UNIVERSIDADE POPULAR ABERTA DO III MILÊNIO

BUSINESS TRAINING COURSE (BTC/ FMP/ GE): Historicidade, Pioneirismo e Educação Empresarial (Décadas de 1950/ 1980: RJ/SP/MG)

In Artigos, Uncategorized on outubro 9, 2015 at 1:35 am

Texto para Discussão

 

LUIS EDUARDO POTSCH, PROF. DSc.

LABEDUCEMP – ADM/ FACC/ UFRJ

E-Mail: lepotsch@yahoo.com.br;

 

DIONE CASTRO DA SILVA, OAB/RJ

LABEDUCEMP – ADM/ FACC/ UFRJ

E-Mail:dioneavocat@gmail.com;

SUMÁRIO:

 

  1. INTRODUÇÃO
  2. FUNDAMENTAÇÃO
  3. METODOLOGIA
  4. RESULTADOS
    • BTC/ FMP/ GE (Décadas de 1950/ 1980)
    • A INFLUÊNCIA DO BTC/ FMP/ GE NAS UNIVERSIDADES BRASILEIRAS

(FEA/ UFRJ; FEA/ USP; EBAP/ FGV – 1960/ 2000)

  • DSc. GEORGE S. GUERRA LEONE

(FEA/ UFRJ; EBAP/ ISEC/ FGV;FAF/ UERJ; UFPB)

  • DSc. JOSÉ CARLOS MOREIRA

(ADM/ FEA/ USP)

  • O BTC/ FMP/ GE NAS EMPRESAS MARKETING-ORIENTED
  • INFLUÊNCIA PIONEIRA DO BTC/ FMP/ GE (Décadas de 1970/ 1980):

GRUPO SILVIO SANTOS/ SBT – SISTEMA BRASILEIRO DE TV

  • PROGRAMA DE EDUCAÇÃO ESTRATÉGICA EMPRESARIAL

 FUNDADA NO BTC/ FMP/ GE E FOCADA EM MARKETING

  1. ANÁLISE/ CONCLUSÃO/ NOVAS PESQUISAS

NOTAS

BIBLIOGRAFIA

ANEXOS

******************************************************************************

 

ABSTRACT

 

BUSINESS TRAINING COURSE (BTC/ FMP/ GE):

Historicidade, Pioneirismo e Educação Empresarial

(Décadas de 1950/ 1980: RJ/SP/MG)

 

Texto para Discussão

 

LUIS EDUARDO POTSCH, PROF. DSc LABEDUCEMP – ADM/ FACC/ UFRJ E-Mail: lepotsch@yahoo.com.br;

 

DIONE CASTRO DA SILVA, OAB/RJ LABEDUCEMP – ADM/ FACC/ UFRJ E-Mail: dioneavocat@gmail.com;

Este artigo sintetiza ampla pesquisa sobre raízes histórico-epistemológicas do famoso BTC/FMP/GE (Business Training Course/ Financial Management Program/ General Eletric do Brasil – 1957/ 1987), por 30 anos, convertido no mais importante Programa de Formação Contábil/ Financeiro Brasileiro (Alquimia de uma Corporação – A Magia de um Treinamento), onde muitos de seus graduados, além se dispersarem por múltiplas empresas, fruto de  atuação direcionada/ intensiva de head-hunters, se tornaram professores das nossas principais universidades (FEA/USP; FEA/UFRJ; EBAP/ISEC/FGV), que reconheceram sua diplomação como pioneira titulação docente (Progressão Funcional/ Notório Saber/ Livre-Docência/ Doutorado Direto), mas completamente ignorado pela literatura acadêmica. Pretende-se aqui demonstrar que o BTC/FMP/GE, surgido na década de 1950, em resposta às dificuldades (teóricas/práticas), à nível mundial, de divisionalizar corporação global,  verticalmente integrada, como a GE, utilizando como paradigma o conhecido Modelo GM (Alfred Sloan–My years in General Motors), denominado pioneiramente como Descentralização Federal (Concept of  the Corporation–A Study of General Motors– Peter Drucker-1945), promoveu pioneiramente a mais profunda Revolução Paradigmática no Pensamento Contábil/ Financeiro Mundial, antecipando embrionariamente as modernas concepções de Controle Gerencial, como destacado por George Sebastião Guerra Leone, ex-aluno (1ªturma). A partir das inúmeras críticas formuladas ao BTC/FMP/GE, enquanto propagador de disfuncional concepção de Controladoria Tradicional, focada na contabilização de multiplicidade de dados como um fim em si mesmo, com ênfase no polêmico/ contundente/ irônico texto de Peter Drucker (Controle, Controles e Administração), o presente artigo se propõe discutir sua contraposição dialética à Perspectiva Gerencial Marketing Oriented (J&J/ Lever/ P&G), como meio de estabelecer um Novo Paradigma de Educação Empresarial Estratégico-Generalista, fundamentado/ dialogando com concepções de Roger Barki (GE: 1ª Turma do BTC/ Financial Controller–15 anos – 1957/1972; J&J:Marketing Controller–12 anos–1973/1985), através de fontes informacionais dispersas, inexistentes nas bibliotecas universitárias/ sites internet, demandando rastreamento em sebos (www.estantevirtual.com.br), articuladas com amplo vivenciamento/ reflexões/ grupos de discussão dos autores nesta temática (1981/2015), operacionalizada através de análise epistemológica-paradigmática (exegético- hermenêutica).
 

Palavras Chaves:

 

1-) EPISTEMOLOGIA CONTABIL-FINANCEIRA; 2-) CONTABILIDADE GERENCIAL;

3-) EDUCAÇÃO ESTRATÉGICA EMPRESARIAL; 4-) GENERAL ELETRIC; 5-) BTC/FMP/GE;

BUSINESS TRAINING COURSE (BTC/ FMP/ GE):

Historicidade, Pioneirismo e Educação Empresarial

(Décadas de 1950/ 1980: RJ/SP/MG)

Texto para Discussão

 

LUIS EDUARDO POTSCH, PROF. DSc

LABEDUCEMP – ADM/ FACC/ UFRJ

E-Mail: lepotsch@yahoo.com.br;

 

DIONE CASTRO DA SILVA, OAB/RJ

LABEDUCEMP – ADM/ FACC/ UFRJ

E-Mail: dioneavocat@gmail.com;

  1. INTRODUÇÃO

Este artigo sintetiza ampla pesquisa sobre as raízes histórico-epistemológicas do famoso BTC/ FMP/ GE (Business Training Course/ Financial Management Program/ General Eletric do Brasil – 1957/ 1987) (1), que durante 30 anos se converteu no mais importante Programa de Formação Contábil/ Financeiro Brasileiro, onde muitos de seus graduados, além se dispersarem por múltiplas empresas, fruto de  atuação direcionada/ intensiva de head-hunters,  se tornaram professores das nossas principais universidades (FEA/ USP; FEA/ UFRJ; EBAP/ ISEC/ FGV), que reconheceram sua diplomação como pioneira titulação docente (Progressão Funcional/ Notório Saber/ Livre-Docência/ Doutorado Direto), como abaixo demonstrado, mas completamente ignorado pela literatura acadêmica.

Pretende-se aqui demonstrar que o BTC/ FMP/ GE, surgido na década de 1950, em resposta às dificuldades (teóricas/ práticas), à nível mundial, de divisionalizar uma corporação global,  verticalmente integrada, como a GE, utilizando como paradigma o conhecido Modelo GM (Alfred Sloan – My years in General Motors), denominado pioneiramente como Descentralização Federal (Concept of  the Corporation – A Study of General Motors –  Peter Drucker – 1945), promoveu pioneiramente a mais profunda Revolução Paradigmática no Pensamento Contábil/ Financeiro Mundial, antecipando embrionariamente as modernas concepções de Controle Gerencial, como destacado por George Sebastião Guerra Leone (2), ex-aluno de sua 1ª turma, a saber:

Contabilidade Gerencial (Custeio Direto; Margem de Contribuição; Contabilidade por Responsabilidade; Controladoria; Planejamento Economico-Financeiro); Planejamento Estratégico Corporativo; PIMS (Profit Impact of Marketing Strategy; Relevance Lost; Balanced Scorecard; ABC – Activity Based Costing; EVA – Economic Value Added (Cadeias de Valor); Reengenharia de Processos (Custeio de Chão de Fábrica); Just-in-Time; TOC- Theory of Constraints; Six Sigma (Jack Welch);

  1. FUNDAMENTAÇÃO

Nosso interesse específico está focado na análise do complexo processo de transplante da Cultura Organizacional da GE, através de profissionais egressos do BTC/ FMP, caracterizada por conhecida Orientação Gerencial Contábil/ Financeira, para as chamadas empresas Marketing Oriented/ Mass Merchandising (P&G – Procter & Gamble; Unilever; Johnson & Johnson) (3), cuja Dinâmica Comercial (Produtos de Baixo Valor Unitário; Compra Repetitiva; Distribuição Geográfica Pulverizada; Auto-Serviço; Embalagem Comunicativa) (4),  é realizada através de Estruturas Gerenciais Matriciais, operacionalizadas, de maneira descentralizada, por  meio de Gerentes de Produto/ Marca. Neste contexto, onde os próprios Analistas Financeiros são denominados Marketing Controller, o Processo Decisório depende principalmente de Pesquisas Antropológicas sobre Comportamento Psico-Social da Clientela (Etno-Gráficas/ Qualitativas/ Group Discussion/ Anticipation and Decision Making: the need for information) tendo como benchmarking a ESOMAR (European/ World Society for Opinion and Marketing Research) (5), muito mais do que de um Sistema de Controladoria Tradicional (Planos Estratégico/ Tático/ Operacional/ Orçamentos; Relatórios Comparativos Periódicos: Curto/ Médio/ Longo Prazos – Mensal/ Acumulado/ Orçado –  Reuniões Periódicas de Prestação de Contas/ Arguição Oral)!

A partir das inúmeras críticas formuladas ao BTC/ FMP/ GE, enquanto propagador de disfuncional concepção de Controladoria Tradicional, focada na contabilização de multiplicidade de dados como um fim em si mesmo, com ênfase no polêmico/ contundente/ irônico texto de Peter Drucker (Controle, Controles e Administração) (6), o presente artigo se propõe discutir sua contraposição dialética à Perspectiva Gerencial Marketing Oriented, como meio de estabelecer um Novo Paradigma de Educação Empresarial Estratégico-Generalista, fundamentado/ dialogando com as concepções de Roger Barki (GE: 1ª Turma do BTC/ Financial Controller – 15 anos – 1957/ 1972; J&J: Marketing Controller – 12 anos – 1973/ 1985), através de fontes informacionais dispersas, raras nas bibliotecas universitárias/ sites internet, demandando rastreamento em sebos (www.estantevirtual.com.br), articuladas com o amplo vivenciamento/ reflexões/ grupos de discussão dos autores nesta temática (1981/ 2015), operacionalizada através de análise epistemológica-paradigmática (exegético- hermenêutica), com os seguintes destaques (7):

  • ALQUIMIA DE UMA CORPORAÇÃO – A MAGIA DE UM TREINAMENTO – Basseto, José Luiz (Org.) –  12 Co-Autores – Edições Inteligentes – São Paulo – 2004 – 237 págs.;
  • GUIA COMPLETO DO FUNCIONAMENTO DE UMA EMPRESA: MICRO, MÉDIA E GRANDE – Barki, Roger; Alzogaray, Josy –  Editora Vozes – Petrópolis – 1985 – 200 págs.;
  • COMO DIRIGIR UMA EMPRESA: MICRO, MÉDIA E GRANDE – Barki, Roger; Alzogaray, Josy –  Editora Espaço & Tempo – 1987 – 200 págs.;

 

