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	<title>JORNAL DE EDUCAÇÃO EMPRESARIAL</title>
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	<description>Agência universitária de notícias, de caráter polêmico e crítico, focada no questionamento e análise do tema: Integração Universidade-Empresa, ligada ao grupo de pesquisa Laboratório de Educação Estratégica Empresarial, do curso de Administração da UFRJ</description>
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		<title>JORNAL DE EDUCAÇÃO EMPRESARIAL</title>
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		<item>
		<title>Universidade Empreendedora: Um Novo Paradigma de Interação Universidade-Empresa</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jan 2010 02:12:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguimarj</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[POR MARCELO GUIMARÃES A Profª Lúcia Radler dos Guaranys em sua audaciosa tese de doutorado “INTERAÇÃO UNIVERSIDADE-EMPRESA E A GESTAÇÃO DE UMA UNIVERSIDADE EMPREENDEDORA – A EVOLUÇÃO DA PUC-RIO (COPPE/ PRODUÇÃO – APIT – Avaliação de Projetos Industriais e Tecnológicos – Orientadora: Profª PhD Anne Marie Maculan), após 14 anos de estudo (1992/ 2006), além [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educacaoempresarial.wordpress.com&amp;blog=5007544&amp;post=537&amp;subd=educacaoempresarial&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="color:#0000ff;">POR MARCELO GUIMARÃES</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;">A Profª Lúcia Radler dos Guaranys em sua audaciosa tese de doutorado <em><span style="text-decoration:underline;">“INTERAÇÃO UNIVERSIDADE-EMPRESA E A GESTAÇÃO DE UMA UNIVERSIDADE EMPREENDEDORA – A EVOLUÇÃO DA PUC-RIO</span></em> (<em><span style="text-decoration:underline;">COPPE/ PRODUÇÃO – APIT – Avaliação de Projetos Industriais e Tecnológicos – Orientadora: Profª PhD Anne Marie Maculan</span></em>), após 14 anos de estudo (1992/ 2006), além do grande know-how analítico tecnológico desenvolvido na FINEP (<em>Analista do Depto de Fomento, Análise e Acompanhamento Técnico/ Área de Investimentos em Inovação</em>), apresenta a universidade empreendedora como um modelo promissor para a integração universidade-empresa e a inovação tecnológica.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Partindo da classificação proposta por H. Etzkowitz  (<em>“The European Entrepreneurial University: an alternative to the US model” in Industry &amp; Higher Education, October, 2003 – págs. 325-335</em>) sobre a EVOLUÇÃO DA UNIVERSIDADE (Universidade de Ensino/ Universidade de Pesquisa/ Universidade Politécnica de Pesquisa/ Universidade Empreendedora – Quadro 8 – Pág. 53),  que denomina esse processo de 1ª/ 2ª REVOLUÇÕES ACADEMICAS (Transição: Universidade de Ensino/ Pesquisa/ Politécnica de Pesquisa/ Empreendedora), Guaranys identifica três tipos de grupos de pesquisa: tradicional, empreendedor e em transição, relacionados à universidade de pesquisa e empreendedora. Constatando que esses tipos expressam um processo evolutivo iniciado nos anos 90 e são resultado de um conjunto de mudanças de comportamento, de valores e de práticas organizacionais, cujo processo está na origem de mudanças mais profundas na capacidade de valorização econômica dos conhecimentos gerados através de pesquisas acadêmicas.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">E conclui a partir do seu detalhado Quadro 15 (Características da Universidade de Pesquisa e da Universidade Empreendedora – Pág. 271), que o modelo de universidade empreendedora surge como o paradigma a ser perseguido como o ideal de interação universidade-empresa.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<table style="text-align:justify;" border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td colspan="2" width="614" valign="top"><span style="text-decoration:underline;">Quadro 15</span></p>
<p><span style="text-decoration:underline;">Características   da Universidade de Pesquisa e da Universidade Empreendedora</span></p>
<p><strong> </strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="307" valign="top">Universidade de Pesquisa<strong> </strong></td>
<td width="307" valign="top">Universidade Empreendedora<strong> </strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="307" valign="top"><strong>Objetivo:   ensino, pesquisa e extensão</strong></td>
