ABE- Academia Brasileira de Educação) (11), que se vangloria de haver sido duplamente Secretária Estadual de Educação (Governos Carlos Lacerda/ Marcos Tamoio), sem possuir graduação universitária, dado o alto nível do antigo Curso Normal do Instituto de Educação (DF/RJ), idealizado/ implementado pela Santíssima Trindade da Pedagogia Brasileira (Fernando de Azevedo/ Anísio Teixeira/ Lourenço Filho) (12, 13 e 14), sempre gosta de citar chistes vulgares nos EUA, a saber:

Caixa de Supermercado, localizado junto a alojamentos universitários de Boston/ Cambridges/ EUA, ao se  deparar  com  cliente/  aluno  tentando  passar  por  check-out  onde  estava  escrito  “máximo  de  5 volumes”, lhe teria argüido, ironicamente: Não viu a placa. Ou você é aluno de Harvard e não sabe fazer conta; ou aluno do MIT e não sabe ler!

Eugenio Gudin/ Otavio Gouveia de Bulhões (15 e 16), fundadores da Faculdade de Ciências Econômico-Administrativas da antiga Universidade do Brasil (atual UFRJ) e ex- Ministros da Fazenda, após participarem da famosa Reunião de Bretton Woods (1945), foram encarregados pelo então Ministro da Educação Gustavo Capanema (17) para visitar Harvard University e discutir a Proposta Curricular dos Cursos de Graduação Brasileiros (Economia x Administração). Na volta, de Chicago, Gudin enviou carta circunstanciada ao Ministro, que hoje se encontra nos Arquivos Históricos do CPDOC/ FGV (18), contendo o sugestivo teor, com fortes implicações epistemológicas/ pedagógicas/ didáticas subjacente:

Perguntamos-lhes também sobre a conveniência ou não de separar as duas faculdades, a de economia e a de administração. Eles nos levaram à janela para mostrar-nos, do outro lado do rio, a faculdade de administração, admiravelmente instalada aliás, e nos recomendaram que se não tivéssemos um rio, abríssemos um canal (…) para separar as duas faculdades

Assim, como parte do Currículo Oculto, no contexto da Harvard University (19), Economics está inserida como ciência pura na School of Sciences and Arts, sob ênfase de modelos  compreensivo-explicativos;     Administração  Empresarial  (Privada)  na  Harvard Business School, sob ótica gerencial retórico-discursiva; e,  Administração Publica, na John Kennedy School of Government, concebida como Práxis Político-Jurídica!

É  importante destacar  que,  em  todos  esses  casos,  acima  tematizados, o Comportamento Empreendedor foi catalisado / potencializado/ induzido pela Ação Pedagógica-Educacional, mas de maneira alguma criada/ gerida por ele, como se fosse o surgimento de um raio em céu azul!

2- FUNDAMENTAÇÃO EPISTEMOLÓGICA

Busca-se neste tópico estabelecer uma adequada Articulação Dialética entre Pensamento/ Ação, visando sua posterior aplicação como instrumento de Auditoria Epistemológica, na análise do Currículo Oculto dos Cursos Gerenciais de Graduação (Administração/ Contabilidade/ Economia/ Engenharia de Produção/ Ciências Sociais Aplicadas).

 

3.1. FILOSOFIA DA PRAXIS/ DIALÉTICA DA AÇÃO

IDEALISMO DIALÉTICO HEGELIANO x MATERIALISMO DIALÉTICO MARXISTA

Para tal, devemos estabelecer uma distinção inicial entre o Idealismo Dialético Hegeliano e o Materialismo Histórico Dialético Marxiano (20), expressão essa cunhada por Roberto de Oliveira Campos (Bob Field) (21), enquanto ícone do Pensamento Conservador Brasileiro, na sua super polêmica auto-biografia (A Laterna na Poupa – tijolaço com 2 volumes – 1500

Páginas). Assim, sabendo-se que a expressão Marxismo Leninismo fora cunhada por Josef

Stalin (Josef Vissarionovitch Stalin – 1879/ 1953) (22), após a morte dos referidos, como meio de se auto-designar como único interpretador/ manipulador válido de suas obras, diversas tentativas subseqüentes/ posteriores de buscar re-interpretações textuais/ originais (exegético- hermeneuticas), passaram a se utilizar da expressão Marxiano!

O Jovem G.W.F.Hegel (1770/ 1831) (23), empolgado com a Revolução (Burguesa) Francesa, que imaginou viria ocorrer logo depois na Alemanha, daí havê-la saudado, com seus colegas/ xarás do Seminário de Tübingen (Friedrich Hölderlin/ Friedrich Schelling), plantando uma Árvore da Liberdade

(Freheitsbaun – 1990), mais tarde reiterada com a vitória de Napoleão Bonaparte (Batalha de Iena – 1806), visto da janela de sua casa (Razão à Cavalo), quando escrevia sua obra magna (Fenomenologia do Espírito). É nesse clima juvenil/ otimista/ alienado que vai ser gestado sua concepção de Idealismo Dialético, difundida através de sua conhecida máxima: Todo Real é Racional; Todo Racional vira Real!

No entanto, nessa época, a Revolução Burguesa Alemã viria a ser fragorosamente derrotada, só vindo a ocorrer muito mais tarde (Revolução Passiva/ Revolução pelo Alto/ Acordo de Elites – Otto Von Bismarck – 1871) (24), fazendo com que o Velho G.W.Hegel se tornasse fortemente  conservador,  sendo  inclusive  obrigado,  enquanto  Reitor  da  Universidade  de Berlim, nomeado pelo Kaiser Alemão (Frederico Guilherme III) (25), a engolir tudo que houvera escrito no contexto de seu voluntarismo idealista juvenil! Daí, posteriormente, nos meios universitários alemãos, em meados do século XIX, nos deparamos com um Duplo Hegelianismo (Jovem Hegel – Progressista; Velho Hegel – Conservador), no que viria ficar conhecido mundialmente como Esquerda/ Direita Hegeliana!

Nesse contexto, surge Karl Marx (1818/ 1883) (26), afiliado à Esquerda Hegeliana, propugnando que Hegel deveria ser colocado de “Cabeça para Cima” (Não são as idéias abstratas, mas

sim os interesses materiais que movem o mundo), transformando seu Idealismo Dialético Alienado, em

Materialismo Histórico Dialético, como instrumento central de Transformação Social, a saber:

Critiquei a dialética hegeliana, no que ela tem de mistificação, há quase 30 anos, quando estava em plena moda.(…) Confessei-me, então, abertamente discípulo daquele grande pensador (…) A mistificação por que passa a dialética nas mãos de Hegel não o impediu de ser o primeiro a apresentar suas formas gerais do movimento, de maneira ampla e consciente. Em Hegel, a dialética está de cabeça para baixo. É necessário pô-la de cabeça para cima, a fim de descobrir a substância racional dentro do invólucro místico. A dialética misitificada tornou-se moda na Alemanha, porque parecia sublimar a situação existente.

(…) Não é a consciência dos homens que determina a realidade; ao contrário, é a realidade social que determina a sua consciência (…) O concreto é concreto, porque é a síntese de muitas determinações, isto é, unidade do diverso. Por isso, o concreto aparece no pensamento como o processo de síntese, como resultado, não como ponto de partida, emborá seja o verdadeiro ponto de partida e, portanto, o ponto de partida também da percepção e da representação.(…) Assim é que Hegel chegou a ilusão de conceber o real como resultado do pensamento que se absorve em si, procede de si, move-se por si; enquanto o método que consiste em elevar-se do abstrato ao concreto não é senão a maneira de proceder do pensamento para se apropriar do concreto, para reproduzi-lo mentalmente como coisa concreta, Porém isto não é, de nenhum modo, o processo de gênese do próprio concreto!

Durante os Regimes Soviético/ Maoísta (Rússia/ China), quando se estabeleceu similar emergência de um Duplo Marx (Jovem Marx Hegeliano; Velho Marx Pragmático), muita gente foi condenada sob a acusação de Esquerdismo, concebida como Doença Infantil do Comunismo por Wladimir Lênin, que significa adoção de Práxis Humana Voluntarista/ Alienada, desconexada das condições estruturais subjacentes, como sói ocorrer com a Dialética Hegeliana (IDEALISMO ALEO). Consagrados autores (brasileiros/ mundiais) de obras clássicas sobre essa temática (DIALÉTICA) foram submetidas ao mais amplo Tribunal Inquisitório Epistemológico, unicamente em função da dubiedade interpretativa possibilitada por seus títulos, a saber:

  • CAIO PRADO JUNIOR: Dialética do Conhecimento; Introdução à Lógica Dialética; (27)
  • HENRI LEFEBVRE; Lógica Formal x Lógica Dialética;
  • LEANDRO KONDER: O Que é Dialética; A Derrota da Dialética;
  • KAREL KOSIK: Dialética do Concreto;
  • JOSE ARTHUR GIANOTTI: Origens da Dialética do Trabalho; Trabalho e reflexão: ensaios para uma dialética da sociabilidade;
  • CARLOS NELSON COUTINHO: Gramsci – Um Estudo Sobre o Seu Pensamento Político;

O objetivo deste tópico não é o de promover uma análise do Pensamento Dialético (28)   como um fim em si mesmo, mas sim o de desenvolver um adequado Instrumental Analítico (Filosofia da Práxis/ Dialética da Ação), adequado para submeter à uma Auditoria Epistemológica o Currículo Oculto dos Cursos Gerenciais de Graduação, baseado no pressuposto (Hipótese da Pesquisa/ Investigação), que grande parte de suas mazelas são originadas pela adoção de uma Práxis Idealista Hegeliana (Voluntarista/ Alienada), no lugar de uma Práxis Materialista Dialética (Articulação Dialética: Super/ Infra Estrutural)

Nesse sentido, utilizaremos como Paradigmas Analíticos Centrais, os seguintes textos, caracterizados por diferenciada Filosofia da Práxis/ Dialética da Ação, a saber:

o     MAO TSE TUNG – Livrinho Vermelho; Texto sobre a Prática (29 )

o     KARL MARX – 11 Teses sobre Feuerbach (A Essência do Cristianismo – 1841) (30 e 31),  com destaque:

o     II TESE – A questão de se saber se ao pensamento humano corresponde uma verdade objetiva não é uma questão teórica, mas, sim, prática. É na prática que o homem deve demonstrar  a  verdade,  isto  é,  a  realidade  e  a  força,  o  caráter  terreno  de  seu

pensamento. A querela em torno da realidade ou irrealidade de um pensamento isolado da prática é um problema puramente escolástico.

o     III TESE –   A teoria materialista de que os homens são produtos das circunstancias e da educação e de que, portanto, os homens modificados são produtos de circunstancias distintas e de educação distinta, esquece o fato de que as circunstâncias são mudadas precisamente pelos homens e de que o próprio educador necessita ser educado (…) A coincidência da modoficação das circunstancias e da atividade humana só pode ser concebida e entendida racionalmente como prática revolucionária.

o     XI TESE – Os filósofos nada mais fizeram que interpretar de diverso modoo   mundo, mas trata-se, antes, de transformá-lo.