QUESTÕES CENTRAIS DA PESQUISA

PRESSUPOSTOS/ HIPÓTESES

  1. O BTC/ FMP/ GE, surgido na década de 1950, teve como objetivo difundir uma Nova Pedagogia/ Pensamento Contábil/ Financeiro/ Fiscal, na fronteira do conhecimento, dado as dificuldades conceituais/ operacionais de divisionalizar uma corporação mundial integrada verticalmente como a General Eletric, baseado no Modelo General Motors (Estrutura Multi-Divisional), devido a questão dos custos/ preços internos de transferência;
  2. No Brasil, a implantação do BTC/ FMP/ GE (1957/ 1988) assumiu o caráter de verdadeira Seita Religiosa Contábil-Financeira, tendo seus conceitos/ egressos  disseminados numa multiplicidade de empresas e nas nossas principais universidades, mas que acabaram sendo objeto de reiteradas críticas dada a ênfase em Sistemas de Controles  Desfuncionais (Informação como fim em si mesmo);
  3. Nas chamadas Empresas Marketing-Oriented/ Mass Merchandising (P&G; Lever; J&J), bem como nas Centrais de Televisão/ Produção Artística, a Perspectiva Contábil/ Financeira/ Fiscal do BTC/ FMP/ GE sofreu a mais ampla Revolução  Paradigmática, com ênfase na Flexibilização/ Enxugamento dos Sistemas de Controle;
  4. Já na década de 1950, à nível mundial/ brasileiro, o BTC/ FMP/ GE antecipou a grande Revolução no Pensamento Contábil/ Financeiro/ Fiscal Contemporâneo (Controladoria/ Contabilidade Gerencial/ Responsabilidade/ Custeio de Chão de Fábrica; Planejamento Estratégico Corporativo; Profit Impact f Marketing Strategy; Relevance Lost; Balanced Scorecard; Activity Based Costing; Economic Value Added; Cadeias de Valor; Reengenharia de Processos; Just-in-time; Theory of Constraints; Six Sigma), demonstrando a importância do seu estudo, enquanto raízes histórico-epistemológicas, para plena compreensão das técnicas/ pensamento moderno;
  5. O BTC/ FMP/GE (Financial Oriented), contraposto à Perspectiva Mercadológica/ Mass Merchandising (Procter & Gamble/ Lever/ Johnson & Johnson/ Grupo Silvio Santos/ Sistema Brasileiro de Televisão. Desenvolveu embrionariamente um inusitado Modelo de Educação Estratégica Empresarial (Auto-Didata/ Intuitivo/ Motivante), demandador de futuros estudos acadêmicos aprofundados, visando sua adaptação/ aproveitamento para fundamentar inovadora Campanha Nacional de Cidadania Gerencial Brasileira, nos moldes discutido por Max Weber (Ética Protestante e Espírito Capitalista); 

 

 

  1. METODOLOGIA

A presente pesquisa não se propõe a ser uma Dissertação Teórico-Empírica (Teste de hipóteses, modelos ou teorias a partir de dados primários e secundários), mas sim um Estudo Teórico-Analítico (Análise crítica ou comparativa de uma tese, teoria ou modelo já existente, a partir de um esquema conceitual bem definido), a saber:

análise  semiótica  erudita (hermenêutica/ exegética), voltada para rastrear/ explicitar raízes histórico-epistemológicas (BTC/ FMP/ GE x J&J/ LEVER/ P&G), baseado na busca de uma articulação dialética sui generis (Conhecimento Técnico x Competência Gerencial), como meio de captar/ apreender sua endógena/ embrionária/ revolucionária Proposta de Educação Estratégica Empresarial, visando estimular novos estudos/ pesquisas sobre temática emergente, completamente ignorada pela academia;

Nesse contexto, cabe destacar as reiteradas críticas à vigente Endogenia Positivista Acadêmica (Processos de Avaliação Inter-Pares – Associações Nacionais de Pesquisa e Pós-Graduação), amplamente formuladas pela Comunidade Cientifico-Educacional Brasileira (CAPES/ CNPQ/ FINEP/ ABC), como se infere da polêmica aula inaugural proferida pela Prof. Marilena Chauí (É um crime o currículo Lattes – FAU/ USP – 8/8/2014) (8), reiterando o pensamento da Escola de Louvain, que juntamente com a New School of Social Research (NSSR), lidera conhecido/ antigo Movimento Anti-Positivista Mundial, a saber (Dinâmica da Pesquisa Social – os pólos da prática cientifica – Paul de Bruyne; Jacques Herman; Marc de Schoutheete – Prefácio de Jean Ladriére) (9):

 

“A prática científica não é redutível a uma sequência de operações, de procedimentos necessários e imutáveis, de protocolos codificados. Tal concepção, que converte a metodologia numa tecnologia, repousa na visão rigorista e ‘burocrática’ do design, fixado no início da pesquisa e de uma vez por todas, concretizando-se no que W. H. White chama de ‘mania de projeto’. Ao contrário parece que a complexidade das problemáticas em ciências sociais exige interpenetrações e voltas constantes entre os pólos epistemológico, teórico, morfológico e técnico da pesquisa. (…)

A reflexão crítica e dialética só se desenvolve em oposição a corpos estabelecidos, a experiências já conhecidas. A crítica dialética é aqui concebida como demolição de todos os conceitos estabelecidos, adquiridos, cristalizados, ‘mumificados’ e dos quadros de referência teóricos. É um apelo à ‘derrubada perpétua dos ‘sistemas’ em benefício do aprofundamento sempre renovado dos problemas’”

Karl Popper, herdeiro intelectual do Circulo de Viena (Neo Positivismo/ Empirismo Lógico), no seu clássico livro (A Lógica da Descoberta Científica) (10), num fecundo processo de auto-crítica, passa a dar importante papel a Problematização Epistemológica (Lógica da Descoberta), em sintonia direta com conhecida formulação de Albert Einstein, in verbis:

“Formular um problema é frequentemente mais essencial que lhe dar solução, que pode ser questão de habilidade matemática ou experimental. Provocar o aparecimento de novas sugestões e possibilidades, considerar  velhos problemas de um angulo novo, isso exige uma imaginação criadora e marca um real progresso da ciência”! (A Evolução da Física – Albert Einstein/ Leopold Infeld – A Revolução da Física – 1938) (11);

 

O presente artigo (Texto para Discussão) optou por adaptar as normas editoriais (ABNT), por se tratar de uma análise sobre raízes histórico-epistemológicas (exegética/ hermenêutica), onde o contexto bibliográfico (Perfil/ Nome Completo dos Autores; Prefácios/ Apresentações/ Orelhas – Datas/ Edições/ Notas/ Referências – Títulos/ Sub-Títulos – Genese/ Contexto Editorial), viabilizador de cruzamento crítico de dados (confronto/ acareação) pode ser mais importante do que seu conteúdo intrínseco! Daí a reprodução (in verbis), dentro do texto principal, de detalhes bibliográficos, que normalmente poderiam ser colocados como links (notas de rodapé), como meio de induzir/ promover uma leitura mais introspectiva/ vivenciada/ erudita (Dialética do Concreto – Karel Kosik)! (12)

 

  1. RESULTADOS
    • BTC/ FMP/ GE (Décadas de 1950/ 1980)

Em agosto/ 1957, a GE (General Eletric) iniciou revolucionário Programa  de Treinamento denominado BTC (Business Training Course), com nomenclatura alterada, a partir dos anos 80,   para FMP – Financial Management Program, que durante 30 anos, até meados da década de 1980, teve imensa influência no Pensamento/ Educação Contábil/ Financeira Brasileira (Universitária/ Empresarial), completamente ignorada pela literatura existente! Iniciado em sua sede (Edifício Andorinha, objeto de grande incêndio em 1986 – RJ), o BTC/ FMP/ GE teve turmas simultâneas em suas diversas unidades (Parque Industrial Tomas Alva Edison – RJ/DF; Escritório Central SP/ SP – Rua Antonio de Godoy; Fábricas de Santo André/ Campinas/ Belo Horizonte).

Urgem estudos/ pesquisas acadêmicas sobre o BTC/ FMP, dado a grande antecipação/ influência exercida por suas concepções na moderna Teoria Contábil/ Financeira! Sua historicidade, baseadas em fontes dispersas, foi transformada em verdadeira seita folclórica/ lapidar, como demonstra seus almoços comemorativos anuais e o livro auto-biográfico, organizados/ publicado por seus egressos: Alquimia de uma Corporação – A Magia de um Treinamento – (José Luiz Bassetto (Org.) – 12 Co-Autores –  Edições Inteligentes – 2004).

Nas palavras sábias de George Sebastião Guerra Leone, considerado um dos pais/ pioneiros da Contabilidade de Custos no Brasil, aluno da 1ª turma do BTC (RJ/ 1957), além de menção especial no prefácio de sua obra pioneira (Aos meus pais … À General Eletric S. A., pela minha formação profissional – dedico este livro – Custos – Um Enfoque Administrativo –  Editora da FGV – 1ª Edição: 1971), afirma assertivamente em artigo especial para o referido Alquimia de uma Corporação: já no final da década de 1950, o BTC antecipava os modernos conceitos de BSC- Balanced Scorecard; ABC – Activity Based Costing e Cadeia de Valor, através do chamado Curso 202 (Orçamentos e Medições), focado no chão de fábrica, in verbis:

O Projeto de Medições está registrado nas apostilas do BTC, que fazem parte de um conjunto de 17 volumes encadernados que guardo comigo, há quase 50 anos, com enorme carinho e que são consultados por mim constantemente. Os dois capítulos contêm 56 páginas! (13)

 

O BTC/FMP/GE, desde 1957, foi o equivalente a um atual MBA Contabilidade/ Finanças, incluindo 6 disciplinas básicas (Contabilidade; Custos; Orçamento; Análise Financeira; Auditoria; Sistemas de Informação), lecionadas durante 2/3 anos (1 aula dupla semanal – final/ início do expediente – 4 provas sem marcação prévia –  exame final aos sábados, simultâneos RJ/SP – trabalhosa  carga de exercícios de casa; curso prévio de nivelamento), aberta a funcionários (nível superior; excepcionalmente ensino médio) e trainees universitários, mas que, concomitante, cumpriam intensa jornada de trabalho funcional, só sendo liberados em metade da carga horária didática semanal (50% GE + 50% Aluno). Reprovados eram desligados sumariamente do programa e promoções/ aumentos salariais diretamente relacionados/ hierarquizados pelos desempenhos acadêmicos discentes. Durante esse período (30 anos), concluíram o BTC/FMP cerca de 500 alunos, correspondendo a 1/3 do total de matriculados!

Cabe lembrar que o BTC/ FMP/ GE foi reconhecido como o equivalente ao Grau de Mestre para efeito de titulação docente universitária brasileira, na Área de Contabilidade/ Finanças/ Controle (UFRJ/ USP/ FGV) fazendo com que diversos de seus ex-alunos aí atuassem intensivamente! Através de Agencias de Emprego (Head Hunter), diversas empresas clientes (Petrobrás; Vale do Rio Doce; O Globo; GSS/ SBT; Unibanco; Johnson & Johnson) passaram a demandar profissionais egressos do BTC/ GE, fazendo com que houvesse ampla difusão dessa mentalidade gerencial nos meios empresariais brasileiros.

Na verdade, são poucos analisados/ conhecidos/ estudados os motivos que levaram a GE, a partir do início da década de 1950, haver se tornado pioneira na utilização de diversos conceitos/ práticas contábeis modernos (Contabilidade por Responsabilidade; Margem de Contribuição;  Custeio Direto; Custo Padrão; Lifo/ Fifo; Indicadores de Desempenho; Preços de Transferência), que acarretariam, a-posteriori, em âmbito mundial, o referido surgimento do BTC/ FMP!

Como demonstrou  Alfred Chandler (Strategy and Structure – Chapters in the history of modern industrial enterprise) (14) , no período de 1920/ 1950, grandes conglomerados empresariais americanos (Du Pont; GM – General Motors; Exxon; Sears) passaram a adotar a chamada Estrutura Multi-Divisional (Centralização: Planejamento/ Controle; Des-Centralização: Operações), voltada para permitir articular Tamanho/ Flexibilidade!

Exemplo mais acabado dessa concepção foi a GM (General Motors), cujo Modelo Estratégico-Organizacional se tornou paradigma mundial. Peter Ferdinand Drucker (1909/ 2005), recém emigrado da Europa (Viena/ Londres), foi contratado para realizar um estudo vivenciado/ antropológico da GM, cujo modus operandi foi objeto de seu clássico livro (Concept of the Corporation – A Study of General Motors – 1945). Alfred P. Sloan (1875/ 1966), que havia sido o CEO GM durante todo o período de re-estrutururação organizacional, na sua auto-biografia (My Years in General Motors) (15) , ao confrontar/ superar Henry Ford (Filosofia de Produção em Massa: O cliente pode ter o carro da cor que quiser, contanto que seja preto), enfatizou que tal sucesso deveu-se à adoção de Gestão Estratégica de Investimentos (Centralização/ Alocação Discricionária dos Lucros Divisionais – Método Du Pont  – ROI = Margem x Rentabilidade), focada numa Perspectiva Gerencial Holística (Pensar Global/ Agir Local), de maior efeito sinergético/ mercadológico do que a simples descentralização organizacional em si!

Como acima exposto, a partir da década de 1950, a Modelo Organizacional GM, denominado por Drucker como Descentralização Federal, dada sua inspiração na Constituição Americana, passou a ser adotado/ transplantado, com grande sucesso, para divisionalizar diversas corporações centralizadas/ diversificadas (multi-produtos)! No entanto, esse tipo de perspectiva metodológica fracassou completamente quando sua aplicação foi tentada na GE (General Eletric Company), provocando amplo debate teórico, já que Grupos de Trabalho/ Consultores Organizacionais, para isso convocados, tiveram suas conclusões rejeitadas e sua prestação de serviços descontinuada! As vicissitudes da divisionalização da GE, foram discutidas no livro de Ralph Cordiner (New frontiers for professional managers – 1956), que foi Presidente/ Charmain/ CEO (1950/ 1963) (16), tendo sido muito questionado/ criticado por haver descentralizado a GE em 120 unidades.