<td width="307" valign="top"><strong>Idem +   desenvolvimento econômico</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="307" valign="top"><strong>Forma RH   para a academia e para as empresas no mercado</strong></td>
<td width="307" valign="top"><strong>Idem + para   gerar as empresas egressas</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="307" valign="top"><strong>Formação   especializada</strong></td>
<td width="307" valign="top"><strong>Idem +   áreas relacionadas à gestão empresarial</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="307" valign="top"><strong>Pesquisa   fundamental, aplicada e tecnológica, além de protótipos, processos ou   serviços para atender à demanda de empresas</strong></td>
<td width="307" valign="top"><strong>Idem +   para geração de empresas e transferência de</strong></p>
<p><strong>tecnologia   para empresas existentes</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="307" valign="top"><strong>Núcleo de   Propriedade Intelectual: unidade</strong></p>
<p><strong>complementar   opcional</strong></td>
<td width="307" valign="top"><strong>Núcleo de   Propriedade Intelectual: unidade complementar obrigatória, articulada com os   grupos de pesquisa e laboratórios, com a incubadora de empresas e com o   parque tecnológico</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="307" valign="top"><strong>Formação   empreendedora através de algumas disciplinas eletivas</strong></td>
<td width="307" valign="top"><strong>Formação   empreendedora articulada e abrangente,</strong></p>
<p><strong>oferecida   como uma segunda área de competência</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="307" valign="top"><strong>Graduação   de alunos</strong></td>
<td width="307" valign="top"><strong>Idem +   Graduação de empresas</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="307" valign="top"><strong>Incubadora   de empresas: unidade complementar opcional</strong></td>
<td width="307" valign="top"><strong>Incubadora   de empresas: unidade complementar obrigatória</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="307" valign="top"><strong>Pré-incubação:   atividade opcional relacionada à incubadora de empresas</strong></td>
<td width="307" valign="top"><strong>Pré-incubação:   atividade regular dos laboratórios de pesquisa e da incubadora de empresas</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="307" valign="top"><strong>Parque   tecnológico: unidade complementar opcional</strong></td>
<td width="307" valign="top"><strong>Parque   tecnológico: unidade complementar obrigatória, articulada com a incubadora de   empresas e com os grupos de pesquisa e laboratórios</strong></td>
</tr>
<tr>
<td colspan="2" width="614" valign="top"><strong><em><span style="text-decoration:underline;">Fonte: INTERAÇÃO UNIVERSIDADE-EMPRESA E A GESTAÇÃO DE   UMA UNIVERSIDADE EMPREENDEDORA – A EVOLUÇÃO DA PUC-RIO – LUCIA RADLER DOS   GUARANYS – TESE DE DOUTORADO – ENGENHARIA DE PRODUÇÃO – COPPE/ UFRJ – MARÇO –   2006 – Pág. 271</span></em></strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<table style="text-align:justify;" border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td colspan="2" width="614" valign="top"><span style="text-decoration:underline;">Quadro 8</span></p>
<p><span style="text-decoration:underline;">Evolução da   Universidade</span></p>
<p><span style="text-decoration:underline;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td width="211" valign="top">Tipo de Universidade</td>
<td width="403" valign="top">Características</td>
</tr>
<tr>
<td width="211" valign="top"><strong>Universidade   de Ensino</strong></td>
<td width="403" valign="top"><strong>Instituição   para preservação e transmissão do conhecimento</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="211" valign="top"><strong>Universidade   de Pesquisa</strong></td>
<td width="403" valign="top"><strong>Instituição   de Ensino, Pesquisa e Extensão</strong></p>
<p><strong>Modelo   Humboldtiano que enfatiza a interconecção entre ensino e pesquisa, e entre a   universidade e o estado nação.</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="211" valign="top"><strong>Universidade   Politécnica de Pesquisa</strong></td>
<td width="403" valign="top"><strong>Instituição   de Ensino e Relações com a Indústria através de vários</strong></p>