3.2. FILOSOFIA ANALÍTICA DA LINGUAGEM

LUDWIG WITTGENSTEIN (I x II): LINGUAGEM FORMAL x LINGUAGEM ORDINÁRIA

Ludwig Wittgenstein (1889/ 1951) (32) é considerado o mais influente pensador do Século XX, completamente ignorado/ desconhecido em Administração/ Contabilidade, tem sido amplamente estudado nas mais diversas Áreas Universitárias (Humanas/ Sociais/ Letras/ Artes/ Tecnológicas/ Biomédicas), não como um fim em si mesmo, mas por ser o pai da chamada Virada Lingüístico-Pragmática (LINGUISTIC TURN), que promoveu a mais ampla Revolução Epistemológica-Copernicana no Pensamento Analítico Filosófico Mundial!

Desde o inicio da década de 1990, quando o Festival Internacional de Cinema (Grupo Estação – 1994) lançou clássico filme biográfico (WITTGENSTEIN – Diretor: Derek Jarman), através de rodízio nas diversas salas deste Circuito de Cinema (Botafogo/ Paissandu/ Cinelândia/ Copacabana/ São Conrado), podia ser encontrada a fina flor da Filosofia Universitária Carioca/ Fluminense, assistindo/ debatendo reiteradamente o mesmo filme! Desde então o Laboratório de Educação Estratégica Empresarial (LABEDUCEMP – ADM/ FACC/ UFRJ) tem promovido Exibições Privadas/ Seminários de Debate sobre o mesmo, incluindo a elaboração de Análise Crítica Circunstanciada, como parte de Avaliação Discente (Metodologia da Pesquisa/ Administração Estratégica).

Tão importante quanto sua obra em si, é resgatar sua controvertida Idiossincrasia/ Historicidade Pessoal, enquanto momento central para compreensão de sua Gênese Reflexiva Intrínseca (Lógica Heurística da Descoberta):  ex-aluno da Escola Técnica de Linz (Áustria), na mesma turma de Adolf Hitler (33), como se descobriu recentemente, ambos sob forte influência do Professor de Filosofia da História (Leopold Pötsch), interessado pela área de Modelagem Aeronáutica, buscou Fundamentação na Lógica Matemática Alemã (Gottob Frege – 1848/ 1925)   (34), que lhe sugeriu inscrição no Curso de Bertrand Russel   (Introduction to Mathematical Philosophy – Cambridge University) (35), a quem faria inusitado questionamento (Professor: Poderia me dizer se eu sou um idiota ou um gênio? No primeiro caso, me dedicarei à engenharia e no segundo à filosofia). Russell, surpreendido com o questionamento lhe deu um trabalho monográfico de férias, que, ao ler as primeiras linhas, ficou estupefado com sua genialidade/ originalidade filosófica (Meu filho, não se dedique à engenharia mecânica), já que era egresso da área tecnológica, sem qualquer formação regular prévia em filosofia.

Neste contexto, o Jovem Wittgenstein-I vai buscar, sem sucesso, fundamentar uma Linguagem Ideal (Não Contraditória), objeto de seu polêmico manuscrito (Tratactus Logico-Philosophicus), publicado/ intitulado à sua revelia (G.E Moore – Cambridge University), rejeitado inicialmente por Bertrand Russell, que fora redigido na condição de soldado prisioneiro na Itália, já que optara por inscrever-se na infantaria ( Guerra Mundial – 1914/ 1919) para poder sentir a morte de perto, como ele mesmo confessou, após ter doado toda a fortuna pessoal, para poder sentir a pobreza de perto, já que era herdeiro direto de umas das famílias mais ricas/ influentes da Áustria, onde 3 de seus irmãos mais velhos haviam cometido suicídio! Após a guerra, insatisfeito em não haver conseguido atingir a Linguagem Ideal, abandonou a Filosofia, vivendo por 10 anos (1920/ 1930), no interior da Áustria, em atividades subalternas, de maneira errante (Jardineiro/ Mestre Escola/ Andarilho), visando permitir-lhe sentir/ vivenciar o mundo empírico enquanto tal, sem qualquer tipo de Anteparo/ Inculcação Metafísica (Pensamento Lógico-Abstrato)!

Durante esse período, emergiu um Grupo de Estudos na Universidade de Viena, que se reunia informal/ semanalmente numa das confeitarias locais, sob liderança do Prof. Moritz Schlick (Teoria Geral do Conhecimento), que sob forte influência do referido Tratactus Logico- Philosophicus, à revelia do seu autor, viria lançar um Manifesto Epistemológico Mundial, propugnando por uma Revolução Filosófica-Paradigmática, que se transformou no famoso Circulo de Viena (POSITIVISMO/ EMPIRISMO LÓGICO) (36). Com a publicação/ exposição desse seu texto, Wittgenstein tornou-se celebridade mundial, sendo seduzido a voltar para a Cambridge University (John Maynard Keynes/ Bertrand Russell/ G.E. Moore), onde   participou inclusive de reuniões do restrito Grupo de Bloomsbury (Virgínia Wolf – Sociedade de Poetas Mortos) (37), tendo seu livro sido homologado formalmente como Tese de Doutoramento Universitário! Vide o longa-metragem Wittgenstein (1993), do badalado/ saudoso Diretor Derek Jarman, exibido/ dublado para o português (Grupo Estação/ Festival Internacional de Cinema)!

Nesta volta a Cambridge, surge o chamado Velho Wittgenstein II, que rejeitando toda sua Filosofia Inicial (Linguagem Ideal), inverte completamente o seu pensamento, voltado agora para buscar os Limites da Linguagem Cotidiana/ Ordinária/ Vulgar (Jogos de Linguagem),  quebrando completamente com a visão intuitiva de articulação Linguagem/ Mundo (Objetos => Palavras).

No auge do Idealismo Alemão o foco da filosofia estava no Estudo do Pensamento; a partir de Wittgenstein (I/II) esse foco passou para a Linguagem (Ideal ou Ordinária), sob a denominação de  Virada Linguístico-Pragmática (LINGUISTIC TURN). Considerando que toda a Produção Cientifica/ Literária/ Artística/ Religiosa é mediada por Jogos de Linguagem, qualquer tipo de questionamento sobre seus Fundamentos Filosóficos, tende provocar os mais diversos Desconstrutivismos Científico-Pedagógicos! Como desdobramento tem se multiplicado, nos anos recentes, os estudos/ cursos sobre esta temática (Filosofia da Ciência; Filosofia da Linguagem;Filosofia Analítica;  Filosofia da Mente)

Não podemos perder de vista que Currículo/ Métodos Pedagógicos/ Teorias Gerenciais/ Contabilidade/ Biblioteconomia/ Sistemas de Informação/ Indicadores de Desempenho (Balanços/ Lucros & Perdas/ BSC-Balanced Scorecard) nada mais são do que formas de Linguagem Específicas.

Assim, no contexto deste nosso artigo, iremos submeter toda a concepção de Currículo Oculto dos Cursos Gerenciais Universitários (1- Objetivos/ Especificidade Pedagógica; 2- Mercado de Trabalho/ Inserção Profissional; 3- Corpo Docente: Formação/ Práxis Pedagógica; 4- Estágio Universitário/ Práxis Profissional; 5- Monografia de Final de Curso; 6- Empresa Junior; 7- Centro Acadêmico; 8- Ensino Médio – SiSU/ ENEM; 9- Coordenação Pedagógica; 10- Indicadores de Desempenho/ Modelos de Apoio à Decisão), a referida Auditoria Epistemológica, englobando também a perspectiva da Filosofia Analítica da Linguagem, com base na polêmica assertiva de L. Wittgenstein, in verbis:

Os limites da minha linguagem são os limites do meu mundo. Aquilo que se exprime na linguagem nós não podemos exprimir por meio da linguagem. (in Tratactus Lógico_Philosophicus).

3.3. TEORIA DO AGIR COMUNICATIVO/ ESCOLA DE FRANKFURT

JÜRGEN HABERMAS: FILOSOFIA ESPECULATIVA x CIENCIA SOCIAL EMPÍRICA

Neste tópico procederemos uma análise das raízes históricas da Teoria do Agir Comunicativo de Jürgen Habermas, visando deixar claro que nosso posicionamento o concebe como tendo uma Práxis Hegeliana (Idealismo Dialético), dissimulada por um Discurso Materialista- Dialético, no que tem sido (auto) denominado de Marxismo Heterodoxo, amplamente difundido nos meios universitários carioca (FACULDADE DE EDUCAÇÃO/ COPPE-PRODUÇÃO/ FGV-RJ), por seus destacados Intelectuais Orgânicos (Rogério de Aragão Bastos do Valle/ Fernando Guilherme Tenório)!

