UNIVERSIDADE POPULAR ABERTA DO III MILÊNIO

“Buscarmos no saber a perfeição suprema.” Lema do Colégio Pedro II, também é do atual superintendente do CIEE Rio, Paulo Pimenta

In Entrevistas on julho 16, 2009 at 3:39 pm

POR MARCELO GUIMARÃES

Universitário ADM/ UFRJ

“Vivemos para o estudo. Soldados da ciência. O livro é nosso escudo. E arma, a inteligência. Por isso sem temer. Foi sempre o nosso lema: Buscarmos no saber. A perfeição suprema.” Esta é a passagem do vibrante hino do Colégio Pedro II, até hoje, na ponta da língua do Superintendente do CIEE Rio – Centro de Integração Empresa Escola, Paulo Pimenta.

Aluno e, posteriormente, professor do colégio, é visível “as marcas” da instituição em sua vida. Grandes professores, como:  Clóvis do Rego Monteiro, Francisco Alcântara Gomes, Hugo Segadas Viana, Waldemiro Potsch, são personalidades marcantes. “Quem estudou no Pedro II, não esquece”, diz ele, que cometeu, recentemente, “crime grave”, ao comemorar 50 anos de formado (ele e o locutor Jose Carlos Araújo, o “Garotinho”, estudaram na mesma turma). Tocou o sino do colégio. Ritual resguardado a visita do Imperador Dom Pedro II à instituição. “Sensação indescritível” comemora ele.

Professor de Geografia (ex), Administrador, desenvolveu sua carreira, na sua maior parte, em cargos públicos, sendo, durante 26 anos, Secretário Geral do Conselho Estadual de Cultura e diretor de inúmeras escolas e faculdades, sofrendo, também, grande influência do cientista Carlos Chagas Filho, criador do Instituto de Biofísica da UFRJ e segundo ele, homem de confiança do Papa João Paulo II em suas visitas ao Brasil.  Atualmente é diretor de Pós Graduação da Fundação Técnico Educacional Souza Marques e superintendente do CIEE Rio na presidência do matemático, pedagogo, jornalista, membro da Academia Brasileira de Letras, o professor Arnaldo Niskier.

Nessa entrevista exclusiva, concedida ao universitário Marcelo Martins Guimarães, para o seu projeto de pesquisa: Integração Universidade-Empresa: A Importância da Formação Universitária Multidisciplinar, Paulo Pimenta defende a nova lei de estágios, que para ele “traz uma visão completamente pedagógica, voltada para a formação do indivíduo” e a formação universitária multidisciplinar como cada vez mais necessária na atual dinâmica do mercado de trabalho. “As empresas estão em constante transformação e reestruturação. É necessário cada vez mais um conhecimento generalista e multidisciplinar” afirmou Pimenta. Conheça um pouco mais desse “eterno professor” nesta verdadeira Aula Magna.

Paulo Pimenta: "Esta formação hibrida em Administração de Empresas e Comunicação é um diferencial. Antecipa o perfil profissional do futuro."

Paulo Pimenta, superintendente do CIEE Rio: "Esta formação híbrida em Administração de Empresas e Comunicação é um diferencial. Antecipa o perfil do profissional do futuro."

Qual a dificuldade que você vê como Centro Integrador, nessa relação Universidade – Empresa? O que poderia ser melhorado?

P.Pimenta: Há dificuldades com ambas. Nosso papel é integrar e, para isso, temos que investigar ambos os lados. E, quando o fazemos, surge uma relação de desconfiança, que temos que desfazer. As empresas fazem um investimento no Estagiário, do qual esperam retorno. Se, após um certo período, esse Estagiário “pula” para outra empresa, foi um investimento perdido. Da parte das Escolas, há muitos obstáculos, muitas portas fechadas. Eu tenho arestas a aparar, permanentemente, tanto com a Empresa, como com a Escola. Da parte da Empresa, não aceito demanda de mão-de-obra barata. Da parte da Escola tem a indagação: os conhecimentos gerados são suficientes para atender ao mercado? É uma relação difícil.

No caso do estágio?