<p><strong>tipos de   compromissos de Pesquisa</strong></p>
<p><strong>Há grupos   de pesquisa quase-empresas</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="211" valign="top"><strong>Universidade   Empreendedora</strong></td>
<td width="403" valign="top"><strong>Instituição   de Ensino, Pesquisa e Desenvolvimento Econômico e Social</strong></td>
</tr>
<tr>
<td colspan="2" width="614" valign="top"><strong><em><span style="text-decoration:underline;">Fonte: Etzkowitz,   H. 2003a. “The European Entrepreneurial University:   an alternative to the US   model” in Industry &amp; Higher Education, October, 325-335.</span></em></strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;">Utilizando uma base teórica bibliográfica nacional/ internacional de fronteira (<em>Livros/ Artigos: 91 Refs + Documentos Institucionais: 15 + Artigos em Sites/ Jornais/ Revistas de Divulgação/ Entretenimento: 2 Refs; Total: 108 Refs/ 9 Págs. – Págs. 317/ 325</em>), a autora realiza através de sólidos Métodos Científico-Investigativos <em>(Observação Participante Etno-gráfica/ Action-Research; Dados Secundários – Mídia/ Documentação; Entrevistas Semi-Estruturadas; Questionário Duplo: Empresas Parceiras/ Clientes – 47 Itens/ 2 Páginas; Empresas Egressas do Grupo de Pesquisa/ Laboratório Universitário- 52 Itens/ 2 Páginas</em>) estudo de caso de quatro grupos de pesquisa da PUC-Rio: TecGraf e o Laboratório de Engenharia de Software, ambos do Departamento de Informática; Grupo de Ótica e Grupo de Rádio Propagação, ambos do Centro de Estudos e Telecomunicações.</p>
<p style="text-align:justify;">Guaranys analisou as relações estabelecidas com as empresas parceiras/ clientes e com as  empresas de base tecnólogica egressas destes grupo, avaliando os processos de transferência de conhecimento e de aprendizagem existentes nestas interações, o novo papel exercido pelas empresas surgidas deste grupo e os tipos de conhecimento transferido nessas interações.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">A PUC/RJ, em função da grande crise financeira do início da década de 1990 e advento da chamada Sociedade de Informação (Internet), viu-se obrigada, como condição de sobrevivência, dado seu perfil de universidade particular-religiosa (confessional) a buscar recursos externos na forma de parcerias empresariais, onde as incubadoras/ gestação de novos empreendimentos tornaram-se centrais.</p>
<p style="text-align:justify;">Devemos reconhecer que a concepção de UNIVERSIDADE EMPREENDEDORA, a gestação de novos empreendimentos tecnológicos, mesmo que ainda muitos desses Projetos Tecnológicos sejam realizados em parcerias com órgãos estatais e/ou financiados com verbas públicas, como demonstra o próprio estudo de Lúcia Guaranys , tal modelo nos parece promissor no aprimoramento da integração universidade – empresa. Porém, pergunta-se:</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span style="text-decoration:underline;"><em>Poderá este modelo ser reproduzido com sucesso em outras situações? Ou a PUC Rio possui características intrínsecas que alavancam por si só a sua interação com as empresas, independente de qualquer projeto de universidade empreendedora?</em></span></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Nesse sentido, podem ser feitos os seguintes questionamentos:</p>
<p style="text-align:justify;">
<ul>
<li>A influência da PUC/ RJ na POLITICA ECONOMICA BRASILEIRA durante o GOVERNO FHC, na condição de MENTORES INTELECTUAIS (<em><span style="text-decoration:underline;">Think Tank</span></em>), quer do chamado CONSENSO DE WASHINGTON (<em><span style="text-decoration:underline;">“Inertial Inflation and Monetary Reform in Brazil” – Institute for International Economics – 1984 – University Paper – Pérsio Arida/ André Lara Resende</span></em>), como do PLANO REAL, não alavanca muito mais a INTERAÇÃO UNIVERSIDADE-EMPRESA (<em><span style="text-decoration:underline;">PUC/RJ</span></em>), do que qualquer tipo de UNIVERSIDADE EMPREENDEDORA?</li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<ul>