Após a 1ª Guerra Mundial (1914/ 1919), foi constituído o Instituto Para Pesquisa Social, anexo à Universidade de Frankfurt, com forte orientação materialista histórico- dialética, voltado para responder a seguinte questão central: Porque a Revolução Socialista teve sucesso na Rússia (1917), um país agrícola e atrasado, e fracassou na Alemanha, muito mais industrializada/ mobilizada/ politizada, acarretando o assassinato de suas principais lideranças (Rosa de Luxemburgo/ Karl Liebknecht) (36 e 38) e a chegada ao Poder, por vias democráticas, do Partido Nazista (Adolfo Hitler – 1933/ 1945), contrariando completamente as previsões de Karl Marx (Socialismo como aprofundamento/ verticalização inexorável do Capitalismo Avançado)!

A conclusão inusitada do que passaria a ser mundialmente conhecido como Escola de Frankfurt (TEORIA SOCIAL: TRADICIONAL x   CRÍTICA; DIALÉTICA DO ESCLARECIMENTO/ DIALÉTICA NEGATIVA/ RAZÃO INSTRUMENTAL – Max Horkheimer/ Theodor Adorno/ Erich Fromm/  Herbert Marcuse/ e, como free-lancer, Walter Benjamin) (40) foi de que com o desenvolvimento do Capitalismo Monopolista/ Indústria Cultural/ Mass Mídia desenvolveu-se duplo Sistema de Controle Social: Econômico-Taylorista no âmbito das fábricas e Psíquico-Mediático em relação à vida cotidiana! Ou seja, as Massas Trabalhadoras passaram a ser controladas/ manipuladas pela Mídia (Sociedade Civil), fazendo com que sua energia transformadora fosse completamente esterilizada, necessitando para sua compreensão de um novo Paradigma Analítico- Epistemológico (Marxismo Freudiano => 1-) Analise da Dominação Econômica – Karl Marx x 2-) Análise da Dominação Psíquica/ Mental – Sigmund Freud), também conhecido como Marxismo de Melancolia!

Após a II Guerra Mundial, ao retornar dos EUA, para onde haviam sido obrigados a emigrar em função da perseguição nazista, Theodor Adorno (41) aceitou como orientando o Jovem Jürgen Habermas (Nascimento: 1929) (42), interessado em pesquisar alternativas de Transformação Social, à luz da acirrado Controle/ Asfixia Mediática (Big Brother/ 1984 – George Orwell; Homem Unidimensional – Herbert Marcuse). Mas, em pouco tempo, Adorno ao constatar que seu  Projeto  de  Tese  possuía  forte  Viés  Hegeliano (Idealismo  Dialético  Discursivo/  Alienado), rejeitou  de  pronto  continuar  sendo  seu  Orientador  Acadêmico,  além  de  expulsá-lo  do Instituto!

Habermas, muito influenciado pelo Virada Linguística Inglesa (Ludwig Wittgenstein – Cambridge/ Oxford University – Linguagem Ideal x Linguagem Ordinária) (43),  continuou seu percurso acadêmico, alternando entre Universidades Alemães/ Americanas, voltando posteriormente ao próprio Instituto de Pesquisa Social, colocando-se como herdeiro (bastardo) da própria Escola de  Frankfurt,    buscando desenvolver um  Modelo    Explicativo Democrático Imperialista (Teoria do Agir Comunicativo), que tem sido submetido a Testes Empíricos Planetários, onde quer que  surjam  Movimentos  Sociais  Heterodoxos,  através  de  substanciais  Orçamentos  de Pesquisa/ Equipe de Campo/ Staff Documentais! Buscando se posicionar muito mais como Cientista Social Empírico-Pragmático do que como Filósofo/ Teórico Social, seus diversos livros estão recheados de Dados Empíricos, mas incapazes de fornecer Comprovação Científico Epistemológica Popperiana Intrínseca (Karl Popper) (44),  somente por ele alcançada através de Argumentação Lógico-Abstrata Hegeliana.

Veja-se o caso de Fernando   Guilherme Tenório (Flexibilização organizacional, mito ou realidade? Estudo de caso nas empresas Eletrobrás, Embratel, Furnas e Petrobras  – Tese de Doutorado – COPPE/ Produção – 1996), orientado por Rogério de Aragão Bastos do Valle (LA THEORIE DE L’AGIR COMMUNICATIF FACE AUX APPORTS DUNE SOCIOLOGIE COMPARATIVE DES ORGANISATIONS – Orientador: JACQUES LAUTMAN – Tese de Doutorado – Université Paris Descartes – 1984/ 1989), concluindo pela inviabilidade, após extenso levantamento empírico, pela inviabilidade pragmática da Teoria do Agir Comunicativo, esforço redundante/ desnecessário, já que poderia ter sido refutada epistemologicamente a-priori, em função de suas Premissas Irrealistas/ Utópicas/ Alienantes!

Assim, descartando a-priori a Teoria do Agir Comunicativo Habermasiana, nosso estudo sobre o   Currículo Oculto dos Cursos Gerenciais de Gradução estará fundamentada numa Re-Interpretação Não Hegeliana do Marxismo Freudiano Frankfurtiano (Jay, Martin – The Dialetical Imagination. California University, 1996; Slater, Phil – Origem e Significado da Escola de Frankfurt: uma perspectiva marxista. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1978; Wigghaus, Rolf – A Escola de Frankfurt. Rio de Janeiro: Difel, 2002), baseado nos seguintes textos:

  • A ATUALIDADE DA ESCOLA DE FRANKFURT – Vanilda Paiva
  • A ESCOLA DE FRANKFURT – Luzes e Sombras do Iluminismo – Olgária Matos
  • PARIS 68 – AS BARRICADAS DO DESEJO – Olgária Matos
  • OS ARCANOS DO INTEIRAMENTE OUTRO: A Escola de Frankfurt, a Melancolia, a Revolução – Olgária Matos;
  • O QUE É IDEOLOGIA – Marilena Chauí
  • BUROCRACIA E IDEOLOGIA – Mauricio Tragtenberg
  • GRAMSCI E O BLOCO HISTÓRICO – Hugues Portelli

Assim,  nossa  Auditoria  Epistemológica  situará  a  Práxis  Docente,  sob  a  concepção  do

Intelectual Orgânico Gramscista (45), a saber:

Grupo social que nasce no terreno original de uma função essencial do mundo da produção econômica cria, ao mesmo tempo que a si mesmo, organicamente, uma ou várias camadas de intelectuais que lhe conferem homogeneidade e a consciência de sua própria função, não somente no plano econômico, mas também no plano político e social. (Antonio Gramsci: Gli intellectuali e l’ organizacione della cultura)

A crise consiste justamente no fato de que o velho não morre e o novo não pode nascer” (Antonio

Gramsci – Passado e presente)

  1. METODOLOGIA

O presente artigo investiga o Currículo Oculto nos Cursos Gerenciais de Graduação (1- Objetivos/ Especificidade Pedagógica; 2- Mercado de Trabalho/ Inserção Profissional; 3- Corpo Docente: Formação/ Práxis Pedagógica; 4- Estágio Universitário/ Práxis Profissional; 5- Monografia de Final de Curso; 6- Empresa Junior; 7- Centro Acadêmico; 8- Ensino Médio – ENEM/ SISU; 9- Coordenação Pedagógica; 10- Indicadores de Desempenho/ Modelos de Apoio à Decisão), buscando Re-Interpretações Paradigmáticas, fundamentado numa inovadora/ original concepção de Auditoria Epistemológica (Exegético-Hermenêutica), desenvolvida no âmbito do Laboratório de Educação Estratégica Empresarial (LABEDUCEMP – ADM/ FACC/ UFRJ – 1990/ 2013

– GROUP DISCUSSION), através da articulação de 3 Constructos Analíticos Básicos (1- Dialética da

Ação; 2- Filosofia Analítica da Linguagem; 3-) Teoria do Agir Comunicativo), acima discutidas!

Sob ótica das Diretrizes Metodológicas aqui adotadas, cabe destacar que não nos propomos a realizar um Estudo Empírico Hipotético-Dedutivo Popperiano (Levantamento de Dados/ Comprovação de Hipóteses), mas sim de Re-Interpretação Epistemológica, a partir de informações já conhecidas, de grande importância para permitir fundamentar uma Praxis Docente Inovadora, como foi amplamente destacado por Albert Einstein, in verbis:

“Formular um problema é frequentemente mais essencial que lhe dar solução, que pode ser questão de habilidade matemática ou experimental. Provocar o aparecimento de novas questões e possibilidades, considerar velhos problemas de um ângulo novo, isso exige uma imaginação-criadora, marca um real progresso de ciência”(A EVOLUÇÃO DA FÍSICA – Albert Einstein/ Leopold Infeld – 1ª Edição – 1938)

  1. RESULTADOS/ ANALISES

O CURRICULO OCULTO NOS CURSOS GERENCIAIS DE GRADUAÇÃO: FUNDAMENTOS EPISTEMOLOGICOS E IMPLICAÇÕES PRÁTICAS

5.1. OBJETIVOS/ ESPECIFICIDADE PEDAGÓGICA

No clássico Higher Education For Business (Robert Aaron Gordon/ James Edwin Howell – Columbia University Press – 1959), cujas conclusões, baseadas em ampla pesquisa empírica (70 anos de ensino americano de negócios – 1890/ 1960), patrocinada pela Carnegie Foundation, viriam promover  ampla  Revolução  Copernicana,  no  Ensino/  Pesquisas  Gerenciais  (Americano/ Mundial), com destaque no Brasil (Institution Building in Business Administration: The Brazilian Experience – Taylor, Donald Arthur – Michigan State University – 1968), ao propor pioneiramente a adoção de um Paradigma Generalista (Visão Globalizante Estratégico-Organizacional), a questão dos Objetivos/ Especificidade Pedagógica, é assim tematizado:

devem as escolas tentar desenvolver generalistas que podem aplicar um conjunto de habilidades básicas (especialmente administrativas) numa variedade de situações, ou devem elas se concentrar num particular conjunto de habilidades requeridas por especialistas dentro de uma área particular de problemas, como sistemas  contábeis,  pesquisa  de  mercado,  ou  alguma  fase  da  gerência  de  produção?  Ou  devem experimentar fazer ambas?” (Pág. 105);