O principal motivo é que, ao contrário da GM (17), a GE era muito mais diversificada (Lâmpadas; Eletro/ Eletrônicos Domésticos; Locomotivas; Turbinas de Avião; Motores; etc), possuindo uma multiplicidade de acionistas minoritários (Governança Corporativa Conflitiva) e sobretudo caracterizada por ampla integração vertical, envolvendo a questão (política) de definição de Preços Internos de Transferência! Segundo Drucker, a Teoria da Divisionalização Organizacional vigente não era suficiente para explicar o caso GE, necessitando criar o que chamou de Processo de Descentralização Simulada (Pseudo-Descentralização/ Realidade Virtual), cujo operacionalidade exigia a acima  referida Revolução Contábil-Financeira (Contabilidade por Responsabilidade; Margem de Contribuição; Custeio Direto; Custo Padrão;  Lifo/ Fifo; Indicadores de Desempenho; Preços de Transferência), o que levou o surgimento do BTC/ FMP, como expressão maior de um Movimento Mundial Messiânico (Catequização/ Evangelização  Contábil Financeira), nos moldes propugnados por Max Weber (Ética Protestante e Espírito Capitalista) (18), onde esse modo de produção de mercadorias foi conceituado/ caracterizado a partir de sua Perspectiva Contábil (Processo Decisório baseado em estudo de alternativas de Racionalização Economica), por Luca Pacioli (1545/ 1617), na emergência do Renascimento/ Revolução Comercial (Séculos XV/ XVI).

  • A INFLUÊNCIA DO BTC/ FMP/ GE NAS UNIVERSIDADES BRASILEIRAS

(FEA/ UFRJ; FEA/ USP; EBAP/ FGV – 1960/ 2000)

No período anterior à implantação/ reconhecimento dos Programas de Pós-Graduação Stricto-Sensu (Década de 1970/1980), baseados no Parecer Newton Sucupira (Definição dos Cursos de Pós-Graduação – Parecer 977/ 1965 – CFE – Conselho Federal de Educação) (19) , a  Docência Universitária Brasileira era recrutada através de Concursos Públicos de Notório Saber (Defesa de Tese Auto-Didata –  Doutoramento Direto/ Livre Docência/ Cátedra), onde o BTC/ FMP/ GE foi pioneiramente aceito como equivalente ao Curso de Mestrado, para efeito de titulação acadêmica/ promoção funcional!

Na Área de Contabilidade/ Finanças, somente com a consolidação do Programas de Mestrado/ Doutorado (FEA/ USP; EAESP/ FGV; COPPEAD/ UFRJ) e o surgimento do ISEC/ FGV (Instituto Superior de Estudos Contábeis) com seu Curso Especial de Graduação para Bacharéis (Regime Especial – 18 Meses – Credenciado/ Registrado no CFC/ CRC), logo extinto e transformado em Mestrado, os corpos docentes das universidades brasileiras tiveram nos seus quadros diversos egressos do BTC/ FMP/ GE, entre outros (20):

  • FEA/ UFRJ: Bráulio Cortes Xavier Bastos (ex-Coordenador de Cursos BTC/ FMP/ RJ); Almir de Souza Carvalho; Nilo Gago Gonzales; Samuel Cogan;
  • FEA/ USP: José Carlos Moreira; Armando Catelli; Antonio Robles Junior; Rubens Famá; Nelson da Silva
  • FGV/ RJ: George Sebastião Guerra Leone

As diversas teses auto-didatas por eles defendidas, bem como suas diversas orientações discentes, são fundamentais, enquanto fontes bibliográficas primárias, para o estudo da Genese Historico-Epistemológica do Pensamento Financeiro-Contábil Brasileiro, com destaque à grande influência do BTC/ FMP/ GE, a saber (21):

  • ANTONIO ROBLES JUNIOR – Contribuição ao estudo da gestão e mensuração de custos da qualidade, no contexto da Gestão Estratégica de Custos (Doutorado – Orientador: Massayuki Nakagawa – FEA/ USP – 1993); Estrutura Financeira das Sociedades Anônimas Brasileiras – consideração sobre o endividamento das Companhias Abertas – (Mestrado –  Orientador: Eliseu Martins – FEA/ USP – 1981)
  • ARMANDO CATELLI – Sistema de Contabilidade de Custos Standard – (Doutorado – Orientador: José da Costa Boucinhas – FEA/ USP; 1972);
  • GEORGE SEBASTIÃO GUERRA LEONE – Custos: Um enfoque Administrativo (Doutorado/ Livre Docência – Orientador: Humberto Montano – FEA/ UFRJ –  1975)
  • RUBENS FAMA – Retorno sobre investimento: sua utilização no Brasil, face a inflação e a evolução da legislação sobre a correção monetária nos demonstrativos financeiros – (Mestrado – Orientador: José Carlos Moreira, FEA/ USP – 1980); Análise do desempenho operacional das empresas com a utilização de números índices: um estudo num conglomerado empresarial – (Doutorado – Orientador: José Carlos Moreira, FEA/ USP –  1987)
  • JOSÉ CARLOS MOREIRA – Orçamento da empresa como forma de controle financeiro, sua utilização na otimização de resultado (Doutorado – Orientadora: Lenita Correa Camargo – 1972)

Em relação ao BTC/ FMP/ GE, entre os seus principais propagadores didático-pedagógicos quer pelo sucesso editorial de seus livros, como pelo números de orientações discentes, cabe destacar:

  • DSc. GEORGE S. GUERRA LEONE (22)

      (FEA/ UFRJ; EBAP/ ISEC/ FGV;FAF/ UERJ; UFPB)

Através de 7 livros publicados, girando em torno de seu pioneiro best seller (Custos: Um Enfoque Administrativo – 2 Volumes – 13 Edições – Editora da FGV –  1971/ 2000), com destaque para suas visões mais modernas (Curso de Contabilidade de Custos: contém critério do custeio ABC – incluindo livro de exercícios Editora Atlas – 1996/ 2000), todas elas enraizadas no BTC/ GE (Curso de Orçamento e Medições – Custo de Chão de Fábrica – Budget & Measurement), onde foi aluno da 1ª turma (Edifício Andorinha – RJ/ DF – 1957/2) e pioneiro instrutor (1958/ 1963),  se tornando verdadeiro paradigma pedagógico universitário nacional nesta temática. Na década de 1970/ 1980, na condição de professor da EBAP/ FGV (Escola Brasileira de Administração Pública), tornou-se Consultor Empresarial das Organizações Globo, focado na complexa Gestão/ Contabilização de Custos Intangíveis (Jornalísticos/ Culturais/ Artísticos), que nos anos subsequentes (O Globo – Direção Executiva: Luiz Eduardo Vasconcellos; Rede Globo de Televisão – Vice-Presidência Financeira: Miguel Pires Gonçalves) foi continuada/ aprofundada por Natan Szuster, com base nos seus estudos pioneiros / expertise consultiva na área de Epistemologia Contábil/ Financeira (University of Illinois at Urbana-Champaign – . Pós-Doutorado – 1996 – 1997);

  • DSc. JOSÉ CARLOS MOREIRA (23)

(ADM/ FEA/ USP)

Foi aluno da 1ª turma do BTC/GE/SP (1958/1), quando ainda cursava o Bacharelado em Administração, tendo tido subsequente intensa atuação como Executivo Financeiro/ Controller (GE – Gerente de Orçamentos; GSS – Grupo Silvio Santos; Unibanco; TVS/ SBT/ RECORD – TV/ AM/ FM) e docente (FEA/ USP – 1962/ 2000). Seu livro Orçamento Empresarial – Manual de Elaboração (Editora Atlas – 5 edições – 1972/ 2002). Nas décadas de 1970/ 1990, lecionava somente disciplinas do Programa de Pós-Graduação Stricto-Sensu (Mestrado/ Doutorado), oferecidas em tempo integral (8 às 18 hs), somente aos sábados, alternando semestralmente entre os seus temas prediletos: Planejamento e Controle Financeiro; Finanças das Empresas Multinacionais. Seu Grupo de Estudos, organizado como Network Científico-Profissional, operacionalizado/ dinamizado através de reuniões sabáticas semanais, gerou uma multiplicidade de dissertações/ teses acadêmicas, bem como intensa atividade de Integração Universidade/ Mercado de Trabalho Executivo (Head Hunter/ Coach/ Orientador de Carreira Profissional). Concomitante ao lançamento da versão brasileira do clássico “Budgeting: profit planning and control” (Glenn A. Welsch – tradução e adaptação a terminologia contábil brasileira por Antonio Zoratto Sanvicente – Editora Atlas – 1971), Moreira, através de seus orientandos, liderou o desenvolvimento de livro de exercícios baseado em casos adaptados à realidade brasileira, traduzindo profunda antecipação dos modernos conceitos de Governança Corporativa, profundamente enraizados no BTC/ FMP/ GE;

  • O BTC/ FMP/ GE NAS EMPRESAS MARKETING-ORIENTED

A partir da década de 1920, a Filosofia Gerencial denominada Marketing Oriented, baseada na assertiva de que a missão principal de uma empresa seria criar um consumidor (atendimento de necessidades explícitas/ latentes), dada a crescente concorrência oligopolista (Fusões & Incorporações; Trustes Financeiros; Produção de Massa; Marketing), conforme difundido por uma multiplicidade de autores, então pioneiros/ contemporâneos (Peter Drucker; Philip Kotler; Theodor Levitt; Eugene Kelly) (24),  foi adotada/ implantada na seguinte ordem histórico-cronológica: (25)

  1. Bens de Consumo de Massa;
  2. Bens Semi-Duráveis de Consumo;
  3. Bens Duráveis de Consumo;
  4. Insumos Básicos;
  5. Bens de Capital;
  6. Comércio/ Varejo/ Serviços;
  7. Governo/ Utilidades Públicas.

 

Os chamados Bens de Consumo de Massa (Mass Merchandising) foram assim denominados devido à explicitação de suas 5 características centrais:

  1. Baixo Valor Unitário;
  2. Compra Repetitiva;
  3. Distribuição Geográfica Pulverizada;
  4. Auto-Serviço;
  5. Embalagem Comunicativa.

Evidentemente, para este tipo de produto, dotado de baixa complexidade tecnológica, o conhecimento das características psico-sociais da clientela se tornava variável central. Assim, os executivos das áreas mercadológico-comerciais dessas empresas tendiam a possuir maior influência/ poder organizacional do que os das áreas de finanças/ produção/ pessoal, tendendo assim a ser tornar a principal origem dos futuros Top Management (CEO/ PRESIDENT).