P.Pimenta: Pela nova lei do estágio,  a visão é completamente pedagógica. Ela é voltada para a formação do indivíduo. A pergunta para o empresário agora é: Quais as atribuições que o candidato a Estagiário vai desempenhar na sua empresa? Antigamente, o Empresário dizia: “Eu quero um aluno do 3º Período de Administração.” Agora o CIEE pergunta ao Empresário: Quais as atribuições que esse jovem vai ter? Então, dependendo da resposta do Empresário, nós do CIEE vamos à Universidade e, de acordo com as atribuições descritas pelo Empresário, decidimos o estudante de qual período atende às especificações daquele: o Período que atende é o 5º, por exemplo. Além disso, como vai ter o Orientador de Estágio pela Universidade, e o Supervisor, por parte da Empresa, obrigatoriamente, a ligação entre o que o aluno faz na Empresa e o que ele aprende na Faculdade, tem que ser descrito num Relatório conjunto Orientador/Supervisor – semestralmente, com visto do Estagiário. Se a Empresa, por exemplo, atestar falhas na formação do aluno, na disciplina de Matemática Financeira, que acarreta dificuldades para a Empresa, essa mensagem é encaminhada para a Escola e o Departamento responsável pela Disciplina terá que responder à questão – se realmente a Carga Horária é baixa ou se o aluno é que é relapso. Então, a Faculdade vai buscar a informação: qual é o nível da Disciplina Matemática Financeira  que está sendo oferecido ao aluno. Se a falha é da Empresa, especificamente, então esta é que tem que realizar um treinamento com esse jovem estagiário para expandir o seu conhecimento.

No caso do Jovem Aprendiz?

P.Pimenta: No caso do Aprendiz: obrigatório para jovens de 14 a 24 anos – passa um dia no Curso de Capacitação e outros 4 dias na Empresa – esse é mais direcionado para o emprego – depende do nível de conhecimento que esse jovem está obtendo. De qualquer maneira, esse dia que ele passa no Curso de Capacitação, ele vai aprender Ética, relações de Trabalho, Comportamento, Marketing Pessoal, vai tendo uma formação de trabalhador, ainda como estudante, mas com a carteira assinada, salário mínimo regional, seguro. Mas ele não é empregado, embora com carteira assinada. Ele é um Estudante que está se preparando para o futuro. Mesmo que ele não possa aplicar na empresa o que está estudando na escola, durante 24 meses ele recebe o seu salário e, ao final, 64% deles são aproveitados pela empresa, uma vez que foram moldados por esta e atende às suas necessidades.

Qual considera o principal papel da Universidade nessa integração?

P.Pimenta: A Universidade é a formadora do indivíduo, do cidadão, capacitando-o para desenvolver outras habilidades, não exclusivamente aquela para a qual ele foi formado. Por tratar-se de uma universidade, o conhecimento deveria ser bem difuso, bem abrangente, mas, resolveram colocar em compartimentos, o que não ocorre na realidade. Por exemplo, um Engenheiro, ele recebe o título de Engenheiro, mas, na prática, dependendo da posição dele na empresa, se não tiver uma formação mais generalista, ele vai sentir dificuldade de desempenhar suas funções. As Faculdades estão dando para os jovens um conhecimento que, quando eles saem de lá, já está ultrapassado, a tônica agora é, imediatamente após a formatura, ingressar na Pós-Graduação.

O que você acha que teria que ser feito para haver maior integração mundo universitário-mundo corporativo?

P.Pimenta: Ainda existe muita competição. As Instituições de Ensino Superior já estão vendo, mas deveriam ver mais rapidamente como formação ideal, quais as habilidades que o jovem tem que ter para se sair bem no mercado de trabalho. No caso do curso de  Administração, aprende-se Teorias Administrativas, entre outros. Mas se você não souber bem Inglês pouco adiantará Teorias Administrativas. O mercado espera que você tenha uma boa fluência verbal, uma boa postura profissional. As competências vão ser desenvolvidas ao longo do tempo. Se você vai se formar em Administrador, tem que ter postura de Administrador. Não é só saber as Teorias, tem que ter uma postura. Tem que ter o conhecimento e o comportamento compatível. Eu vejo alguns jovens nas faculdades com roupas extravagantes, brincos, cabelos pintados de amarelo e verde. Eles acham que as empresas vão aceitá-los assim? Não é nem por causa da empresa, é porque o mercado, normalmente, não aceita. Eu não tenho nada contra, eles tem todo o direito de vestir-se como bem entenderem. Numa ocasião, houve uma greve na UERJ em que os alunos da Faculdade de Direito estavam pedindo autorização ao Reitor para irem de bermudas assistirem aulas. O Reitor falou: por mim, vocês podem vir até nus; o problema é o seguinte: se você passa pela porta do Tribunal de bermuda, você vai ser preso porque nenhum Juiz vai admitir que você entre no Tribunal com essa roupa.