“Somente o conhecimento especializado baseado em fatos relativamente imutáveis e o domínio de habilidades analíticas particulares pode ser lucrativamente adquirido através da educação formal. Domínio de detalhes em constante mutação deve ser adquirido através da experiência real no trabalho (Pág. 66);

Na prática, à despeito de um amplo/ desgastado Discurso Oficial Brasileiro sobre a busca de Objetivos Pedagógicos Universitários Críticos, o Currículo Oculto torna-se predominante (Correlação de Forças Políticas em Jogo), sobretudo por influência do Mass Media, enquanto demanda implícita por Adestramento Educacional (Escolarização/ Diplomação/ Certificação/ Treinamento), onde as prioridades discentes demandam provas tradicionais decorebas/ compilações da internet/ informações factuais descontextualizadas/ ajustamento ao mercado  de  trabalho!  Ou  seja,  ao  invés  de  um  necessário  Processo  de  Reeducação Estratégico-Gerencial, o grande potencial científico-pedagógico docente das Universidades Publicas, assimilados pelo senso comum como mero mestres escolas, tornam-se completamente sub-utilizados, configurando uma sui-generis crise educacional baseada, paradoxalmente, num excesso de Competência Docente Inexplorada!

Assim,  Revoluções Pedagógicas Efetivas (Álvaro Vieira Pinto/ Florestan Fernandes/ Rubens Alves) (46, 47 e 48) precisam transcender a mera/ tradicional Reformulação Curricular Formalística (Idealismo Dialético Hegeliano; Linguagem Formal Wittgensteiniana; Teoria do Agir Comunicativo Habermasiano), para se concentrar no Aqui & Agora (Ação Pedagógica x Práxis Gerencial), tomando o problemático/ desfuncional como Case History Clínico, à luz das clássicas assertivas de Karl Marx, a saber:

“A anatomia do homem é a chave da anatomia do macaco. O que nas espécies animais inferiores indica uma forma superior, não pode, ao contrário, ser compreendida, senão quando se conhece a forma superior”;

“Os homens fazem sua própria história, mas não como melhor lhes parece; não a fazem em circunstâncias por eles mesmos escolhidas, mas em circunstâncias encontradas, dadas e transmitidas pelo passado”;

 “Os filósofos nada mais fizeram que interpretar de diverso modo o mundo, mas trata-se, antes, de transformá-lo”;

5.2. MERCADO DE TRABALHO/ INSERÇÃO PROFISSIONAL;

Em 1991, o BID condicionou a aprovação de amplo empréstimo à USP (Reitor José Goldemberg – US$ 63 milhões – 1988/ 1991), que fosse realizada uma prévia avaliação do desempenho universitário, baseado no rastreamento/ análise do destino profissional dos ex- alunos (inserção organizacional/ níveis salariais), o que levou a criação do NUPES/ USP (Núcleo de Pesquisa sobre o Ensino Superior), sob direção do sociólogo Simon Schwartzman (Formação da Comunidade Científica Brasileira – FINEP) (49), gerando amplo questionamento/ debate mediático (USP traça perfil de ex-alunos a pedido do BID – Folha de São Paulo – 22/03/1991)!

Este é um exemplo claro da importância de considerar o Currículo Oculto no desempenho dos Cursos Gerenciais! Todo o Conteúdo Científico-Pedagógico Universitário só se transformará em Riqueza Econômico-Social, caso o educando consiga atuar como efetivo Multiplicador Educacional (Problem/ Communicative Crossword Maker), conforme defendido, de longa data, em toda a obra de Peter Ferdinand Drucker (Administração: Tarefas, Responsabiliade e Práticas; O Gerente Eficaz). Necessitando para tal, habilidade/ expertise para atuar em ambiente capitalista competitivo/ hostil, a despeito de discurso mistificado em contrário! Ou seja, entender o Mercado de Trabalho/ Inserção Profissional sob a ótica da Dinâmica Estratégico-Organizacional Global, não como cargo isolado (racionalidade técnica/ busca do melhor argumento), como quer a visão idealista/ romântica/ alienada de Jurgen Habermas (Teoria do Agir Comunicativo) (50)!

5.3. CORPO DOCENTE: FORMAÇÃO/ PRÁXIS PEDAGÓGICA;

Não se pode confundir uma Universidade de Ensino (Escolão Pedagico), designada pejorativamente como mero 3º Grau Educacional (Reitor Jo Goldenberg – USP – , 1986/ 1990) com uma efetiva/ verdadeira Universidade Científico-Pedagógica Humboldiana (Alexander von Humboldt – 1769/ 1859) (51), conforme estabelecido pioneiramente na Universidade de Berlim (1810), baseado na Reforma Radical das Universidades Medievais, visando alavancar o subsequente Processo de Unificação Alemão (1872)!

Nas Universidades Humboldianas, como é o caso da UFRJ, não existem Professores/ Mestre Escola, mas sim Professores/ Pesquisadores Científicos, nas suas respectivas áreas de atuação! No entanto, se analisarmos sob a ótica do Currículo Oculto veremos que só são vistos/ demandados nos Cursos de Graduação Gerenciais enquanto meros Transmissores de Conteúdo Programático Padronizado/ Pré-Definido/ A-Crítico, demandado por pressão Adestrativa/ Instrumental Discente, deixando completamente inexplorado todo um Potencial de Inquietude Científico-Pedagógica Docente, sob a ótica do Questionamento Metodológico Socrático-Cartesiano (Tudo que sabemos, é nada saber)!

Em síntese, trata-se de um Ciclo Vicioso Crônico, que transcendendo os Projetos Pedagógicos Curriculares Formais, surgindo como variável determinante dos Currículos Ocultos, só podendo ser superado através de Programas de Re-Educação Mediática (Sugestão de Polêmicas Pautas Jornalísticas Universitárias – Cientificas/ Pedagógicas), antagônicos ao vigente/ dominante Discurso/ Patrulhamento Politicamente Correto, conforme proposto originalmente por Karl Marx, nas sua conhecida IIIª Tese contra Ludwig Feuerbach (A essência do cristianismo – 1842) (52), a saber:

“A teoria materialista de que os homens são produtos das circunstâncias e da educação e de que, portanto, os homens modificados são produtos de circunstâncias distintas e de educação distinta, esquece o fato de que as circunstâncias são mudadas precisamente pelos homens e de que o próprio educador necessita ser educado. (…) A coincidência da modificação das circunstâncias e da atividade humana só pode ser concebida e entendida racionalmente como prática revolucionária”

5.4. ESTÁGIO UNIVERSITÁRIO/ PRÁXIS PROFISSIONAL;

Paradoxalmente, muitos empresários informam receber alunos despreparados pelas universidades, enquanto esses mesmos alunos reclamam de estarem sendo sub-utilizados como mão de obra barata, para execução de tarefas rotineiras/ banais, sem qualquer tipo de desafio intelectual, caracterizando claro excesso de competência inexplorado empresarialmente!

Como discutido pioneiramente por Peter Drucker (O Gerente Eficaz; Administração: Tarefas, Responsabilidades e Práticas), a Práxis Profissional Gerencial Eficaz deve estar articulada com a Dinâmica Estratégico-Organizacional Global, não podendo ser confundida com mera solução/ equacionamento de problemas técnicos, sob pena da mais completa sub-utilização do Estagiário/ Formando Universitário, sob ótica Científico/ Pedagógica/ Empreendedora!

Os Projetos de Estágio Universitário, na maioria das vezes, tem sido utilizados unicamente para descrever/ homologar situações de Sub-Utilização Discente, concentrados unicamente na realização de tarefas burocráticas como um fim em si mesmo, sem qualquer articulação com o Processo Administrativo-Gerencial Global, quando deveriam servir sobretudo para desenvolver Auto-Consciência Crítico-Reflexiva Situacional!

Veja-se o famoso exemplo atribuído a Drucker, ao questionar um simples Pedreiro sobre a natureza de sua atuação profissional: colocar tijolos, construir muros, erigir igrejas, salvar almas. Não se trata de mero exercício semântico, mas sim de influenciar seu contexto profissional, através de sua Práxis Comunicativa Cotidiana Hierarquicamente Ascendente (Down => Up)!

Isso significa que o Estagiário, antes de iniciar sua atividades empresariais deve elaborar um Projeto de Pesquisa de Estágio, a ser previamente aprovado, em conjunto pela Universidade e Empresa estabelecendo um Programa de Atividades voltado para responder a seguinte Questão Central, a saber:

“De que maneira as Atividades Profissionais do Estagiário possibilitam efetivamente uma compreensão teórico/ conceitual/ reflexiva profunda da Dinâmica Estratégico-Organizacional das Empresas como um todo, ao invés de se limitarem a execução mecânica/ repetitiva de um conjunto de rotinas empresariais, como ocorre tradicionalmente nos Pseudo-Estágios Universitários?