Numa relação com as maiores empresas mundiais (Fortune 500), as pioneiras do marketing moderno, são exatamente as que lideram neste ranking o setor de bens de consumo de massa (multiproduto), com destaque para 2 delas: (26)

  1. Procter & Gamble (Americana)
  2. Unilever (Anglo-Holandesa)

Com base no livro clássico de Philip Kotler (Administração de Marketing: Análise, Planejamento e Controle), percebe-se claramente o pioneirismo da P&G na história do Marketing Moderno: adoção de uma concepção estratégica de marketing, baseada na adaptação criativa da empresa como um todo ao ambiente externo, ao invés de simplesmente ajuste produto/ mercado; comercialização de marcas múltiplas segmentadas, administradas por uma estrutura matricial colegiada/ descentralizada de Gerentes de Produtos Generalistas, voltada para articulação/ otimização de resultados (Share; Sales; Profit), configurando com mais de ½ século de antecedência o que posteriormente veio a ser conhecido/ praticado como BSU (Business Strategy Unit), pelas Top Management Consultant (BCG – Boston Consulting Group; McKinsey Company; ADL – Arthur D. Little; Booz, Allen & Hamilton)! (27)

Dado a importância do investimento publicitário neste segmento (Mass Merchandising), as grandes Agências de Propaganda Multinacionais aí atuantes também são obrigadas a adotar Estrutura Matricial de Operações (Atendimento; Criação; Mídia), com forte influência na Dinâmica Estratégica Organizacional dos Veículos de Comunicação (RTV; Jornais/ Revistas; Out-Door). (28)

Sendo o Marketing Moderno uma típica criação do capitalismo norte-americano, coube a Unilever (Anglo-Holandesa), desde os idos de 1930, monitorar/ captar/ adotar pari passu as estratégias de ação da P&G, difundindo/ utilizando em suas operações internacionais, com destaque para o Brasil, já que sua concorrente, pioneira mundial (state-of-art), só ingressou no nosso mercado, na década de 1980, mais de 50 anos depois dela! Foi oriunda da Lintas (Lever International Advertising Service) a estrutura inicial da Rede Globo de Televisão (Produção/ Comercialização), inclusive seu principal executivo (José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o popular Boni. Discipulo de Rodolfo Lima Martensen, Diretor da Lintas e da ESPM). (29)

Assim a Unilever (Filial Brasileira – então Gessy Lever), organizou um pioneiro Management Trainee Programme (Duração: 2 anos; Candidatos: 20/ 30 por ano; Áreas: Gerente de Produto/ Inovação Tecnológica/ Pesquisa de Mercado/ Vendas ao Revendedor – Business-to-business/  Materiais/ Tecnológica/ Finanças/ Informática/ Pessoal; Perspectiva Estratégico-Gerencial: Generalista/ Marketing Oriented; Período: 1964/ 2015), cujos egressos passaram a ser assediados por atraentes propostas de emprego (Head Hunter; Agencias de Propaganda; Veículos de Comunicação; Institutos de Pesquisa de Mercado; Empresas Concorrentes/ Mass Merchandising), incluindo os mais diversos setores econômicos (Bens Semi-Duráveis/ Duráveis de Consumo/ Insumos Básicos/ Comércio/ Serviços/ Bancos/ Utilidades Públicas/ Governo), na medida em que pretendam desenvolver Cultura Organizacional Marketing Oriented/ Padrão de Gestão Matricial! (30)

Tanto nos Bancos Internacionais (City Bank; Chase; Santander; HSBC; ABN ANRO), como na telefonia celular (Vivo/ Claro/ Tim/Oi/ Brasil Telecom), houve intenso recrutamento de executivos de marketing/ gerentes de produto oriundos de empresas mass-merchandising (Unilever; J&J; Kibon; Colgate; P&G), sem demandar qualquer experiência prévia na área financeira/ tecnológica! Veja-se o caso do Executivo Manoel Amorim, atual CEO da Abril Educação, contratado para presidir a Vivo, com base na sua experiência prévia de Product Manager (P&G – USA), formação híbrida (Generalista: MBA – Harvard Business School; Tecnológica: Engenharia Química – Bacharelado – IME – Instituto Militar de Engenharia) (31)

No Brasil, a J&J (Johnson & Johnson –  Empresa Norte-Americana – Líder Mundial  no Mercado de Cuidados Pessoais), desde a década de 1970, sofreu intensa influência flexibilizada da Filosofia Marketing Oriented da P&G, difundida pela então Gessy Lever, tendo sido descentralizada através dos referidos BSU (Divisões Operacionais: PPC – Produtos para Criança; PPP – Produtos para Higiene Pessoal; PPS – Produtos para Saúde; Produtos Hospitalares; Produtos Farmacêuticos), gerenciada através de Comitês Matriciais de Produto e atendida pela Agência de Propaganda Lintas (Lever International Advertising Services), com o apoio do Instituto de Pesquisa de Mercado Mavibel (Unilever International Research)!(32)

Foi neste contexto que a J&J Brasil, interessada em incorporar uma Perspectiva de Controle Gerencial Economico-Financeiro, baseada no BTC/ GE (Business Training Course), optou pelo recrutamento do Executivo Roger Barki, que fora aluno de sua turma inicial, atuando nesta empresa por 15 anos (Agosto/ 1957 a 1972), para implantar uma concepção de Controller Divisional/ Corporativo, num contexto organizacional/ correlação de forças político-gerenciais antagônica, típica de uma Empresa Marketing Oriented, como seria destacado por ele mesmo,  após intensa vivência cotidiana (1972/ 1984), ao prefaciar seu livro, sintetizando seu Modelo Hibrido de Controladoria Financeiro-Mercadológica, a saber (33):

Este livro é uma consequência e reflexo de mim mesmo. Acho que ele vem nascendo dentro de mim desde quando iniciei um curso para estagiários na General Eletric: O B.T.C. (Business Training Course), que mais tarde transformou-se no F.M.P. (Financial Management Program). Eu fui o primeiro estagiário a ser contratado, em 1957, e um dos primeiros a ser transformado em instrutor. E isso me apaixonou! Ensinar, comunicar, transmitir experiências se mostrou fascinante para mim! E aí comecei a sentir que o melhor modo de ensinar é fazer com que o aluno participe. (…)

A esse clima juntei minha experiência prática, que conta agora 32 anos. Dentre eles estão os 15 anos em que trabalhei na General Eletric, 12 anos  de Johnson & Johnson, onde tive mais um grande desafio à comunicação quando tive que conviver com a área de marketing e transmitir conceitos financeiros a um pessoal não financeiro (…)

As concepções do BTC/ FMP/ GE, com o passar dos anos, tenderam a sofrer fortes críticas/ restrições, dada sua ênfase formalística/ burocrática, onde os Sistemas de Controle (Controladoria; Planejamento Economico-Financeiro: Curto, Médio e Longo Prazo; Filosofias de Custeio: Direto/ Indireto/ Absorção/ Padrão) tendiam a ser concebidos como um fim em si mesmo, ensejando uma famosa/ contundente/ irônica  crítica de Peter Drucker (Controle, Controles e Administração), aprofundando suas conhecidas/ anteriores idéias  sobre APO (Administração por Objetivos – Eficácia x Eficiência), a saber (34):

“No vocabulário das instituições sociais a palavra ‘controle’ não é o plural de ‘controle” Não apenas mais controles não propiciem necessariamente maior controle, como também as duas palavras, no contexto das instituições sociais, possuem um significado totalmente diverso. Os sinônimos de controles são mensuração e informação. O sinônimo de controle é direção. Os controles pertencem aos meios, o controle a uma finalidade. Os controles lidam com fatos, ou seja, com eventos do passado. O controle trata das expectativas, isto é, do futuro. Os controles são analíticos, dizem respeito ao que era e ao que é. O controle é normativo e diz respeito ao que deve ser. (…)

Quanto menor for o esforço necessário para obter controle, tanto melhor é o esquema de controle. Quantos menos controles forem necessários, tanto mais eficazes eles serão. Na verdade, acrescentar mais controles não redunda num controle melhor. Acaba é criando maior confusão. (§) A primeira pergunta que o administrador portanto deve fazer a si mesmo, ao criar ou utilizar um sistema de controles é, portanto, ‘Qual é o mínimo de informações de que necessito para manter o controle?”

Na verdade, as críticas ao BTC/ GE e seus desdobramentos subsequentes estão na linha direta de causação das grandes inovações contábeis das últimas décadas, daí a importância do seu estudo histórico-epistemológico (hermenêutico/ exegético), como aqui realizado, com os seguintes destaques: (35)

  1. Relevance Lost (H. Thomas Johnson e Robert S. Kaplan – 1987) em que é discutida a perda de relevância histórica dos Sistemas de Informação Contábil (Séculos XIX/ XX – Gerência de Custos x Contabilidade de Custos), concebida como crítica contundente/ radical/ convincente, que apoiaria o lançamento/ sucesso hegemônico  do moderno conceito de Balance Scorecard  (Robert S. Kaplan; David P. Norton), confirmando conhecido ditado popular: criar dificuldades primeiro, para vender facilidades depois! Cabe lembrar que a tradução deste livro no Brasil, foi objeto de 2 edições com conteúdos idênticos, mas tendo capas distintas (Contabilidade Gerencial – A Restauração da Relevância da Contabilidade nas Empresas – 1993 – 1ª ed.; A Relevância da Contabilidade de Custos – 1996 – 2ª ed.), sem que nenhuma delas reproduzisse o sentido semântico do título sensacionalista americano (Perda de Relevância/ Irrelevância Contábil), dado o receio de provocar conflito/ dissenção com a comunidade acadêmica/ profissional desta área;
  2. A chamada Reengenharia de Processos (BPR – Business Process Reengineering), com destaque para os seus trabalhos pioneiros (Reengineering the Corporation, a manifesto for business revolution – Michael Hammer/ James Champy; Process Innovation: reengineering work through Information Technology – Thomas H. Davenport; – 1992) foram claramente antecipadas pelo BTC/ FMP/ GE, como destacado por Guerra Leone, mostrando que a discutida Contabilidade de Custos de Chão de Fábrica tornou-se inquestionável embrião, de um lado do Método ABC (Activity based accounting – Robert S. Kaplan/ Robin Cooper) e de outro da Teoria dos Gargalos (TOC – Theory of Constraints –  Eliyahu M. Goldratt), enquanto critica radical ao mainstream estabelecido/ pensamento ortodoxo (Filosofias de Custeio: Direto/ Indireto/ Absorção/ Padrão), sustentando que o processo decisório gerencial é muito mais influenciado pelas restrições/ gargalos do que pelo custo em si;
  3. O Planejamento Estratégico Moderno, popularizado a partir da década de 1960 pelo BCG (Boston Consulting Group), caracterizado por uma Visão Globalizante/ Generalista/ Matricial do Processo Gerencial (Foco: fora para dentro; cima para baixo; Analise Ambiental: Macro/ Micro/ Mercados/ Clientes/ Concorrentes; Definição da Missão Empresarial; BSU – Business Strategy Unit;  Matriz de Portfólio; Curva de Experiência), também  teve sua origem, ainda no final da década de 1950, na GE (General Eletric), assessorada pela McKinsey Consultant;
  4.  O famoso PROJETO PIMS (Profit Impact of Marketing Strategy),  organizado em 1972, como MSI (Marketing Science Institute), enquanto organização não lucrativa de pesquisa, associada à HBS (Harvard Business School), caracterizado como o maior Banco de Dados de Simulações Empresariais Mundial (Modelagem Quantitativa; Explain ROI – Return on Investment; Variáveis Explicativas: Market Share, Product/ Service Quality; Marketing Expenditures; Investment Intesity; Corporate Diversity), teve sua origem na GE (Project PROM – Profitability Optmization Model), em 1960,  sob liderança de Fred J. Borch (Vice-President Marketing Services), que se tornaria CEO/ GE em 1964, sucedendo a Ralph Cordiner, sofrendo forte influência da mesma Perspectiva Contabil/ Financeira/ Fiscal que criou o BTC, dado a dificuldade operacional para divisionalizar uma corporação mundial integrada verticalmente, conforme acima discutido. Essa constatação se torna importante por haver sido explicitamente reconhecida em artigo à HBR (Harvard Business Review) por seus  principais teorizadores (Impact of strategy planning on profit performance – Study of 57 corporations with 620 diverse businesses, establishes  

Como acima exposto, para que as concepções de SISTEMAS DE CONTROLE ECONOMICO-FINANCEIRO (Controladoria; Planejamento Economico-Financeiro: Curto, Médio e Longo Prazo; Filosofias de Custeio: Direto/ Indireto/ Absorção/ Padrão) oriundos do BTC/ FMP/ GE pudessem ser transplantados/ adaptados/ operacionalizados, no âmbito da J&J, típica empresa Marketing Oriented/ Mass Merchandising, foi necessário que Roger Barki, com base na sua historicidade gerencial pregressa, como se diz em linguagem popular, se dispusesse a “plantar uma verdadeira bananeira mental”, abaixo discutida!

O BTC/ GE, durante seus anos iniciais (1957/ 1970), até sua posterior alteração para FMP (Financial Management Program – Décadas de 1970/ 1980), adotou uma auto-denominação ampliada/ distorcida/ abusiva, já que no seu sentido semântico original estrito (Business Training Course) sinalizava para a idéia de General Manager, transcendendo amplamente o escopo de um “mero”  Programa de Treinamento Contábil/ Financeiro/ Fiscal, cujos participantes, com raríssimas exceções, não eram oriundos das demais áreas funcionais (Comercial/ Vendas/ Marketing; Produção/ Tecnologia/ Engenharia)

Nas chamadas Empresas Marketing Oriented (P&G; UNILEVER; J&J), a palavra “Marketing” (36)  não é utilizada para designar Gerencia Funcional Comercial (Adaptação Produto/ Mercado), mas sim Gerencia Geral (Adaptação da Empresa Global ao Ambiente Externo), sendo operacionalizada através de Estrutura Matricial Descentralizada (Comitês Deliberativos Multi-Funcionais), liderados por um Gerente de Produto Generalista! Neste contexto, a Area Contábil/ Financeira passa ser denominada de Marketing Controller, demandando uma Praxis Gerencial Transversal (Multidisciplinar), similar aos atuais Business Games (Desafio Sebrae e outros)! Dada a dinâmica gerencial específica (flexível/ informal/ intrapreneuring/ focada em resultados), o Processo Decisório depende sobretudo de Pesquisas Antropológicas sobre Comportamento Psico-Social da Clientela (Etnográficas/ Qualitativas/ Group Discussion/ Anticipation and Decision Making: the need for information – ESOMAR – European/ World Society for Opinion and Marketing Research), muito mais do que de um Sistema de Controladoria Tradicional (Planos Estratégico/ Tático/ Operacional/ Orçamentos; Relatórios Comparativos Periódicos: Curto/ Médio/ Longo Prazos – Mensal/ Acumulado/ Orçado –  Reuniões Periódicas de Prestação de Contas/ Arguição Oral)!