Então, o que poderia ser feito para melhorar do lado da universidade e da empresa?

P.Pimenta: Tem que haver maior aproximação, mas sem visar o lucro. Em termos de escola, tem que haver uma troca. Se o jovem não é capaz de atender às necessidades da empresa, então, a relação fica partida. Hoje, eu estou admirado com isso: as empresas estão chamando Professores de Filosofia para conversar com a cúpula da empresa para mudar o pensamento das pessoas. Aí é que está o segredo: é coisa nova. Todo mundo pensa em repetir o que está sendo feito há anos. É preciso ver que há uma outra forma de  se fazer algo e, a Escola-Empresa trabalharem juntas. Então, se as universidades não abrirem o olho, as Universidades Corporativas vão se multiplicar e as universidades oficiais vão ficar como uma “Sorbonne da vida”, revirando o passado, sem inovar. Guarde bem:  Ensino, Pesquisa e Extensão são os três patamares da universidade. Se ela não estiver realizando um dos três, está fora do mercado. Não está cumprindo a sua missão.

Como você avalia a Universidade-Corporativa?

P.Pimenta: Universidade Corporativa é um título dado como o antigo Centro de Treinamento. Não pode. Para atingir o status de uma universidade falta muito. Universidade é coisa muito séria. Tem até Escola Isolada se autodenominando Universidade. Estão vendendo o título Universidade Corporativa  para qualquer botequim de esquina. Devia ser proibido. Existem alguns Centros de Treinamento de extrema qualidade, que podem ingressar em qualquer universidade e dar bons resultados, mas outros que não. Grandes empresas estão subsidiando as Universidades Corporativas. Um título deste vale, muitas vezes, mais que uma Pós-Graduação feita numa universidade porque ela sabe a seriedade do seu trabalho, sabe o profissional que ela quer, as competências a serem desenvolvidas. Há um método rígido.

Como avalia o oferecimento de MBA para todos os cursos de graduação?

P.Pimenta: MBA não existe em termos de Brasil. Isso foi uma sofisticação do nome americano que foi introduzida no Brasil para vender mal. É um mau produto com um nome bom. A própria lei diz que MBA é igual a Especialização. Então, se existe Especialização, por que usar o nome MBA? Só para propaganda. Só para vender porque poucos sabem que Pós Graduação é subdividida em Especialização, Mestrado, Doutorado e Pós Doutorado. MBA no sentido de levar a noção de Negócios para todos os cursos é Empreendedorismo. Por exemplo: vai ser difícil selecionar um estudante de Filosofia, ou um artista, e falar em Negócios com ele , porque ele está pensando de uma forma totalmente distinta. Uma vez até o professor Carlos Chagas Filho me contou um caso. Perguntaram para um pesquisador: “Você está pesquisando o que?” Ele respondeu: “Não sei.” Mas você já está há 3 anos fazendo esta pesquisa? Ele respondeu: “Eu não sei aonde eu quero chegar, mas eu vou tentando.” Como você vai dizer para um Cientista desses que ele tem que buscar alguma coisa? A não ser que seja um projeto: uma empresa propõe a um Cientista ou a uma Equipe de Pesquisadores que encontre a solução para um determinado problema. Aí, tudo bem. Mas colocar isso para todos os cursos, acho até perigoso. Colocar o jovem para ficar pensando em lucro, dinheiro. Empreendedorismo é importante mas, em todos os cursos, acho difícil. É uma ferramenta colocada a disposição do jovem, mas não pode transformar-se em objetivo. Institucionalizar, eu acho perigoso. Como visão, acho bom.

Como você avalia ter uma formação mais multidisciplinar em nível de graduação?