Infelizmente, os Projetos de Estágio/ Práxis Profissional Universitária são tratados majoritariamente sob Perspectiva Idealista/ Politicamente Correta (Dialética Hegeliana; Agir Comunicativo Habermasiano; Formalismo Lingüístico Wittgensteiniano), só podendo ser efetivamente transformados a partir de uma Praxis Pedagógica Heterodoxa, por estar fundamentada na concepção de Currículo Oculto, como exemplificado pelo livro de Gifford Pinchot III (Intrapreneuring – Porque você não precisa deixar a organização para ser um empreendedor), onde ele, influenciado pela obra de Nicolau Maquiável (O Príncipe) e Mao Tse Tung (Livrinho Vermelho; A Prática), apresenta seu super-polêmico

10 MANDAMENTOS DO INTRA-EMPREENDEDOR: 1.Vá ao trabalho cada dia preparado para ser demitido;

2.Contorne qualquer ordem que objetive interromper seu sonho; 3.Se preciso, “carregue pianos” em seu projeto;

4.Gaste muita saliva e sola de sapatos; 5.Siga sua intuição sobre o pessoal, use apoio e trabalhe somente com os melhores; 6.Não divulgue seus projetos. A publicidade atrai céticos, descrentes e resistentes; 7.Nunca aposte numa corrida a menos que esteja participando dela; 8.Lembre-se que é mais fácil pedir desculpas pelo insucesso do que permissão para tentar algo novo; 9.Tenha metas ambiciosas, mas seja realista quanto aos meios que dispõe;

10.Seja leal com todos. Não há conflito entre realização e consciência tranquila.

5.5. MONOGRAFIA DE FINAL DE CURSO;

As Monografias de Graduação, tornadas obrigatórias, em diversos cursos brasileiros, a partir da década de 1990, tem se tornado crescentemente estéries/ desfuncionais, dado a adoção de ênfase formal/ burocrática/ compilativa, focada em mera descrição de práticas gerenciais e citações bibliográficas padronizadas/ desconexas, dotadas de baixíssima reflexão crítica, como destacado no clássico estudo da Universidade (Católica/ Não Protestante) de Louvain/ Bélgica (Dinâmica da Pesquisa em Ciências Sociais – Os pólos da prática metodológica – Paul de Bruyne/ Jacques Herman/ Marc de Shoutheete), discípulos/ prefaciados pelo seu celebrado mestre, o Epistemólogo Jean Ladrière (Escola de Louvain – Epistemologia Crítica), a saber:

 

“A prática científica não é redutível a uma seqüência de operações, de procedimentos necessários e imutáveis, de protocolos codificados. Tal concepção, que converte a metodologia numa tecnologia, repousa sobre a visão rigorista e ‘burocrática’ do design, fixado no início da pesquisa e de uma vez por todas, concretizando-se no que W.H.White chama de ‘mania de projeto’. Ao contrário, parece que a complexidade das problemáticas em ciências sociais exige interprenetrações e voltas constantes entre os pólos epistemológico, teórico, morfológico e técnico da pesquisa” (Pág. 30);

“A metodologia é simultaneamente uma lógica e uma heurística. O empreendimento metodológico não é redutível a uma reflexão a posteriori sobre os resultados da pesquisa científica. Por um lado, ela tende a analisar os procedimentos  lógicos  de  validação  e  a  propor  critérios  epistemológicos  de  demarcação  para  as  práticas científicas (lógica da prova) e, por outro lado, a examinar o próprio processo de produção dos objetos científicos (lógica da descoberta)” (Pág. 29);

“O estudo de caso, em sua particularidade, só pode aspirar à cientificidade integrado num processo de pesquisa global onde o papel da teoria não é deformado, onde a crítica epistemológica dos problemas e dos conceitos não é negligenciada. Geralmente, o caso singular ‘coloca problemas, sugere conjeturas, refuta-as, ilustra uma teoria, mas não pode gerar esta útlima” (Pág. 225);

“Os estudos de caso rigorosos não devem se limitar a uma descrição, por mais documentada que seja, mas apoiar- se em conceitos e hipóteses; devem ser guiados por um esquema teórico que serve de princípio diretor para a coleta dos dados; assim eles evitam “o erro do concreto mal colocado’ (Hempel) para melhor assegurar a pertinência e a integração dos dados que eles reúnem” (Pág. 227);

Sob essa ótica, as Monografias de Graduação carecem de Problematização Epistemológica Explícita, baseado na Pedagogia da Dúvida Sistemática Socrático-Cartesiana! Ou  seja,  o  alunado,  ao  escolher  o  tema,  baseado  em  interesses/  motivações/  sugestões diversas, toma o  problema subjacente como dado, partindo diretamente para sua Lógica Formal de Exposição/ Demonstração/ Prova, desconsiderando completamente o Momento Crítico-Reflexivo Prévio (Lógica/ Heurística da Investigação/ Descoberta/ Invenção), a saber:

“Penso que a ciência parte de problemas (mais do que de informações, ou mesmo de teorias, embora possa admitir que o background do problema conterá teorias e mitos)… Assim, aprendemos a compreender um problema tentando resolvê-lo e fracassando” (The Logic of Scientific Discovery – Karl R. Popper – 1972 – Pág. 181)

Toda essa questão sobre a atual desfuncionalidade das Monografias de Graduação situa-se no âmbito do Currículo Oculto (Dialética Ser/ Dever Ser), pois passaram a estar diretamente associadas, não como um exercício de Problematização Epistemológica Crítica, mas sim como mera Operacionalização Normativo-Procedimental/ Compilação Bibliográfica! Até suas Defesas Orais tem sido suspensas, já que se tornaram apresentações orais enfadonhas/ repetitivas, sob a ótica das Bancas Examinadoras Docentes, com baixa agregação de valor científico-pedagógico!

Como ocorre nos Processos de Canonização Católicos (Vaticano), quando são regularmente designados os chamados Advogados do Diabo, as Monografias de Graduação muito teriam a ganhar com a designação de Problematizador Epistemológico Docente, para se contrapor dialeticamente ao Orientador Acadêmico, num Debate Público Fundamentado/ Polêmico, situando-se o aluno como Observador Participante (Etno-Metodologia/ Antropologia Social/ Chicago University)!

Os Manuais Monográficos tendem a promover uma verdadeira Intoxicação Crítico-Reflexiva, onde a ênfase operativa não permite tempo/ espaço para a chamada Pedagogia da Dúvida! Demanda- se menos informação e mais pensamento original. Desconstrutivismo Científico-Pedagógico já! Menos Idealismo Dialético Hegeliano/ Teoria do Agir Comunicativo Habermasiano/ Formalismo Lingüístico Wittgensteiniano I, e mais Filsofia da Práxis/ Dialética do Trabalho/ Estruturalismo Genético! Revisitemos Emanuel Carneiro Leão no seu clássico livro “Aprendendo a Pensar” (Vozes)!

5.6. EMPRESA JUNIOR;

As Empresas Juniores, muito badaladas pela mídia (Donos do próprio passe – Revista Veja), apresentam uma série de disfuncionalidades gerenciais (efeitos colaterais),   completamente desconsideradas pelos Currículos Oficiais, mas que enquanto Currículo Oculto, exerce forte influência pedagógica deletéria!

Suas premissas básicas são de que, ao invés de Estagiário Mão de Obra Barata, utilizado na realização de atividades secundárias/ burocráticas, estariam sendo priorizadas a resolução de problemas empresariais relevantes, através da utilização de conhecimento científico-pedagógico universitário!

A crítica a esse raciocínio idealista, muito difundido ao nível do senso comum, é de que as diversas Organizações Humanas são objeto de cotidiana luta subjacente/ intestina/ hostil, por motivação econômico/ política, a despeito de um discurso semântico/ demagógico, enfatizando a racionalidade técnica/ conjugação de interesses!

Neste contexto, a dificuldade não está na expertise/ competência/ know how para resolução de  problemas explícitos; ao  contrário, o  desafio  é  o  de  identificar problemas (Problem Maker), subjacente às situações cotidianas, bem como viabilizar sua solução, através da articulação das forças econômico-políticas envolvidas!

Assim, as Empresas Juniores esterilizando a ação gerencial do graduando em relação à luta política empresarial cáustica, não estimula o desenvolvimento de expertise/ anti-corpos para enfrentamento de situações organizacionais extremas, tornando-o pouco competitivos aos Programas de Trainee Corporativos (Big Business), dado priorizarem uma Perspectiva Politicamente Correta, fundada numa concepção de Práxis Humana Idealizada (Dialética Hegeliana; Agir Comunicativo Habermasiano; Formalismo Lingüístico Wittgensteinano)!

5.7. CENTRO ACADÊMICO;

Os Centros Acadêmicos dos Cursos Gerenciais de Graduação são pouco orientados pela Perspectiva Político-Partidária (UNE/ UEE/ DCE/ ORGÃOS COLEGIADOS SUPERIORES), priorizando Demandas Corporativistas (Currículo/ Docentes/ Instalações/ Recursos), sem perceber a necessidade premente brasileira pela Formação de Novas Lideranças Empresariais, dotadas de sólida Visão Estratégico-Política!

A  falta  de  exposição  do  alunado  desses  cursos  ao  Debate  Político-Antagônico (Correntes de Pensamento Divergentes) sobre Formação Educacional/ Perfil Profissional (Cartesiano/ Quantitativo; Ético-Humanista; Sistêmico-Gerencial; Administrativo-Funcional; Privado-Competitivo), torna- se um grande limitador de sua Capacitação Estratégica-Empresarial (Desenvolvimento de Anti- Corpos; Musculatura Reflexiva; Convicção Subjetiva Fundamentada; Expertise Contraditório-Argumentativa; Eloqüência Retórico-Convincente; Visão Holística),  dado a ênfase numa Perspectiva Epistemológica Romântico-Idealista (Politicamente Correta/ Chapa Branca/ Uni-Dimensional/ Desinformada/ Alienada)!

Paradoxalmente, desde a década de 1970, diversas Empresas Capitalistas Brasileiras tiveram na sua Cúpula Diretiva diversos executivos, com sólidas Raízes Econômico-Politica Marxistas, como foi destacado em polêmico artigo de Bresser Pereira, L.C. (A Formação Contraditória das Classes Dominantes Brasileiras – FGV – A Escola do Poder – Revista Senhor) (53) e, em conhecido estudo sobre o CAP/ UFRJ (Intelectuais e Guerreiros – O Colégio de Aplicação da UFRJ de

1948 a 1968 – Alzira Alves de Abreu – 1992)!