  • INFLUÊNCIA PIONEIRA DO BTC/ FMP/ GE (Décadas de 1970/ 1980):

 GRUPO SILVIO SANTOS/ SBT – SISTEMA BRASILEIRO DE TV: (37)

Uma das experiências mais originais/ pioneiras de implantação de Controladoria Financeira em Empresas Diversificadas (Holding Central  + 3 Mini-Holdings Divisionais: Comércio; Serviços Financeiros; Rádio-Difusão) se deu no Grupo Silvio Santos, já início da década de 1970, fortemente influenciada pelo BTC/ FMP/ GE, sob liderança do Prof. DSc. José Carlos Moreira (ADM/ FEA/ USP), acima referido, que havia sido aluno da 1ª turma deste Curso em SP (1958/ 1960). Esse case history, completamente ignorado pela literatura administrativa-financeira, merece registro sob dupla perspectiva:

  • Rastrear/ apreender as raízes históricas do caldo de cultura organizacional que permitiu à Filosofia de Controle Gerencial se transformar numa verdadeira Religião Empresarial;
  • Conhecer/ analisar a gênese dos diferenciados Modelos de Custeio de Intangíveis Artísticos, capaz de captar a especificidade da Programação/ Produção Radio-Televisiva;

O referido caldo de cultura origina-se da historicidade do próprio Silvio Santos (Senor Abravanel), que ao contrário da visão folclórica de se tratar de self made man, além de filho de micro-empresário (Imigrante Judeu – Comércio de Bijouterias –  Cais do Porto do Rio de Janeiro – Praça Mauá), recebeu uma esmerada formação como Técnico de Contabilidade (1945/ 1948), na Escola Amaro Cavalcanti (Largo do Machado – RJ/DF), que é a atual FAF/ UERJ (Faculdade de Administração e Finanças), cujo currículo e corpo docente, na época, eram oriundos, em grande parte, da ETC/FGV (Escola Técnica de Comércio/ Fundação Getúlio Vargas). (38)

Na eleição de 1945, final do Estado Novo, impressionado com volume de vendas de um camelô que comercializava carteiras para guardar títulos de eleitor, no centro do RJ/ DF, adquiridas no Saara (Sociedade de Amigos da Adjacência da Rua da Alfandega), optou por esta profissão não como um fim em si mesmo, mas sim por identificar aí, um novo canal de distribuição das mercadorias vendidas pelo pai, limitando-se a trabalhar poucas horas diárias, durante o almoço da fiscalização, mantendo o irmão como olheiro. Significativamente, quando era detido, mobilizava os transeuntes com o argumento de que era um Estudante de Contabilidade, necessitando do dinheiro para compra de seus livros escolares! Na época, mesmo obtendo o 1º lugar num Concurso de Locutor de Rádio, tendo como 2º colocado o humorista Chico Anísio, após algum tempo voltou à atividade de camelô, por entendê-la como demandando menor carga horária de trabalho e mais lucrativa, o que caracteriza uma clara visão de negócios.

Durante seu Serviço Militar (Corpo de Paraquedista do Exército – Campo dos Afonsos), dado a identificação pelo corte de cabelo de recruta, viu-se proibido de continuar trabalhando como ambulante, levando-o sucessivamente a atuar em Niterói, inicialmente como animador noturno de rádio e depois concessionário da Barca da Canteira (Serviço de Bar/ Bingo/ Musical/ Locução/ Animação), que nos finais de semana era direcionada/ parqueada em Paquetá, permitindo-lhe agregar o serviço de aluguel de bicicletas. Em todos estes contextos já fazia amplo agenciamento publicitário (Alto-Falante/ Revistas de Palavras Cruzadas), colocando-se na posição de empresário/ empregador, dotado de embrionária estrutura organizacional.

Durante demorado período de manutenção/ reforma da Barca da Cantareira, onde estava instalado seu principal ativo fixo, é convidado para conhecer São Paulo por Representante da Cervejaria Antártica, da qual se havia tornado grande revendedor. Após ser vetado em concurso de calouros radiofônicos (Rádios Nacional/ Excelsior – Fundação Vitor Costa), em função de sua expertise anterior (RJ), é contratado por essas emissoras para o  Programa Manoel de Nóbrega, na condição de Locutor Publicitário, aproveitando-se do pedido de demissão/ casamento do funcionário anterior, que lhe transfere até o quarto de pensão, onde surgirá seu núcleo familiar matrimonial inicial: sogra, sua primeira esposa e cunhado adolescente/ braço direito! Concomitante com a Locução Radiofônica, transfere/ instala seu Bar de Inox nas imediações da rádio (SP), volta a explorar Agenciamento Publicitário (Revistas de Passa-Tempo), cria um Grupo de Shows em Praça Pública (Caminhonete Ambulante), que se tornou popular com a denominação de Caravana do Peru que Fala, em função de ainda ficar ruborizado ao falar, se financiando através de Propagandas de Candidatos Políticos/ Publicidade Comercial/ Rifas/ Sorteios!

Na época, Manoel de Nóbrega, amplamente conhecido/ eleito como vereador municipal (SP/ SP),  foi abordado por empresário alemão propondo-lhe sociedade no lançamento de uma versão de Carnê de Natal (Cesta de Presentes), que denominou Baú da Felicidade (BF), cabendo a aquele a Locução Publicitária e a este a Venda Pessoal! Multiplicidade de clientes, ludibriados com a não entrega do produto, levaram Nóbrega  a se decidir pelo fechamento do empreendimento, solicitando a Silvio Santos (SS), então Locutor Publicitário de seu programa, que fizesse o rescaldo do mesmo, dando plantão diário na loja comercial (Ponto de Venda), visando arrolar os compradores que deveriam ser ressarcidos! Após alguns dias, percebendo a potencialidade inexplorada do negócio, SS sugeriu a Nóbrega continuar a operação, com sua participação acionária, responsabilizando-se por toda comercialização/ operação, realizada com o auxílio do futuro cunhado adolescente, enquanto aquele continuaria/ intensificaria a Divulgação Publicitária Radiofônica.

Desde então, o BF realizou ampla diversificação mercadológica (Carnês Especiais/ Datas Festivas Anuais – Brinquedos/ Utilidades Domésticas/ Automóveis/ Casas/ Serviços Financeiros), apoiado em intensivo Esforço Promocional (Locução Radiofônica; Show em Praça Pública/ Caravana do Perú que Fala; Sorteios/ Bingos/ Patrocínios), chegando, desde 1960, à compra de Espaço Televisivo Dominical/ Semanal (TV Paulista/ SP – Canal 5 – Organizações Victor Costa; TV Globo a partir de 1966),  operacionalizado através da Publicidade Silvio Santos (PSS), embrião do atual SBT (TVS/RJ + REDE TUPI – SP/ RS/ PA + 50% RTV RECORD – RADIO AM/ FM – TV RECORD/ SP), apoiado por ampla Diversificação Empresarial Concêntrica (Lojas de Utilidades Domésticas; Revendedoras de Veículos; Construtoras Residenciais; Seguradoras; Corretoras de Seguro; Financeiras/ Distribuidores/ Corretoras de Títulos/ Capitalização/ Planos de Saúde/ Agências de Viagens; RTV- Emissoras/ Dubladoras/ Distribuição de Filmes/ Representação Publicitária/ Central de Produções Artísticas)!

Em termos gerenciais, Silvio Santos, dotado de diferenciada/ sólida Formação/ Perspectiva Contábil/ Financeira/ Atuarial (Teoria dos Jogos/ Risco Coletivo), sempre se auto vangloriou, em biografias/ entrevistas diversas, possuir um feeling especial para identificar/ recrutar seus assessores/ gestores. Obrigado a frequentar cotidianamente a Secretaria da Receita Federal (SRF/ SP), dada a necessidade de obter aprovação reiterada para suas Promoções/ Sorteios, convidou, ainda em meados da década de 1960,  o Superintendente Regional (ELIEZER PATRICIO – SR/ SRF/ SP), acompanhado por diversos assessores, para assumir a Presidência do Conselho de Administração (CONS.ADM/ GSS), tendo seu referido primeiro cunhado, como Diretor Executivo, promovendo uma ampla Cultura Corporativa de Auditoria Financeira. Neste contexto, ao assistirem um Curso de Controladoria Financeira, lecionado pelo Prof. DSc. José Carlos Moreira (ADM/ FEA/ USP), baseado no BTC/ FMP/ GE, o convidaram/ contrataram para implantar essa Metodologia de Controle Gerencial no GSS, o que o fez assessorado por diversos alunos/ orientandos acadêmicos, egressos desta universidade, baseado na acima referida Estrutura Multidivisional, a saber:

Holding Central: Conselho de Administração/ Diretoria Executiva/ Controladoria; Joint Venture (3 UENs); 3 Mini-Holding Divisionais: Comércio/ Varejo (6 UENs); Serviços Financeiros (8 UENs); RTV/ Comunicações – 15 UENs; UEN/ Estrutura: Gerente Geral + 4 Gestores Funcionais: Comercial/ Operacional/ Tecnológico/ Financeiro;

Nesse contexto, cumpre destacar que Silvio Santos não ocupava cargo executivo formal, colocando-se somente como Acionista Majoritário (Conselho de Administração – Reuniões Semanais – Governança Corporativa) e Apresentador/ Diretor Artístico, cuja remuneração era negociada com seus próprios empregados. Implantou-se um Programa de Planejamento e Controle Financeiro Ortodoxo (Curto/ Médio/ Longo Prazo – Mensal/ Anual/ Quinquenal), descentralizado ao nível das 32 UENs e com consolidações parciais/ global (3 Mini-Holding Divisional + Corporativo), incluindo Relatórios Comparativos de Acompanhamento Periódico (Variações: Realizado/ Orçado/ Ano Anterior – Mensal/ Acumulado Anual – Unidades de Negócios/ Divisões/ Global), objeto de Reuniões Mensais Presenciais (Apresentação/ Arguição Oral/ Avaliação/ Re-Direcionamento Executivo), envolvendo todos os Colegiados Diretivos Empresariais (UEN: 5 Gestores; Divisões: 5 Diretores; Holding: Chairman/ Diretor Executivo/ Controller)!

A implantação do Modelo BTC/ FMP/ GE no GSS gerou fortes reações na Divisão de Empresas de Comunicação (RTV/ Produção Artística), caracterizada por um Processo Decisório Informal/ Intuitivo/ Criativo (Feeling Artístico), legitimado pela presença cotidiana do próprio Silvio Santos (Dublê de Acionista Controlador/ Comunicador Mediático), fazendo com que surgissem as conhecidas Patologias Burocrático Orçamentárias, caracterizadas por multiplicidade de meios (diretos/ indiretos; explícitos/ implícitos) de maquiar os Sistemas de Controle Gerencial, por serem concebidos como um fim em si mesmo, situação prevista por Peter Drucker (Controles, Controle e Administração)!

De outro lado, dado o Processo de Integração Vertical Artística aí vigente, a questão central dos Métodos de Custeio/ Preços Internos de Transferência, de maneira similar ao ocorrido na GE, provocou amplas/ inovadores debates conceituais, levando a utilização pioneira de Apontadores de Produção Artísticos, inspirado no BTC/ FMP/ GE (Curso de Orçamento e Medições – Custo de Chão de Fábrica – Budget & Measurement), enfatizando a definição de critérios originais para classificação da contabilização artística entre Despesas Operacionais/ Custos Capitalizados, para o que se tornou necessário incorporar/ adaptar/ recriar a moderna Perspectiva Contábil-Financeira (Contabilidade por Responsabilidade; Margem de Contribuição; Custeio Direto; Custo Padrão;  Lifo/ Fifo; Indicadores de Desempenho; Preços de Transferência), acima referida, articulado por um Modelo de Apoio Tri-Dimensional (Processo Decisório Comercial), nos moldes do Projeto PIMS (39): 1-) Audiência do Programa; 2-) Custo de Produção; 3-) Encaixe Publicitário (Procura x Disponibilidade Horária)!

Com o estado falimentar da Rede Tupi de Televisão (1981), suas concessões foram cassadas e licitadas, juntamente com alguns outros canais já disponíveis (JB – RJ/SP + TV RIO), para os 2 Grupos Empresariais Vencedores: Editora Bloch/ Manchete (RJ/ SP/ BH/ DF/ RE) e GSS/ SBT (RJ/ SP/ POA/ BE)!