P.Pimenta: Vamos ter de voltar lá na Escola Básica. Se a formação multidisciplinar vier lá de baixo boa, razoável, pelo menos, você tem que abrir as portas da universidade, para fazer com que o jovem tenha conhecimentos múltiplos. Nos últimos 50 anos, a Humanidade mudou completamente. Quando eu era criança – hoje estou com 70 anos – existia uma revistinha chamada “Flash Gordon” e, quando minha mãe me pegava lendo-a, me tomava e rasgava –a. “Como é que pode o homem ir à lua? Isso é loucura e, você fica lendo isto?” e me tirava a revista e rasgava-a. Depois, apareceram os filmes e eu assisti. Tem gente que não acredita que o homem pousou na lua. Eu vi e acredito que nada é impossível. Está em nossa cabeça resolver o problema; o problema é sentar e tentar resolver. Tem muitas pessoas que não se propõem a isso. Se eu trouxer um conhecimento razoável da escola básica, abrir as portas da universidade, com certeza, vamos ter mais talentos se apresentando do que temos hoje. Eu assisti uma palestra do Paulo Alcântara que falava isso. O conhecimento, hoje, não pode ser direcionado. Ele tem que ser difuso, ter caminhos, interpretações, tem que ter desvios. Eu, como universitário, tenho que saber que não posso estudar Física II se não sei Matemática, muito menos Física I; então, eu tenho que voltar lá no Departamento de Matemática e perguntar quais os conhecimentos que necessito para estudar Física. Agora, em Física I tem uma Cadeira chamada Filosofia das Ciências. E eu pergunto: como vou estudar Filosofia das Ciências se eu não sei Filosofia?! Mesmo sendo Filosofia das Ciências eu tenho que ter a base. Aí, corro para Filosofia para aprender a base e, só então, fazer Filosofia das Ciências. Sem esse percurso eu não vou criar, não vou dar um passo à frente, vou simplesmente repetir o que as pessoas já estão falando. Se você pode misturar conhecimento, quem sabe não vem as soluções novas? Quem está na universidade não está para repetir velhas soluções. Problemas novos, de hoje, requerem soluções novas. O ideal é que você tenha soluções do futuro.

As empresas estariam aptas a absorverem universitários com uma formação multidisciplinar?

P.Pimenta: Acho que as empresas estão pedindo isso atualmente. Os alunos estão aprendendo teorias novas que vêm oxigenar as empresas e isso é muito importante para elas: coisas novas, atitudes novas. Se houver uma boa simbiose entre essas duas culturas, o resultado será ótimo para ambos. Não adianta o profissional querer implantar o que ele aprendeu na faculdade – tem que haver uma junção entre as duas culturas.

Você falou da importância da Escola Básica. Qual é a sua formação?

P.Pimenta: Sou nascido em 1938. Fiz o primário em escola pública, na Escola República Argentina, na 28 de Setembro. O Ginásio e o Científico, no Colégio Pedro II da Marechal Floriano. Tinha, inicialmente, ilusões de ser professor. Formei-me em Geografia pela UERJ e dei aulas no estado e no município. Depois fui professor da UERJ. Depois, formei-me em Administração, cursando varias matérias eletivas. Requeri o titulo, pois já trabalhava como administrador de escolas.

Na época não era Instituto Laffayette? Como foi esta transição?

P.Pimenta: Quem criou o Instituto Laffayette, foi o Professor Laffayette Cortes, em 1936. Ele era um homem de visão. Os professores que não quiseram participar da formação da antiga Universidade do Distrito Federal, criaram uma instituição particular, que era a Faculdade de Filosofia do Instituto Laffayette que, posteriormente, fundiu-se com a UDF e deu origem à UERJ. Hoje mesmo, o instituto é bem atual, em termos físicos e acadêmicos. Tem todos os laboratórios: de Física, Química, Biologia, Ginásio de Esportes. Em 1959, criou-se a Universidade do Rio de Janeiro –URJ- depois UEG- Universidade do Estado da Guanabara , atualmente, UERJ- Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Fiz especialização em administração universitária na UERJ.

Qual a sua experiência profissional?