Conta-se que o Empresário Roberto Marinho (54), durante o auge do Regime Militar, convocado pelo Ministro da Justiça (Armando Falcão – Governo Geisel) para denunciar a penetração de Quadros Comunistas em Empresas Capitalistas, com destaque para as Organizações Globo, onde era sabido atuarem diversos deles, teria respondido enfaticamente: “Dos meus comunistas, cuido eu! Suas sólida Formação Econômico-Política é nossa grande fonte de competitividade/ lucro!

Muitos dos escândalos/ barracos do Congresso Nacional, considerados demonstração máxima da inerente falta de ética da política brasileira, são muito similares aos ocorridos ao longo de toda a História Ocidental (Péricles e a Democracia Grega; Julio César e a ainda República Romana; Revolução Francesa; Democracias Ocidentais em Geral) (55, 56 e 57), mostrando tratar-se de questão estrutural, inerente à Práxis Política Parlamentar, sempre confrontada com a tensão dialética entre Ética da Convicção e Ética da Responsabilidade (Ser x Devir)! Neste contexto, anti-ético seriam os eleitores em geral, ao transferir para os políticos a expectativa de equacionar problemas/ articular variáveis que eles mesmos sabem incompatíveis entre si, daí envolver necessárias escolhas de alternativas entre perdas/ ganhos, como ensina a Teoria dos Jogos!

Nesse contexto, os Currículos Ocultos dos Cursos Gerenciais Universitários demonstram que seus Centros Acadêmicos ao optarem, sob Perspectiva Epistemológica, por um Discurso Político Normativo Idealizado (Hegel/ Wittgenstein/ Habermas), perdem a capacidade de fundamentar uma Práxis Estratégico-Gerencial Conseqüente, como ensinou Bertold Brecht (58), em seu conhecido texto, O Analfabeto Político (59 ), in verbis:

 

O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.

Estudos recentes sobre Nicolau Maquiavel (60), cerca de 500 anos após a sua morte, tem desenvolvido re-interpretação radical sobre toda a sua obra em geral, e do eu polêmico livro “O Príncipe” em particular, concluindo que ele não pode ser classificado como uma Personalidade Maquiavélica no sentido estabelecido/ vulgar, reposicionando-o como exemplo máximo da Ética da Responsabilidade, já que suas lições não almejavam a conquista do poder como um fim em si mesmo, mas sim para viabilizar a construção do Estado de Direito, sem a qual a humanidade não sairia da barbárie! Ou seja, trata de assumida defesa de que os fins justificam os meios! De modo especial, numa dessas edições brasileiras de “O Príncipe” está incluso um Prefácio Original do Prof. DSc. Fernando Henrique Cardoso (Catedrático/ Ciência Política – Livre Docente/ Sociologia – FFCL/ USP), desenvolvendo o conceito de Ética Maquiavélica da Responsabilidade, para justificar suas Ações Governamentais (Presincia da República – 1995/ 2002)!

5.8. ENSINO MÉDIO – SISU/ ENEM;

Analisando as causas da baixa articulação entre Universidade/ Formação Profissional/ Estrutura Ocupacional logo será percebido que o Ensino Médio, enquanto Currículo Oculto, exerce forte influência negativa, raramente tematizada!

Seu objetivo pedagógico central nunca poderá ser a simples preparação cognitiva para a Prova do Enem e/ou Processos de Seleção Universitária, mas sim o de fundamentar o Exercício Pleno da Cidadania Democrática, enquanto Práxis Humana Auto-Determinada, em relação às suas Habilidades Básicas (Comunicação/ Expressão; Contexto Histórico/ Geográfico/ Social; Raciocínio Lógico-Quantitativo; Ciências Naturais). Não se trata de ser bem sucedido num Sistema de Avaliação Cognitiva Trans-Disciplinar, mas sim de introjetar essas perspectivas/ angulações analíticas (Psicologia da Gestalt), no Comportamento Humano Cotidiano, condição sine qua non para a Expertise Estratégico Gerencial!

Ou seja, qualquer que seja a Inserção Organizacional, serão demandadas estas habilidades educacionais (Linguagens/ Estudos Sociais/ Matemática/ Ciências), que deveriam ter sido adquiridas  no     Ensino  Médio  e  que  não  serão  mais  necessariamente  abordadas  nos Curriculares Universitários Especializados/ Segmentados (Engenharia/ Tecnologia; Biomédica/ Saúde; Ciências Naturais/ Matemática; Ciências Humanas/ Sociais; Letras/ Artes)! Se bem analisado, logo se verá que a grande atratividade dos Cursos de MBA  (Master of Business Administration) não advém de sua especificidade técnica, mas sim de sua Perspectiva Generalista (Análise Ambiental

– Macro/ Micro; Adaptação Empresa Ambiente; Dinâmica Organizacional; Áreas Funcionais Empresariais – Marketing/ Vendas; Finanças/ Controle; Produção/ Tecnologia; RH/ Pessoal; TI/ Planejamento), diretamente articulada aos PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais/ Ensino Médio)!

Desde a década de 1990, com a verticalização da Globalização Econômica e ênfase na Terceirização Ocupacional, diversos estudos tem discutido o Fim dos Empregos Tradicionais (Jeremy  Rifkin),  enfatizando a  importância do  conceito de  Empregabilidade (Como  ser  bem sucedido num mundo sem empregos – William Bridges), sintetizado na máxima de Você S/A!

5.9. COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA;

Nos Cursos Gerenciais de Graduação (Administração/ Contabilidade/ Economia/ Engenharia de Produção/ Ciências Sociais Aplicadas), especialmente naqueles desenvolvidos em Universidades Públicas, não é percebido que cada estudante é aluno de uma multiplicidade de departamentos distintos, como atestado pelos códigos de inscrição em disciplina, e não apenas de seu departamento de origem!

Na década de 1960, com a mudança da capital federal, quando foi criada a UnB (Universidade de Brasília), seu Plano Diretor Transdisciplinar, elaborado no âmbito do então CBPE/  INEP/  RJ  (Centro   Brasileiro   de   Pesquisas   Educacionais/   Instituto   Nacional   de   Estudos Pedagógicos), sob a ótica do Experimentalismo Científico-Pedagógico (Anísio Teixeira/ Darcy Ribeiro) (61), foi desenvolvido um sui generis Projeto Arquitetônico (Minhocão), onde os alunos eram permanentemente demandados a se deslocarem geograficamente, já que as diversas disciplinas eram sempre lecionadas nas salas de aula dos departamentos de origem, através de turmas mistas, composta por discentes oriundos de múltiplas graduações, especialmente durante o ciclo básico!

No caso da UFRJ (CCJE/ CFCH), cujos cursos estão localizados fora da Cidade Universitária (Praia Vermelha/ Largo de São Francisco/ Campo de Santana/ Ilha do Fundão), quando argüidos   de   imediato,  os   discentes   se   imaginam  como   atrelados   apenas   aos   seus departamentos de origem, já que todas as disciplinas são lecionadas nas mesmas salas de aula, e as idas ao Campus do Fundão se limitam à época da matrícula, para entrega de documentos!

Na referida Reforma Universitária Original (Anísio Teixeira/ Darcy Ribeiro) o mais importante  não  era  o  simples  deslocamento  geográfico  dos  discentes,  mas  atribuir  aos diversos departamentos básicos a responsabilidade de definir Conteúdo Pedagógico/ Métodos Avaliativos e desenvolvê-los em turmas mistas! Ou seja, trata-se de uma Concepção Pedagógica Dialética (Tese/ Antítese/ Síntese), onde o alunado deveria ser submetido a Perspectivas Pedagógicas Antagônicas (Disciplinas Formativas/ Profissionalizantes => Enfoques Divergente/ Convergente => Ênfase nos Meios/ Fins)!

Neste contexto, muito mais do que os Chefes de Departamento, responsáveis por indicar docentes para múltiplos cursos, cabe um papel central à figura do Coordenador de Curso, em termos de integrar/ articular docentes oriundos das mais diversas unidades universitárias, possuindo amplo espaço para induzir, de maneira endógena, as mais diversas Reformas Científico-Pedagógicas! Tal  como um Maestro Musical/ Diretor Teatral, atuar como Orquestrador/ Articulador de Talentos Científico-Pedagógicos Docentes Diferenciados!

Infelizmente, os Coordenadores de Curso Universitários, tem orientado/ concentrado/ esterilizado sua atuação, em função da priorização dada ao Projeto Pedagógico Formal (Grade Horária; Inscrição em Disciplinas; Atendimento Docente/ Discente), ignorando completamente a forte influência do subjacente Currículo Oculto, que permitiria promover ampla Revolução Educacional Intrapreneuring, explorando os interstício na normatividade jurídica, sem contrariá-la, como se infere das lições de Miguel Reale (Teoria Tridimensional do Direito –  Norma, Fato e Valor) (62), de maneira a contrapor/ transcender/ superar toda essa nefasta Perspectiva Idealista (Hegel/ Habermas/ Wittgenstein I).