Neste contexto, o GSS/ SBT promoveu ampla Revolução Paradigmática Organizacional (Rede ou Sistema? Eis a Questão), opondo à Estrutura Centralizada da Rede Globo (Matriz => Reprodutoras/ Afiliadas), uma concepção original/ pioneira de Sistema Centrípeto Co-Gerenciado (Núcleo ó Central de Produção ó Exibidoras/ Telespectadores/ Anunciantes), operacionalizada como Eco-Sistema Corporativo (Planejamento Estratégico/ Marketing Nacional/ Marketing Regional), viabilizador de grande Dinâmica Competitiva (Análise Macro Ambiental: Econômico/ Social/ Político/ Tecnológico; Clientes: Detectar/ Satisfazer Necessidades Latentes; Concorrentes:  Antecipar/ Neutralizar Ações; Sistema Vertical de Marketing: Pull x Push), traduzindo a referida síntese dialética entre Perspectivas Gerenciais Contrapostas, acima discutida: CONTABILITY/ FINANCIAL ORIENTED (BTC/ FMP/ GE) x MARKETING ORIENTED (J&J/ LEVER/ P&G).

Mais uma vez, como está discutido em amplo estudo lógico-empírico (Estratégia Empresarial e Estrutura Organizacional nas Emissoras de TV Brasileiras – 1950/ 1982 – Tese de Doutoramento – EAESP/ FGV – 1983 – 524p.), defendida muito antes do lançamento dos 2 livretos de Roger Barki/ Josy Alzogaray (Guia Completo do Funcionamento de uma Empresa/ Como Dirigir uma Empresa – Micro/ Média/ Grande – 1985/ 1987), cabe enfatizar que o estudo dessa perspectiva metodológica se torna da maior importância (teórica/ prática), por antecipar as concepções modernas de Controle Gerencial, sabiamente destacado por George Sebastião Guerra Leone, in verbis (ad nauseam): (Vide Nota 2)

Contabilidade Gerencial (Custeio Direto; Margem de Contribuição; Contabilidade por Responsabilidade; Controladoria; Planejamento Economico-Financeiro); Planejamento Estratégico Corporativo; PIMS (Profit Impact of Marketing Strategy; Relevance Lost; Balanced Scorecard; ABC – Activity Based Costing; EVA – Economic Value Added (Cadeias de Valor); Reengenharia de Processos (Custeio de Chão de Fábrica); Just-in-Time; TOC- Theory of Constraints; Six Sigma (Jack Welch);

Recentemente foi muito noticiado que Silvio Santos  contratou a Mckinsey Consultant (40) para implantar Programa de Capacitação Estratégica Gerencial, visando transformar suas 6 filhas em Super-Executivas Empresariais. Na verdade, o que está em jogo é  parte da dissimulada luta de poder familiar pela sucessão do apresentador, que tem se intensificado em função de sua idade avançada! Inicialmente, dado só possuir (2 + 4) filhas , oriundas de 2 casamentos distintos, sua sucessão se concentrou inicialmente em sobrinhos/ cunhados e presumidamente nos genros, como ocorreu no antigo Banco Real (Banqueiro Aloysio de Andrade Faria; Filiação: Clemente Faria – Banco da Lavoura de Minas Gerais)! Dado intensa participação evangélica (Igreja Renascer em Cristo) da esposa/ filhas do 2° casamento, nos moldes discutido por Max Weber (Ética Protestante e Espírito Capitalista), foi amplamente estimulado o potencial empreendedor familiar feminino, quer como líder de equipe de roteiristas de novelas e apresentadora televisiva, como ocupando cargos executivos nas múltiplas áreas empresariais (Programação; Produção; Cosméticos/ Hotelaria; Board Corporativo)! Agravando a luta sucessória intestina, neto do primeiro casamento, dotado de extraordinário potencial artístico, visualizado como mais competitiva alternativa para sucedê-lo como animador de auditório, tornou-se destacado artista global, sua principal concorrente! Silvio Santos, tendo seu escritório particular, de longa data, localizado na própria mansão residencial, tem implantado um informal Projeto de Universidade Familiar, com forte Perspectiva Pedagógica Contábil/ Financeira/ Judaica/ Evangélica,  operacionalizada através de Modelos Estatístico-Atuariais Interativos (Teoria dos Jogos/ Riscos Coletivos), denunciando um caldo de cultura organizacional profundamente influenciado, inicialmente pelo Curso Técnico de Contabilidade (Escola Amaro Cavalcanti – – Largo do Machado – RJ/DF – 1945/ 1947) e depois pelo BTC/ FMP/ GE (Décadas de 1970/ 1990)

  • PROGRAMA DE EDUCAÇÃO ESTRATÉGICA EMPRESARIAL

FUNDADA NO BTC/ FMP/ GE E FOCADA EM MARKETING

No final de sua carreira, ROGER BARKI (GE: 1957/ 1972 – 15 anos; J&J: 1973/ 1985 – 12 anos) se propôs a desenvolver uma inédito MODELO DE EDUCAÇÃO EMPRESARIAL GENERALISTA, promovendo uma síntese dialética cultural entre o BTC/ FMP/ GE (Financial Oriented) e seu transplante para a JOHNSON & JOHNSON (Marketing Oriented), entendendo que essa concepção poderia ser desenvolvida através de um processo narrativo coloquial/ intuitivo/ dialógico/ motivante, situadas em imagens cotidianas de vida, voltada para fundamentar/ habilitar/ capacitar ao Exercício da Cidadania Empresarial/ Gerencial, aberta/ compreensível a todos as Áreas/ Níveis do Ensino Universitário/ Médio/ Supletivo/ Profissional. Para isso, como co-autores, mobilizou antigos colegas profissionais (BTC/ FMPeers) e convocou sua filha (Josy Barki Lamenza Alzogaray) para atuar como ghost writer coletivo, em função de não possuir qualquer formação/ vivênvia/ experiência empresarial prévia, possibilitando expor os diversos conceitos gerenciais aí envolvidos ao nível do senso comum (Action Research/ Introjeção Psiquico-Emocional), sem qualquer tipo de hermetismo/ pré-julgamento/ ortodoxia, produzindo 2 livros, muito pouco difundidos/ conhecidos, que examinaremos em seguida, dirigidos aos públicos :

  • Guia Completo do Funcionamento de uma Empresa: Micro, Média e Grande (Roger Barki e Josy Alzogaray – Editora Vozes – 1985);
  • Como dirigir uma Empresa: Micro, Média e Grande (Editora Espaço e Tempo; Roger Barki e Josy Alzogaray; 1987);

OS DIFERENTES PÚBLICOS A QUE ESTE LIVRO ESTÁ DIRIGIDO

  • Aqueles que desejam abrir o seu próprio negócio;
  • Aos Universitários da Área de Administração, Economia e Ciências Contábeis;
  • Aqueles que já exercem uma atividade profissional, mas que tem o seu conhecimento restrito ao seu trabalho;
  • A você;

GUIA COMPLETO DO FUNCIONAMENTO DE

UMA EMPRESA: MICRO, MÉDIA E GRANDE

(ROGER BARKI E JOSY ALZOGARAY

 EDITORA VOZES – 1985); (Vide Nota 31)

 

A importância deste texto não está no seu conteúdo intrínseco em si, mas sim por se tratar de uma das raras bases documentais/ bibliográficas, da maior importância para pesquisas histórico-epistemológicas (hermenêuticas/ exegéticas), sobre o Conteúdo Programático do BTC/ FMP/ GE (1957/ 1985), apresentada numa versão resumida, acrescida com noções básicas da Perspectiva Integrada Logístico-Mercadológica da Johnson & Johnson (MKT/ PCP  – Planejamento e Controle de Produção/ Gestão de Materiais), característica de Empresas Mass-Merchandising, expostas num texto didático-dialogal interativo, como se infere do respectivo sumário anexo:

COMO DIRIGIR UMA EMPRESA: MICRO, MÉDIA E GRANDE

Roger Barki e Josy Alzogaray – Apresentação: Nelson Barrizzelli

Editora Espaço e Tempo – 1987 (41)

Neste livreto, Roger Barki apresenta um originalíssimo estudo de caso interativo, redigido em linguagem intuitiva por sua filha Josy Alzoragay (ghost writer/ co-autora), possibilitado por seu perfil outside, já que não possuía vivencia empresarial prévia, onde um Trainee Universitário, que narra toda a história na primeira pessoa do singular, é convocado por um Consultor Gerencial (Sr. Raposo) para acompanhá-lo a uma Reunião de Diretoria (Imersão Antropológica/ Action-Research), de uma hipotética Empresa Cliente (Fresh Wonder), cujas características são inspiradas na sua historicidade pessoal (J&J – Divisão de Produtos Pessoais), que demandava serviços de consultoria, visando melhorias no seu Sistema de Relatórios Gerenciais!

Ao longo desta Reunião de Diretoria, o trainee narrador tem oportunidade de assistir/ vivenciar diversas exposições orais e debates polêmicos/ acalorados, envolvendo diversos Diretores/ Gerentes Empresariais (Geral; Controladoria; Produtos ao Consumidor; Produtos Industriais; Produtos Pessoais;  Marketing; Vendas; Propaganda; Relações Públicas; Custos; Recursos Humanos; Fabricação; Suprimentos; Auditoria; Jurídico; Tesouraria), concluindo, com base na sua visão de senso comum, que os Relatórios de Controle (20 páginas – 500 Centros de Custos) estivessem no limite da perfeição, não necessitando de qualquer melhoria.

Ao contrário, o Consultor Raposo discordando do  Trainee Gerencial, mostra que esta empresa adotava uma Filosofia Tradicional de Controladoria, em termos de conceber o Sistema de Informação como fim em si mesmo, sem articulação com a prévia formulação/ explicitação da Missão Corporativa/ Planejamento Estratégico Empresarial, razão pela qual optou por destacar nos 2 primeiros capítulos desse livreto essa disfuncionalidade gerencial (I-  Uma Reunião de Diretoria que não deu certo; II- Por que não deu certo), de cuja crítica engendra sua Proposta Consultiva  (III – Como estabelecer a Missão da Companhia; IV – Como estabelecer um Planejamento Estratégico; V – Como estabelecer um Sistema de Relatórios Gerenciais; VI – Uma Reunião de Direitoria que deu certo), baseada numa rede articulada/ enxuta de Indicadores de Desempenho Gerencial (Análise Ambiental; Missão Corporativa; Dinâmica Organizacional; Gerencias Funcionais; Business Game/ Processo Decisório; Simulações), fundamentada na articulação dialética entre o BTC/ FMP/ GE e as Empresas Marketing Oriented/ Mass Merchandising, conforme discutimos acima.

Essa metodologia de Planejamento Empresarial, originalmente desenvolvida por Roger Barki para o IEA/ USP (Instituto de Administração/ Programa de Estudos do Futuro – Coordenador: Bruce Baner Johnson), exposta na referida linguagem coloquial (intuitiva/ interativa/ motivante), como um case history, por Josy Alzogaray, apresenta os seguintes destaques:

  • DEFINIÇÃO DA MISSÃO EMPRESARIAL (Fresh Wonder – Divisão de Produtos ao Consumidor);
  • PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO INTEGRADO (A-) Produtos ao Consumidor/ Produtos Industriais; B-) Controladoria/ Tesouraria/ Recursos Humanos; C-) Fabricação; D-) Suprimentos);
  • REUNIÃO DE PLANEJAMENTO (Fresh Wonder – Objetivos/ Produto Esperado; Processo em Duas Etapa: Análise da Situação/ Estruturação de Objetivos e Definição de Prioridades; Análise da Situação – Método de Trabalho/ Produto Esperado);
  • ROTEIRO: TÓPICOS PARA ANÁLISE DA SITUAÇÃO ESTRATÉGICA (A – Produtos ao Consumidor/ Produtos Industriais – Objetivos; B – Controladoria/ Tesouraria/ Recursos Humanos – Objetivos; C- Fabricação – Objetivos; D – Suprimentos – Objetivos);
  • ÁRVORE DE OBJETIVOS (Fresh Wonder);
  • SISTEMA DE RELATÓRIOS GERENCIAIS (I- Ciclo Completo de Operações – 7 Indicadores; II – Vendas/ Clientes – 9 Indicadores ; III – Produção/ Processo de Fabricação – 12 Indicadores; IV – Suporte/ Gestor – 3 Indicadores);

Sob a ótica do senso comum, esse livreto (COMO DIRIGIR UMA EMPRESA: MICRO, MÉDIA E GRANDE – Roger Barki/ Josy Alzogaray – Editora Espaço & Tempo – RJ/RJ – 1987) é percebido simplesmente como mais um Manual Gerencial Tradicional (Auto-Ajuda), baseado num case history study, similar a diversos outros existentes no mercado.