P.Pimenta: Comecei como Professor de Geografia do Estado, do Município. Antigamente, a última escola do Estado ficava em Matadouro, estação depois de Santa Cruz e, os professores eram mandados para lá, para iniciar a carreira acadêmica e, depois vinham voltando para a Cidade do Rio de Janeiro. Comecei lá, depois fui professor da UERJ, de Administração Escolar, já aposentado, agora. Fui diretor de várias escolas, 1º Diretor da UERJ de Duque de Caxias, diretor do Departamento de Alunos da UERJ, Secretário Geral do Conselho Estadual de Cultura, durante 26 anos. Hoje, sou Diretor da Pós Graduação da Fundação Técnico-Educacional Souza Marques, onde luto para não mudarem o nome de especialização para MBA (risos).

Como está estruturado o CIEE?

P.Pimenta: Existe um Conselho de Administração que determina o que vai ocorrer no CIEE, anualmente. Abaixo do Conselho tem o Superintendente, que sou eu, o qual tem a função de gerir a instituição, de acordo com as normas baixadas pelo Conselho de Administração. Mantemos constante contato com o Conselho, para fins de “feed-back.”

Abaixo da Superintendência tem 3 Gerências: G. Administrativo-Financeira; G. de Atendimento – às Empresas e às Escolas; e Gerência de Operações. 3 Assessorias: da Direção , Jurídica, e Pessoal. Abaixo, quem “põe  mais a mão na massa”. São 280 funcionários, cerca de 70 estagiários em vários departamentos, inclusive, estagiários de maior idade, com 68 anos de idade.

Quais os principais desafios do CIEE?

P.Pimenta: Estamos com 22.000 Estagiários e 3.000 Empresas, algumas ativadas, outras não. Se um Empresário pretende quando admite um Estagiário ter mão de obra barata não venha procurar aqui. Já houve casos de desligamento de estagiário de empresa que não estava cumprindo o Contrato. Por isso que o CIEE é procurado por grandes empresas. Nós fazemos todo o acompanhamento. A negociação tem que ser boa para ambos. Tem que autorizar o Plano de Estágio, relação que vai ser verificada pelo Supervisor, in loco. O Estagiário tem, objetivamente, todas as orientações necessárias, procuramos facilitar a vida do estudante.

Quantos funcionários fazem esse acompanhamento?

P.Pimenta: São 14 pessoas para fazer esse acompanhamento. Pelo ultimo relatório são 147 visitas em 95 dias úteis. Para prospecção de vagas de estágio; pagamento de CI; desativação de empresas; acompanhamento pedagógico; manutenção e visitas às escolas. O Supervisor de Estágio é o Técnico que faz o acompanhamento.

Qual considera a principal causa de abandono de curso nas universidades?

P.Pimenta: Eu trabalhei no DAE – Departamento de Acompanhamento Escolar da UERJ. 30 a 40% de alunos que se matriculam no 1º ano, abandonam. As causas? Alguns se assustam com as disciplinas básicas; escolha errada de carreira; falta de informações sobre a carreira escolhida.

Quais as principais habilidades avaliadas num processo seletivo?

P.Pimenta: Antes de tudo, as atitudes comportamentais. Isso é fundamental, é básico, marketing pessoal, ética, empreendedorismo, desinibição. Oferecemos cursos e palestras para os estudantes se prepararem melhor. Conhecimento claro que também é fundamental.

Como você avalia a prática de RH das empresas e o que elas esperam do Estagiário?

P.Pimenta: A boa empresa, ao admitir um Estagiário, testa suas habilidades e competências. A empresa espera que este Estagiário absorva a cultura da empresa e seja sua futura mão-de-obra.

Você acha possível antecipar a visão estratégica organizacional do Estagiário?

P.Pimenta: Pra fazer isso com uma multidão, é impossível, mas preparar um grupo restrito de Estagiários, preparando-os para chegar à Presidência, dando-lhes uma visão do todo da empresa, é possível, é factível e necessário. Já acontece.

Como você avalia esta minha formação hibrida em Administração de Empresas e Comunicação/ Jornalismo?

P.Pimenta: Tem muito a ver com o mercado. As empresas possuem essa demanda. Neste caso, acho que, principalmente, empresas do setor de comunicação.Vai ter gente que vai inverter essa formação. Vai se matricular em Comunicação e cursar Disciplinas em Administração. As empresas estão em constante transformação e se reestruturando, se arejando. Profissionais com conhecimento generalista e multidisciplinar são cada vez mais necessários. Você saiu na frente, é o profissional no caminho do futuro.

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