5.10. INDICADORES DE DESEMPENHO

Peter Drucker, num irônico texto denominado “Controles, Controle e Administração”, afirma:

“No vocaburio das instituições sociais a palavra Controles não é o plural de Controle. Não apenas mais Controles não propiciam necessariamente mais Controle, como também as duas palavras, no contexto das instituições sociais, possuem um signficado totalmente diverso. Os sinônimos de Controles são mensuração e informação. O sinônimo de Controle é direção. Os Controles pertencem aos meios, Controle a uma finalidade. Os Controles lidam com os fatos, ou seja, com eventos do passado. O Controle trata das expectativas, isto é, do futuro. Os Controles são analíticos, dizem respeito ao que era e ao que é. O Controle é normativo e diz respeito ao que deve ser. (Pág. 543);

Na verdade, acrescentar mais Controles, não redunda num Controle melhor. Acaba é criando mais confusão”. A primeira pergunta que o administrador portanto deve fazer a si mesmo, ao criar ou utilizar um sistema de controles é, portanto, ‘Qual é o mínimo de informações de que necessito para manter o controle?’ (Pág. 548);

Ou seja, segundo esse autor, a Concepção de Controle, numa Instituição Social deve ser percebida, qual verdadeira Revolução Copernicana em relação a Concepção Tradicional de Sistemas de Controles, como se infere da seguinte assertiva:

“Se lidamos com Seres Humanos numa Instituição Social, os Controles devem tornar-se uma Motivação Pessoal que leva ao Controle. Em vez de um Sistema Mecânico, o Sistema de Controle numa situação humano social é um Sistema Volitivo”. (Pág. 544);

A literatura organizacional, em âmbito mundial, é repleta de exemplos concretos sobre as desfunções da concepção tradicional de Sistemas de Controle\;

a-) O Congresso Americano, ao colocar verba para os Hospitais em proporção inversa a Capacidade Ociosa descobriu a posteriori que os dirigentes hospitalares/ médicos passaram a reter doentes por maior tempo, com o objetivo de diminuir artificialmente seus índices de Capacidade Ociosa;

b-) As Forças Armadas Inglesas ao avaliarem o desempenho de seus Dentistas peno Número de Cáries Obturadas, descobriram a posteriori que muitos dentistas passaram a aumentar necessariamente o número de obturações com o objetivo de melhorar artificialmente seus Índices de Avaliação/ Desempenho;

 

 

c-)  Em  diversas  Organizações,  a  introdução  de  Sistemas  de  Controle  Orçamentário,  como  é  amplamente conhecido, induz seus participantes a adotarrem um Comportamento Conservador em relação a ampliação dos resultados e/ou diminuição de custos, popularmente conhecidos como “Esconder o Leite”;

Na perspectiva deste artigo, o BSC (Balanced  Score card – Robert Kaplan/ David Norton) (63) tem se transformado crescentemente num modismo procedimental descontextualizado/ desfuncional/ estéril, gerando verdadeira indústria de Indicadores de Desempenho, fundado num Discurso Semântico-Metafísico Alienado, tendo muito mais um papel na Área de Relações Públicas (Comunicação/ Assessoria de Imprensa) do que no direcionamento da Práxis Gerencial Efetiva! Perdeu completamente seu vigor original, quando representou importante revolução  paradigmática,  diante  das   criticas  radicais  aos  Sistemas  de  Contabilidade Tradicional (Décadas de 1980/ 1990), a saber:

“Relevance Lost – The Rise and Fall of Managment Accounting” (Thomas Johnson/ Robert Kaplan) (64); “Reengenharia de Processos” (Michael Hammer/ Thomas Davenport) (65 ); “ABC- Activity Based Cost (Robert Kaplan/ Robin Cooper)” (66); “TOC- Theory of Constraints” (Eliyahu M. Goldratt). (67 e 68)

Assim, a utilização de uma multiplicidade de Sistemas de Indicadores de Desempenho Gerenciais, diante da ampla Complexidade das Instituições Universitárias, desconsiderando completamente a especificidade de sua auto-gestão autônoma (administrativa/ didático/ científica), é a principal razão do fracasso de muitos Sistemas de Avaliação Universitária, onde se foca exclusivamente no  Projeto  Curricular  Formal  (Idealismo  Hegeliano/  Agir  Comunicativo Habermasiano/ Formalismo Lingüístico Wittegensteiniano), desconsiderando, sob perspectiva da Filosofia da Práxis/ Dialética da Ação, completamente as implicações dos Currículos Ocultos!

  1. CONCLUSÕES FINAIS/ SUGESTÕES DE NOVAS PESQUISAS

O CURRICULO OCULTO NOS CURSOS GERENCIAIS DE GRADUAÇÃO: FUNDAMENTOS EPISTEMOLOGICOS E IMPLICAÇÕES PRÁTICAS

O presente artigo se propôs a discutir o conceito de Currículo Oculto e sua aplicação para otimizar o desempenho dos Cursos Gerenciais de Graduação (Administração/ Contabilidade/ Economia/ Engenharia de Produção/ Ciências Sociais Aplicadas), reconhecendo tratar-se de temática bastante debatida na Área de Educação/ Pedagogia, mas ignorada no contexto em tela! Sua importância central advém de serem os objetivos explícitos perseguidos pelos chamados PPC (Projetos Políticos Pedagógicos/ Projetos Pedagógicos Curriculares), alterados/ desviados em função do contexto  histórico  subjacente,  concebido  como  variável  não  controlável!  Daí,  muitas Reformas Curriculares Brasileiras tem se limitado abordar os velhos conteúdos sob denominação nova, esterilizando assim seu impacto em mero exercício semântico.

Sua originalidade/ fecundidade advém do seu approach metodológico, baseado em Auditorias   Epistemológicas Curriculares (Exegética-Hermenêutica), desenvolvido/ aplicado no âmbito do Laboratório de Educação Estratégica Empresarial (LABEDUCEMP – ADM/ FACC/ UFRJ –

1990/ 2013 – GROUP DISCUSSION), através da articulação de 3 Constructos Analíticos Básicos (1- Dialética  da  Ação;  2-  Filosofia  Analítica  da  Linguagem;  3-)  Teoria  do  Agir  Comunicativo),  objeto de discussão detalhada no presente texto! Não se trata de um Estudo Empírico Hipotético- Dedutivo Popperiano (Levantamento de Dados/ Comprovação de Hipóteses), mas sim de Re- Interpretação  Epistemológica,  apud  Albert  Einstein  (A   Evolução   da   Física),  a  partir  de informações já conhecidas, de grande importância para permitir fundamentar uma Práxis Docente Inovadora!

De maneira específica, esta metodologia foi aqui aplicada na análise da Estrutura Curricular  Global  (1–   Objetivos/   Especificidade   Pedagógica;   2-   Mercado   de   Trabalho/   Inserção Profissional; 3- Corpo Docente: Formação/ Práxis Pedagógica; 4- Estágio Universitário/ Práxis Profissional;

5- Monografia de Final de Curso; 6- Empresa Junior; 7- Centro Acadêmico; 8- Ensino Médio –  ENEM/ SISU;

9- Coordenação Pedagógica; 10- Indicadores de Desempenho), dos Cursos Gerenciais de Graduação, através de Problematizações/ Questionamentos/ Angulações Paradigmáticas, transcendentes/ ignoradas pelos Projetos Pedagógicos Oficiais (Idealistas/ Formais/ Politicamente Corretos), sem qualquer capacidade de neutralizar, em termos de correlação de forças sócio- econômicas, os efeitos desfuncionais acarretados pelos Currículos Ocultos!

Conclusão central, acentuada por se tratarem de Cursos Gerenciais de Graduação, o Processo de Integração Universidade/ Inserção Profissional/ Mercado de Trabalho/ Estrutura Ocupacional assume  papel central, sob a ótica do Currículo Oculto, sobretudo por se tratar de Modo de Produção Capitalista Oligopólico-Globalizado (Revista de Economia Política) (69), cuja dinâmica específica precisa ser previamente captada/ apreendida/ articulada, não podendo ser assimilada com a vigente Perspectiva Idealista/ Romântica/ Alienada (Idealismo Hegeliano/ Agir Comunicativo Habermasiano/ Formalismo Lingüístico Wittgensteiniano), já que se demanda Filosofia da Práxis/ Dialética da Ação, amplamente enfatizado por Karl Marx, in verbis:

“A questão de se saber se ao pensamento humano corresponde uma verdade objetiva não é uma questão teórica, mas, sim, prática. É na prática que o homem deve demonstrar a verdade, isto é, a realidade e a força, o caráter terreno de seu pensamento. A querela em torno da realidade ou irrealidade de um pensamento isolado da prática é um problema puramente escolástico.”(…) “A vida social é essencialmente prática. Todos os mistérios, que levam a teoria para o misticismo, encontram sua solução racional na prática humana e na compreensão dessa prática” (…) Os filósofos nada mais fizeram que interpretar de diverso modo o mundo; mas trata-se, antes, de transformá-lo”

“Para Hegel, o processo do pensamento, – que ele transforma em sujeito autônomo sob o nome de idéia, – é o criador do real, e o real é apenas uma manifestação externa. Para mim, ao contrário, o ideal não é mais do que o material transposto para a cabeça do ser humano e por ela interpretado.”(…) Em Hegel, a dialética está de cabeça para baixo. É necessário pô-la de cabeça para cima, a fim de descobrir a substância racional dentro do invólucro místico!

Em termos de sugestões de Novas Pesquisas, o Labeducemp (Laboratório de Educação Estratégica Empresarial – ADM/ FACC/ UFRJ), que tem estudado a temática do Currículo Oculto Universitário sob Perspectiva Epistemológica ao longo de toda sua existência (1990/ 2004), objeto inclusive de papers vencedores de Concursos Monográficos Docentes (Propostas para uma Universidade no Terceiro Milênio: Desafios, Missão Histórica e Novos Paradigmas numa Perspectiva Planetária; “O Elo Perdido dos Sistemas de Avaliação de Desempenho da Universidade Pública: uma errônea concepção reducionista de Educação Empresarial/ Inserção Profissional” – PREMIOS FUJB/ UFRJ – Década de 1990), estará dando continuidade a uma bateria de Grupos de Discussão Antropológicos, monitorados através de Salas de Espelho (Focus Group – Estrella Espaço de Pesquisas e Levantamento de Dados – www.estrellapesquisa.com.br – Praia do Flamengo – RJ/ RJ) (70) sobre Práxis Etnográfica Profissional  do  Universitário  Brasileiro,  fundamentado  no  Quadro  de  Referência Bibliográfico/ Framework Conceitual (Desconstrutivismo Científico-Pedagógico), acima exposto, estando aberto para livre participação/ colaboração de interessados, com destaque para desenvolvimento/  co-orientação  de  Projetos  Acadêmicos  (Monografias/   Dissertações/   Teses/ Papers)!