De outro lado,  por meio da presente análise semiótica (hermenêutica/ exegética), voltada para rastrear/ explicitar suas raízes histórico-epistemológicas (BTC/ FMP/ GE x J&J/ LEVER/ P&G), baseado na busca de uma articulação dialética sui generis (Conhecimento Técnico x Competência Gerencial), ele se torna uma Revolucionária Proposta de Educação Estratégica Empresarial, a demandar novos estudos/ difusão, dado seu pioneirismo metodológico:

Contabilidade Gerencial (Custeio Direto; Margem de Contribuição; Contabilidade por Responsabilidade; Controladoria; Planejamento Economico-Financeiro); Planejamento Estratégico Corporativo; PIMS (Profit Impact of Marketing Strategy; Relevance Lost; Balanced Scorecard; ABC – Activity Based Costing; EVA – Economic Value Added (Cadeias de Valor); Reengenharia de Processos (Custeio de Chão de Fábrica); Just-in-Time; TOC- Theory of Constraints; Six Sigma (Jack Welch);

  1. ANÁLISE/ CONCLUSÃO/ NOVAS PESQUISAS

Este pequeno texto (80 págs), concebido como Projeto Metodológico Auto-Didata (Group Discussion), assume a dimensão de um verdadeiro MBA JUNIOR (Análise Ambiental: Macro/ Micro/ Mercado; Missão Estratégica; Dinâmica Organizacional; Áreas Funcionais; Processo Decisório/ Simulação/ Jogos de Empresas), possuindo uma densidade gerencial/ realismo situacional, por ter sido gestado em corporações transnacionais (Big Business), muito superior ao artificialismo de seus simulacros, como é o caso do Desafio Sebrae (42), sob a ótica do Novo Mercado de Trabalho (Fim dos Empregos; Um Mundo sem Empregos; Intrapreneuring)! (43)

Roger Barki, ao optar por explicitar no título desses seus 2 livretos a expressão Micro, Média e Grande, promove uma polêmica fecunda  e rara quebra de paradigmas, por entender que o Fluxograma Decisório Gerencial Básico, acima explicitado, deve ser literalmente o mesmo, independente do porte empresarial. Sob Perspectiva Pedagógica  aí se faz a opção por imersão intuitiva máxima, valorizando introjeção gestaltica inicial, de natureza desordenada/ confusa/ caótica, em detrimento do conhecimento socrático-cartesiano, baseado em conhecido ditado popular: Pensar Global, Agir Local! Nesse contexto, cabe destacar, em termos epistemológicos, que muitos modelos teóricos são considerados pouco práticos, devido ao seu artificialismo/ fragilidade teórica. Assim, paradoxalmente, aumentar sua capacidade operacional demanda seu enriquecimento teórico prévio, e não no seu adestramento instrumental!

Nesse contexto, sob a ótica de Max Weber (Ética Protestante e Espírito Capitalista), este livreto, turbinado com as concepções de Co-Gestão Participativa (Peter Drucker – Eficácia x Eficiência),  assume o caráter de um Projeto de Educação para a Cidadania Gerencial Brasileira (Transdiciplinar/ Auto-Didata/ Disciplina Ancora/ Articulação  Curricular), qual Movimento Civilizador Empresarial (Catequização/ Evangelização Pedagógica/ Open University), nos moldes do BTC/ FMP/ GE (Alquimia de uma Corporação – A Magia de um Treinamento), direcionado para amplo Público-Alvo (ENEM/ GEOGRAFIA ECONOMICA; UNIVERSIDADES/ CICLO BÁSICO; COMUNIDADE EMPRESARIAL), demandando Programas de Formação de Multiplicadores (Grupos de Discussão/ Redes Sociais/ Artigos Científicos – Monografias/ Dissertações/ Teses), fundamentado em suas raízes histórico-epistemológicas: GE (Business Training Course/ Financial Management Program) x J&J/ LEVER/ P&G (Marketing Oriented/ Mass Merchandising)!

A emergente  Revolução Contábil Ambiental, fundamentada em profunda crítica epistemológica, em relação aos critérios de precificação de ativos intangíveis, amplamente destacada na obra do Prof. José Roberto Kassai (Conciliação: VPL x EVA; TIR x ROI; Relato Integrado/ Balanço Contábil das Nações), tem suas raízes históricas no esforço de articular o Pensamento Contábil com seu contexto econômico (GECON/ FEA/ USP), preocupação central do BTC/ FMP/ GE, desde seus primórdios!

Como propugnado por Michel Foucault (44), em instigante livro (Arqueologia do Saber), o BTC/FMP/GE não deve ser concebido como passado/ saudosismo, já que se trata de conhecimento fundamental para compreender-se a dialética das transformações do pensamento contábil/ financeiro sob perspectiva futura, só passível de ser apreendida através de pesquisas sobre raízes histórico-epistemológicas (exegético-hermenêuticas), de maneira similar aos arqueólogos que através dos pioneiros estudos sobre a Pedra da Roseta, conseguiram decifrar os hieróglifos egípcios e sua rica civilização humana milenar!

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NOTAS

  • BASSETO, José Luiz (Org.) – Alquimia de uma Corporação – A Magia de um Treinamento – Edições Inteligentes – 12 Co-Autores – SP – 2004 – 237 págs.; Vide Cap. 1 – Varela, Ernesto Luiz – Doze Vidas e uma Empresa – Narrativas de uma Equipe de Executivos – e Cap. 12 – Demarchi, Mateus Agostinho – A História de um Livro e seus Autores;
  • Ibid, Cap. 2 – Leone, George S. Guerra – Recordações de um Passado Atual;
  • KOTLER, Administração de Marketing: Análise, Planejamento e Controle – São Paulo, Atlas, 1975, 3 v.;
  • SWASY, Alecia – Soap Opera – Inside History of Procter & Gamble; New York – Touchstone – 1993; Unilever v/s Procter & Gamble – War of the Worlds – equitymaster.com;
  • POTSCH, Luís Eduardo; LIMEIRA, Tânia Maria Vidigal. The Implications of the Strategic-Organizational Dynamics of Companies (Market Research Users) for the patterns of action of Market Research Agencies (Supliers) – The role of the Researcher and the Internal Company Decision-Making System – Anticipation and Decision Making: the need for information. 39th ESOMAR CONGRESS – European Society for Opinion and Marketing Research –  Monte Carlo – 14th  – 18th September – 1988; http://www.esomar.org;
  • DRUCKER, Peter Ferdinand – Administração: Tarefas, Responsabilidades e Práticas. São Paulo, Pioneira, 1975 – Capítulo 39 – Controles, Controle e Administração – Págs. 548/ 555;
  • Informações ricas sobre a historicidade do BTC/ FMP/ GE devem ser buscadas nas entrelinhas desses 3 livros, obtidas através de uma leitura hermenêutica/ exegética, nos moldes realizado por Michel Foucault (Arqueologia do Saber);
  • http://pensadoranonimo.com.br/e-um-crime-o-curriculo-lattes-diz-marilena-chaui/; Marilena Chauí, ex-aluna e professora aposentada (FFCH/ USP), considerada expoente máxima da chamada Geração Maria Antonia (Faculdade de Filosofia, Ciencias e Letras – Décadas de 1950/ 1960), enquanto discípula dileta da famosa Missão Francesa (Nobre, Marcos; Rego, José Márcio- Conversas com Filósofos Brasileiros – SP – Editora 34 – 2001);
  • Na Université Catholique de Louvain desenvolveu-se um dos mais importantes Centros de Filosofia da Ciencia Heterodoxos Mundiais, em oposição ao Positivismo/ Empirismo Lógico dominante. O título deste livro, qual verdadeiro Manifesto Epistemológico, afirma implicitamente que a Dinâmica da Pesquisa em Ciências Sociais possui especificidade/ dialética própria, não podendo ser confundida/ reduzida às Ciências Naturais. O Prefácio de Jean Ladriere, líder deste movimento, é revelador/ conclusivo;
  • Alberto Oliva (IFICS/ UFRJ), através de seu Centro de Lógica e Epistemologia da Ciência, está entre os maiores experts sobre a especificidade da Pesquisa Científica, tendo desenvolvido interpretações originais contrapostas sobre as Perspectivas de Karl Popper e Thomas Kuhn, sintetizada de maneira acessível em um de seus livros (Filosofia da Ciência – Coleção Passo-a-Passo – Zahar Editor – 2003);
  • O livreto A Evolução da Física, escrito por Albert Einstein/ Leopold Infeld, em 1938, transcendeu seu objetivo didático inicial, tornando-se um clássico da filosofia da ciência, dado seu texto intuitivo/ crítico/ lógico/ reflexivo, sem demandar conhecimentos avançados quantitativos;
  • Karel Kosik foi um dissidente anti-soviético da antiga Techo-Eslováquia, tendo desenvolvido interpretações originais sobre Filosofia da Praxis (Dialética Hegeliana do Pensamento x Dialética Marxista da Ação), cuja obra foi difundida no Brasil pelos Filósofos Leandro Konder (PUC/RJ) e Carlos Nelson Coutinho (ESS/ UFRJ);
  • BASSETO, J.L. – op. cit., Pág. 45
  • Alfred Chandler, na condição de Professor de História dos Negócios (Harvard Business School), através de 2 clássicos / paradigmáticos livros (Strategy and Structure: Chapters in the history of industrial enterprise – 1966; The Visible  Hand: The Managerial Revolution of American Business – 1977),  é o principal pioneiro  dos modernos estudos sobre estratégia empresarial. Teria deixado de receber o Premio Nobel de Economia por haver irritado a Academia Sueca, ao ironizar a mão invisível de Adam Smith (The Wealth of Nations);
  • Existe tradução em português (Minha Vida na General Motors – Record – 1965), pouco/ mal utilizada nos meios universitários, por julgarem estar focada no passado, sem perceber se tratar de fonte rica para pesquisas epistemológicas (hermenêutico-exegéticas) sobre a gênese dialética dos modernos sistemas de gestão, fortemente influenciados pelas idéias holísticas de Alfred Sloan na sua disputa com o cartesianismo de Henry Ford;
  • De 1950/ 1963, Ralph Cordiner, espelhado em Alfred Sloan, foi o principal executivo da GE (President/ Chairman/ CEO), constatando que não seria possível transplantar Modelo GM (Estrutura Multidivisonal) numa Corporação Integrada Verticalmente, que o levou a promover ampla Revolução Contábil Financeira (Controladoria/ Preços de Transferência/ Custos de Chão de Fábrica), objeto de sua auto-biografia (New Frontiers for Professional Managers), cuja baixa divulgação é lamentada por egressos do BTC/ FMP/GE;
  • POTSCH DE CARVALHO E SILVA, Luís Eduardo – Estratégia Empresarial e Estrutura Organizacional sob a ótica Mercadológica, Revista de Administração de Empresas – RAE/ EAESP/ FGV – 25(1):35-51 – Janeiro/ Março 1985;
  • O clássico texto de Max Weber (Ética Protestante e Espírito Capitalista) buscando entender as raízes históricas do desenvolvimento econômico comparado, apresenta o Pensamento Contábil, enquanto expressão máxima da Tomada de Decisão Racional, como dimensão central do Modo de Produção Capitalista, criador da Riqueza das Nações (Adam Smith). Sua importância (teórica/ prática) não tem sido apreendida/ enfatizada nos respectivos currículos universitários, não como disciplina de Cultura Geral, mas sobretudo como fundamento da Praxis Gerencial Cotidiana;
  • http://nucleodememoria.vrac.puc-rio.br/site/textosfinais/parecerCFE97765.pdf;
  • Plataforma Lattes – lattes.cnpq.br/
  • GUAGLIARDI, José Augusto (Editor) – História da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo, 1946-1981 / coordenação e organização, Alice Piffer Canabrava – 2 v.; FEA/ UFRJ – Catálogo de Cursos – 1987 (Pequeno Histórico – FEA/ UFRJ – Cursos/ Departamentos – Economia/ Administração/ Contabilidade; Outras Atividades; Docentes; Estudantes; Funcionários; Estrutura Administração: FEA e UFRJ); FGV – 30 Anos a Serviço do Brasil – 1944/ 1974 – ISEC/ ETC/ EBAP;
  • LEONE, George Sebastião Guerra. Custos: Um Enfoque Administrativo – 2 Volumes – 13 Edições – Editora da FGV – 1971/ 2000 – Orelhas/ Nota Introdutória do Autor; http://buscatextual.cnpq.br/ buscatextual/visualizacv.do?id=K4781099J7;
  • GUAGLIARDI, J.A., op. cit.;
  • MUNHOZ, Aylza. O Pensamento em Marketing no Brasil – Um Estudo Exploratório – Dissertação de Mestrado – Orientadora  Polia Lerner Hamburgo –  EAESP/ FGV – 1982;
  • Academia Brasileira de Marketing – http://www.abramark.com.br/; Fundador: Francisco Alberto Madia de Souza – http://www.madiamundomarketing.com.br/
  • Unilever v/s Procter & Gamble – War of the Worlds – equitymaster.com;
  • KIECHEL, Walter – Corporate Strategists under Fire – The Real World Strikes Back – Fortune – December 27, 1982 – Pag. 34/ 39;
  • ROMAN, Kenneth – The King of Madison Avenue: David Ogilvy and the Making of Modern Advertising Palgrave Macmillan –  2009;
  • https://pt.wikipedia.org/wiki/Rodolfo_Lima_Martensen;
  • http://www.unilever.com.br/unilever-carreiras/graduates/uflp;
  • https://en.wikipedia.org/wiki/Manoel_Amorim;
  • https://en.wikipedia.org/wiki/Research_International;
  • BARKI, Roger; ALZOGARAY, Josy. GUIA COMPLETO DO FUNCIONAMENTO DE UMA EMPRESA: MICRO, MÉDIA E GRANDE – Editora Vozes – Petrópolis – 1985 – 200 págs.; – Como esse livro foi escrito e porque. Pags. 11/ 13;.
  • DRUCKER, Peter Ferdinand – Administração: Tarefas, Responsabilidades e Práticas. São Paulo, Pioneira, 1975 – Capítulo 39 – Controles, Controle e Administração – Págs. 543 e 548;
  • JOHNSON, H. Thomas; KAPLAN, Robert S. – Relevance Lost – President and Fellows of Harvard College – 1987; KAPLAN, Robert S.; COOPER, Robin – ABC – Activity based accouting; HAMMER, Michael; CHAMPY, James – Reengineering the Corporation, a manifesto for business revolution – 1992; GOLDRATT, Eliyahu M. – TOC – Theory of Constraints; KAPLAN, Robert S.; NORTON, David P. – O Balanced Scorecard: Medidas que impulsionam o desempenho
  • LEVITT, Theodore. Miopia em Marketing – Biblioteca Harvard de Administração – 1975;
  • POTSCH DE CARVALHO E SILVA, Luís Eduardo. Estratégia Empresarial e Estrutura Organizacional nas Emissoras de TV Brasileiras (1950/ 1982) – Dissertação de Mestrado – EAESP/ FGV – Orientador: Orlando Figueiredo – 1983 – 524 págs.;
  • SILVA, Arlindo – A Vida Espetacular de Silvio Santos – São Paulo – L. Oren Editora e Distribuidora de Livros Ltda – São Paulo – 1972 – 139p.; COLEÇÃO DINHEIRO – Biografias de Grandes Empresários – Silvio Santos – O ex-camelô fez do SBT um imenso palco eletrônico e conquistou o mercado popular – Patrocínio CNI/ IEL – s.d., São Paulo – Editora 3, 34p.;
  • SCHOEFFLER, Sidney, BUZZELL, Robert D.; HEANY, Donald F. – Impact strategy planning on profit performance – PIMS Project – HBR – Harvard Business Review – March-April – 1974 – p. 137 a 145;
  • Mckinsey faz sucessão de Silvo Santos – Consultoria americana é contratada para reestruturar negócios do grupo, dono do SBT e da empresa de cosméticos Jequiti – Fernando Scheller  – O Estado de São Paulo –  20/07/2015 – http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,mckinsey-faz-sucessao-de-silvio-santos,1731892;
  • BARKI, Roger; ALZOGARAY, Josy – Como Dirigir Empresa: Micro, Média e Grande – Apresentação: Nelson Barrizzelli – Editora Espaço e Tempo – RJ/ RJ – 1987 –  Vide Sumário/ Apresentação/ Diferentes Públicos/ Como e Por que esse livro foi escrito/ Questionários/ Roteiros.