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NOTAS:

01-) Práxis – http://pt.wikipedia.org/wiki/Práxis;

02-) Pedagogia do Oprimido – http://pt.wikipedia.org/wiki/Pedagogia_do_Oprimido;

03-) Paulo Freire – http://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_Freire;

04-) Método Paulo Freire – http://pt.wikipedia.org/wiki/Método_Paulo_Freire;

05-) Philippe Perrenoud – http://pt.wikipedia.org/wiki/Philippe_Perrenoud;

06-) Biografia – Durmeval Trigueiro Mendes – www.durmevaltrigueiro.pro.br/biotexto.htm;

07-) Aristóteles – Wikipédia, a enciclopédia livre – http://pt.wikipedia.org/wiki/Aristóteles;

08-) Alexandre, o Grande – http://pt.wikipedia.org/wiki/Alexandre,_o_Grande;

09-) Pedro II do Brasil – http://pt.wikipedia.org/wiki/Pedro_II_do_Brasil;

10-) Benjamin Franklin – http://pt.wikipedia.org/wiki/Benjamin_Franklin;

11-) ABE- Associação Brasileira de Educação – Rio de Janeiro – http://www.abe1924.org.br/;

12-) Fernando de_Azevedo – http://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_de_Azevedo;

13-) Anísio Teixeira – http://pt.wikipedia.org/wiki/Anísio_Teixeira;

14-) Lourenço Filho – http://pt.wikipedia.org/wiki/Lourenço_Filho;

15-) Eugênio Gudin – http://pt.wikipedia.org/wiki/Eugênio_Gudin;

16-) Otávio Gouveia de Bulhões – http://pt.wikipedia.org/wiki/Otávio_Gouveia_de_Bulhões;

17-) Gustavo Capanema – http://pt.wikipedia.org/wiki/Gustavo_Capanema;

18-) CPDOC/FGV – Arquivos Históricos Pessoais – Gustavo Capanema e Eugenio Gudin – http://cpdoc.fgv.br/acervo/arquivospessoais;

19-) Harvard University – http://www.harvard.edu;

20-) Polêmica em torno da dialética – http://pt.wikipedia.org/wiki/Polêmica_em_torno_da_dialética;

21-) Roberto de Oliveira Campos – http://pt.wikipedia.org/wiki/Roberto_Campos;

22-) Josef Stalin – http://pt.wikipedia.org/wiki/Josef_Stalin;

23-) Georg Wilhelm Friedrich Hegel – http://pt.wikipedia.org/wiki/Georg_Wilhelm_Friedrich_Hegel;

24-) Otto von Bismarck – http://pt.wikipedia.org/wiki/Otto_von_Bismarck;

25-) Frederico_Guilherme_III – http://pt.wikipedia.org/wiki/Frederico_Guilherme_III;

26-) Karl Marx – http://pt.wikipedia.org/wiki/Karl_Marx;

27-) Caio Prado Júnior – http://pt.wikipedia.org/wiki/Caio_Prado_Júnior;

28-) Dialética – http://pt.wikipedia.org/wiki/Dialética;

29-) Mao Tsé Tung – http://pt.wikipedia.org/wiki/Mao_Tsé-Tung;

30-) Ludwig Feuerbach – http://pt.wikipedia.org/wiki/Ludwig_Feuerbach;

31-) Teses sobre Feuerbach – http://pt.wikipedia.org/wiki/Teses_sobre_Feuerbach;

32-) Ludwig Wittgenstein – http://pt.wikipedia.org/wiki/Ludwig_Wittgenstein;

33-) Mein Kampf – http://pt.wikipedia.org/wiki/Mein_Kampf;

34-) Gottlob Frege – http://pt.wikipedia.org/wiki/Gottlob_Frege;

35-) Bertrand Russell – http://pt.wikipedia.org/wiki/Bertrand_Russell;

36-) Círculo de Viena – http://pt.wikipedia.org/wiki/Círculo_de_Viena;

36-) Rosa de Luxemburgo – http://pt.wikipedia.org/wiki/Rosa_Luxemburgo;

37-) Bloomsbury Group – http://en.wikipedia.org/wiki/Bloomsbury_Group;

38-) Karl Liebknecht – http://pt.wikipedia.org/wiki/Karl_Liebknecht;

40-) Escola de Frankfurt – http://pt.wikipedia.org/wiki/Escola_de_Frankfurt;

41-) Theodor W. Adorno – http://pt.wikipedia.org/wiki/Theodor_W._Adorno;

42-) Jürgen Habermas – http://pt.wikipedia.org/wiki/Jürgen_Habermas;

43-) Filosofia Analítica – http://pt.wikipedia.org/wiki/Filosofia_analítica;

NOTAS

Págs. i/ii

44-) Karl Popper – http://pt.wikipedia.org/wiki/Karl_Popper;

45-) Antonio Gramsci – http://pt.wikipedia.org/wiki/Antonio_Gramsci;

46-) Álvaro Vieira Pinto – http://pt.wikipedia.org/wiki/Álvaro_Vieira_Pinto;

47-) Florestan Fernandes – http://pt.wikipedia.org/wiki/Florestan_Fernandes;

48-) Rubem Alves – http://pt.wikipedia.org/wiki/Rubem_Alves;

49-) Simon Schwartzman – http://en.wikipedia.org/wiki/Simon_Schwartzman;

50-) Jurgen Habermas – Técnica e Ciência como Ideologia – Conciência Moral e Agir Comunicativo – Publicado por Vitor Vieira Vasconcelos – http://pt.scribd.com/doc/89903993/Jurgen-Habermas-Tecnica-e- Ciencia-como-Ideologia-Conciencia-Moral-e-Agir-Comunicativo;

51-) Alexander von Humboldt – http://pt.wikipedia.org/wiki/Alexander_von_Humboldt;

52-) Teses sobre Feuerbach – histedbr – www.histedbr.fae.unicamp.br/acer_fontes/acer_marx/tme_13.pdf;

53-) Bresser-Pereira Website – www.bresserpereira.org.br/;

54-) Roberto Pisani Marinho – http://pt.wikipedia.org/wiki/Roberto_Marinho;

55-) Péricles – http://pt.wikipedia.org/wiki/Péricles;

56-) Júlio César – http://pt.wikipedia.org/wiki/Júlio_César;

57-) Revoluções burguesas – http://pt.wikipedia.org/wiki/Revoluções_burguesas;

58-) Bertolt Brecht – http://pt.wikipedia.org/wiki/Bertolt_Brecht;

59-) Frases e Pensamentos de Bertolt Brecht (70 frases) – http://kdfrases.com/autor/bertolt-brecht (59)

60-) Nicolau Maquiavel – http://pt.wikipedia.org/wiki/Nicolau_Maquiavel;

61-) Darcy Ribeiro – http://pt.wikipedia.org/wiki/Darcy_Ribeiro;

62-)Teoria_tridimensional do direito – http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_tridimensional_do_direito;

63-) Balanced_scorecard – http://pt.wikipedia.org/wiki/Balanced_scorecard;

64-) Relevance Lost: The Rise and Fall of Management Accounting Hardcover – March 1, 1991 – by H. Thomas Johnson  (Author),                                      Robert S. Kaplan  (Author) – http://www.amazon.com/Relevance-Lost-Rise- Management-Accounting/dp/0875842542;

65-) Reengenharia – http://pt.wikipedia.org/wiki/Reengenharia;

66-) Custeio baseado em atividades – http://pt.wikipedia.org/wiki/Custeio_baseado_em_atividades;

67-) EliyahuM. Goldratt – http://pt.wikipedia.org/wiki/Eliyahu_M._Goldratt;

68-) Teoria das restrições – http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_das_restrições;

69-) Revista de Economia Política – www.rep.org.br/;

70-) Estrella Espaço de Pesquisa – http://www.estrellapesquisa.com.br/;

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NOTAS

Págs. ii/ii

BIBLIOGRAFIA:

ABREU, Alzira Alves de. Intelectuais e guerreiros : o Colégio de Aplicação da UFRJ de

1948 a 1968. Rio de Janeiro : Ed. UFRJ, 1992.  170 p.

ANDRADE, Rui Otávio Bernardes de; AMBONI, Nério. Projeto Pedagógico para Cursos de Administração. São Paulo: Makron Books, 2002. 159 p.

ARENDT, Hanna. The human condition. Chicago: The University of Chicago, 1974. 338 p.;

BOURDIEU, Pierre. O poder simbólico. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2007. 322 p.; BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O que é educação. 33. ed. reimp. São Paulo: Brasiliense,

  1. 116 p.;

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UFRJ/ CEG – RESOLUÇÃO Nº 06 /2012 – Institui o Núcleo Docente Estruturante – NDE

– no âmbito dos Cursos de Graduação da Universidade Federal do Rio de Janeiro. OBS: ESTA RESOLUÇÃO SUBSTITUI A RESOLUÇÃO CEG 05/12 PUBLICADA NO BUFRJ Nº 43 DE 25 DE OUTUBRO DE 2012 DEVIDO A REPETIÇÃO DE NUMERAÇÃO.

VALLE, Rogério de Aragão Bastos do Valle. La Theorie de L’agir Communicatif face aux apports d’une Sociologie Comparative des Organisations. Paris: Université Paris Descartes, 1989.Tese de Doutorado – Orientador: Jacques Lautman;

WIGGHAUS, Rolf – A Escola de Frankfurt. Rio de Janeiro: Difel, 2002;

YALOM, Irvin D. Quando Nietzsche chorou.19.ed..Rio de Janeiro: Ediouro, 2005. 407 p.;

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