BRIDGES, William. Mudança nas Relações de Trabalho – Como ser bem sucedido num mundo sem empregos – JobShift. São Paulo: Makron Books, 1995. xvii, 269 p.; BRIDGES, William. Mudança nas Relações de Trabalho – Como ser bem sucedido num mundo sem empregos – JobShift. São Paulo: Makron Books, 1995. xvii, 269 p.; PINCHOT III, Gifford. Intrapreneuring – Porque você não precisa deixar a organização para ser um empreendedor. São Paulo: Harbra, 1989, xii, 312 p.;

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BIBLIOGRAFIA

ABRAMARK – Academia Brasileira de Marketing – http://www.abramark.com.br/; Fundador: Francisco Alberto Madia de Souza – http://www.madiamundomarketing.com.br/

BARKI, Roger; ALZOG’ARAY, Josy – Como Dirigir Empresa: Micro, Média e Grande – Apresentação: Nelson Barrizzelli – Editora Espaço e Tempo – RJ/ RJ  – 1987 – 80P. –

BARKI, Roger; ALZOGARAY, Josy. Guia Completo do Funcionamento de uma Empresa: Micro, Média e Grande – Editora Vozes – Petrópolis – 1985 – 200 p.;

BASSETO, José Luiz (Org.) – Alquimia de uma Corporação – A Magia de um Treinamento – Edições Inteligentes –  12 Co-autores – SP – 2004 – 237p;

BOURDIEU, Pierre. O poder simbólico. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2007. 322 p.; BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O que é educação. 33. ed. reimp. São Paulo: Brasiliense,

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BRIDGES, William. Mudança nas Relações de Trabalho – Como ser bem sucedido num mundo sem empregos – JobShift. São Paulo: Makron Books, 1995. xvii, 269 p.;

BTC/ FMP/ GE – Business Training Course/ Financial Management Program/ General Eletric – Apostilas do Curso – 17 Volumes Encadernados; Curso 102 – Budges & Measurement – Orçamentos & Medições (Custo de Chão de Fábrica)  – 2 Capítulos/ 56 Páginas  – Arquivo Particular – George Sebastião Guerra Leone – 1957/ 1958;

CATELLI, Armando – Sistema de Contabilidade de Custos Standard – Tese de Doutorado – Orientador: José da Costa Boucinhas – FEA/ USP; 1972;

CHANDLER, Alfred Dupont, The visible hand: the managerial revolution in American business.  Cambridge, Mass. : Belknap Press of Harvard University Press, c1977.   xvi, 608p. : il.

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COLEÇÃO DINHEIRO – Biografias de Grandes Empresários – Silvio Santos – O ex-camelô fez do SBT um imenso palco eletrônico e conquistou o mercado popular – Patrocínio CNI/ IEL – s.d., São Paulo – Editora 3, 34p.;

COLEÇÃO DINHEIRO – Biografias de Grandes Empresários – Silvio Santos – O ex-camelô fez do SBT um imenso palco eletrônico e conquistou o mercado popular – Patrocínio CNI/ IEL – s.d., São Paulo – Editora 3, 34p.;

COOPER, Robin; KAPLAN, Robert S.. Measure Costs Right: Make the Right Decisions. Harvard Business Review66, no. 5 (September–October 1988): 96–103.;

____________Profit Priorities from Activity-Based Costing. Harvard Business Review 69, no. 3 (May–June 1991): 130–135.;

____________The Promise–and Peril–of Integrated Cost Systems. HBR 98403. Harvard Business Review 76, no. 4 (July–August 1998): 109–119.;

____________The design of cost management systems: text and cases. Prentice Hall, 1999.

____________MAISEL, Lawrence S.; MORRISSEY, Eileen; OEHM, Ronald M. Implementing activity-based cost management: moving from analysis to action: implementation experiences at eight companies. Montvale, N.J. : Institute of Management Accountants, c1992. 336 p. ;

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DRUCKER, Peter Ferdinand – Administração: Tarefas, Responsabilidades e Práticas. São Paulo, Pioneira, 1975 – Capítulo 39 – Controles, Controle e Administração – Págs. 548/ 555;

____________O Gerente Eficaz. Rio de Janeiro: Zahar, 1984. 184p.

EINSTEIN, Albert; INFELD, Leopold. A Evolução da Física – Zahar – 1938;

FAMÁ, Rubens –  Retorno sobre investimento: sua utilização no brasil, face a inflação e a evolução da legislação sobre a correção monetária nos demonstrativos financeiros – Dissertação de Mestrado – Orientador: José Carlos Moreira, FEA/ USP – 1980;

____________Análise do desempenho operacional das empresas com a utilização de números índices: um estudo num conglomerado empresarial – Tese de Doutorado – Orientador: José Carlos Moreira, FEA/ USP –  1987;

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BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

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JAPIASSU, Hilton Ferreira. Introdução ao pensamento epistemológico. 7. ed. rev. aum. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1992.

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PINTO, Álvaro Vieira. Sete Lições sobre educação de adultos. São Paulo : Cortez Autores Associados, 1986. 118p;

POPPER, Karl R.. A lógica da pesquisa científica. 15. reimpr. São Paulo: Cultrix, 2011. 567 p. : il.;

SCOFANO, Reuber Gerbassi. Iluminação e desaprendizagem: a pedagogia lúdica de Rubens Alves. Rio de Janeiro: FE/ UFRJ, 2002. 366 f. Tese (Doutorado) – FE/ UFRJ – Orientador: Speranza França da Mata;

SLATER, Phil – Origem e significado da Escola de Frankfurt: uma perspectiva  marxista. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1978;

VALLE, Rogério de Aragão Bastos do Valle. La Theorie de L’agir Communicatif face aux apports d’une Sociologie Comparative des Organisations. Paris: Université Paris Descartes, 1989.Tese de Doutorado – Orientador: Jacques Lautman;

WIGGHAUS, Rolf – A Escola de Frankfurt. Rio de Janeiro: Difel, 2002;

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****************************************************************************************


ANEXO I

 GUIA COMPLETO DO FUNCIONAMENTO DE UMA EMPRESA:

MICRO, MÉDIA E GRANDE

 

ROGER BARKI E JOSY ALZOGARAY – EDITORA VOZES – 1985

 

 

1-) PROCEDIMENTOS PARA A ABERTURA DE UMA MICRO-EMPRESA (João Inácio Correia)

·         Tipos de Sociedade

·         Contrato de Constituição

·         Registro

·         Normas simplificadoras as micro-empresas

 

 

 

6-) ADMINISTRAÇÃO DE PREÇOS

(Wilson Teixeira de Melo)

·         Tipos de Mercado

·         Métodos de Determinação de Preços

·         Diretrizes/ Estratégias de Preços

·         Controles de Preços

·         Exercício;

 

 

2-) CONTABILIDADE GERAL

(Roger Barki)

·         Balanço;

·         Lucros e Perdas;

·         Classificação do Balanço;

·         Provisões e Apropriações de Receitas/ Despesas;

·         Exercícios;

 

 

7-) PLANEJAMENTO E CONTROLE

(Roger Barki)

·         Elaboração de um Orçamento

·         Controle Financeiro

·         Exercício

 

 

3-) CONTABILIDADE DE CUSTOS

(Rubens Famá)

·         Integração – Contabilidade Financeira e Contabilidade de Custos;

·         Sistema de Custeio por Ordem de Serviço ou Produção;

·         Sistema de Custeio por Processo;

·         Exercícios;

 

 

😎 MARKETING

(Jorge Fortes)

·         Conceito de Marketing

·         Sistemas de Marketing

·         As Ferramentas de Marketing;

·         Exercícios;

 

 

4-) TESOURARIA – ‘CASH FLOW’

(Ernesto Luiz Varela)

·         Administração Eficaz de Caixa;

·         Fluxo de Caixa de uma Empresa;

·         Exercício;

 

 

9-) GERENCIA DE MATERIAIS

(Ricardo Hoshiro Igushi/ Maurício José Cardoso Neto)

·         Planejamento e Controle da Produção

·         Compras

·         Exercícios

 

 

5-) CREDITO E COBRANÇA

(Reginaldo Archanjo)

·         Crédito;

·         Cobrança;

·         Exercício;

 

 

10-) ASSUNTOS FISCAIS

(João Inácio Correia)

·         Imposto de Renda

·         Outros Impostos

Exercícios

 

 

******************************************************************************************

ANEXO II

COMO DIRIGIR UMA EMPRESA:

micro, média e grande

Roger Barki e Josy Alzogaray

Apresentação: Nelson Barrizzelli

Editora Espaço e Tempo

1987

SUMÁRIO

Apresentação

Os diferentes públicos a que este livro está dirigido

Como este livro foi escrito e por quê

 

I – UMA REUNIÃO QUE NÃO DEU CERTO

II – POR QUE NÃO DEU CERTO

III– COMO ESTABELECER A MISSÃO DA COMPANHIA

IV COMO ESTABELECER UM PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

V- COMO ESTABELECER UM SISTEMA DE RELATÓRIOS GERENCIAIS

VI – UMA REUNIÃO QUE NÃO DEU CERTO

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