<li>O objetivo da PUC Rio, desde a sua criação, de atuar como FRONTEIRA INTELECTIVA AVANÇADA da NOVA DOUTRINA SOCIAL DA IGREJA CATÓLICA NO BRASIL (<em><span style="text-decoration:underline;">Papa Leão XIII – Encíclica Rerum Novarum; Cardeal Dom Sebastião Leme; Filósofo Jesuíta Leonel Franca</span></em>), induzindo a formação de uma NOVA ELITE DIRIGENTE   SOCIALMENTE ORIENTADA (<em><span style="text-decoration:underline;">Defesa do Capitalismo Humanizado &#8211; ADCE – Associação dos Dirigentes Cristãos de Empresa</span></em>), educada na rígida PEDAGOGIA DISCIPLINAR JESUÍTICA,  não alavanca muito mais a INTERAÇÃO UNIVERSIDADE-EMPRESA do que qualquer tipo de PROGRAMA DE UNIVERSIDADE empreendedora?</li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">
<ul>
<li>A presença do PROF. LUIZ ALBERTO COIMBRA, Fundador/ 1º Diretor da COPPE/ UFRJ (<em><span style="text-decoration:underline;">1964/ 1975</span></em>), bem como do ECONOMISTA JOSÉ PELÚCIO, Idealizador/ 1º Presidente da FINEP (<em><span style="text-decoration:underline;">Década de 1970</span></em>), como membros ativos do CONSELHO SUPERIOR PUC/ RJ durante longo período (<em><span style="text-decoration:underline;">Décadas de 1970/ 1980</span></em>), permitindo acesso privilegiado a fontes PÚBLICAS/ PRIVADAS/ FILANTRÓPICAS DE FOMENTO CIENTÍFICO-PEDAGÓGICO, relacionadas com o seu altíssimo grau de excelência acadêmica, não alavanca muito mais a interação universidade-empresa do que qualquer tipo de programa de universidade empreendedora?</li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">
<ul>
<li>A PESQUISADORA LÚCIA RADLER DOS GUARANYS possui sólida FORMAÇÃO HUMANISTA (<em><span style="text-decoration:underline;">Bacharelado em Pedagogia/ Mestrado em  Ciências Sociais – PUC/ RJ</span></em>), além de atuar como professora de Sociologia (<em><span style="text-decoration:underline;">IFCS/ FACC/ UFRJ</span></em>). No entanto, não utilizou nenhuma bibliografia que tratasse sobre as questões das RAÍZES SOCIAIS DAS LIDERANÇAS EMPRESARIAIS, nem mesmo do tradicional Pierre Bourdieu (<em><span style="text-decoration:underline;">Papel das Escolas Superiores Elitistas na Reprodução/ Legitimação dos Interesses Econômico/ Empresariais Dominantes</span></em>).  Ao optar em suprimir tais fatores (exógenos), simplificando o seu modelo explicativo, não poderá comprometer a futura aplicabilidade deste próprio modelo para outros contextos sócio políticos, impossibilitando alavancar similares cases de INTERAÇÃO UNIVERSIDADE-EMPRESA, onde não exista o extraordinário PODER INSTITUCIONAL EXTRINSECO inerente à HISTORICIDADE da PUC/ RJ?</li>
</ul>
<p>*******************************************************************************************************</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong>Você Sabia?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>A PUC Rio foi inaugurada em 1941 (</strong><strong><em><span style="text-decoration:underline;">Reconhecimento Oficial 1946; Título de Pontifícia/ Vaticano – 1947</span></em>), ainda em instalações anexas ao COLEGIO JESUÍTA SANTO INÁCIO (</strong><strong><em><span style="text-decoration:underline;">Rua São Clemente – Botafogo – RJ/RJ</span></em>), baseada num detalhado planejamento, iniciado nas décadas iniciais do Século XX, através do CENTRO DOM VIDAL (</strong><strong><em><span style="text-decoration:underline;">Jackson de Figueiredo/ Tristão de Ataíde – pseudônimo de Alceu de Amoroso Lima</span></em>). Para saber mais, consultar: “UNIVERSIDADES E INSTITUIÇÕES CIENTÍFICAS DO RJ” (Cnpq – 1982) de SIMON SCHWARTZMAN. ANTONIO PAIM (</strong><strong><em><span style="text-decoration:underline;">Professor/ Filósofo</span></em>) realizou um CASE STUDY sobre a gênese histórica da PUC/RJ. </strong></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong>Você Sabia?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>O DI-DEPTO DE INFORMÁTICA PUC/RJ,  desde sua gênese na década de 1960, quando disputava a primazia na informática nacional com outros concorrentes destacados (</strong><strong><em><span style="text-decoration:underline;">ITA – Instituto Tecnológico da Aeronáutica; NEC/ UFRJ – Núcleo de Computação Eletrônica; IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística; LTB/ Páginas Amarelas – Lista Telefônica Brasileira</span></em>), contou com um fantástico APORTE POLÍTICO INSTITUCIONAL. Na inauguração do 1º MAINFRAME BURROUGHS no BRASIL estabeleceu-se verdadeira disputa sobre quem iria cortar a FITA SIMBÓLICA, já que estavam presentes, tanto o PRESIDENTE JK (</strong><strong><em><span style="text-decoration:underline;">Juscelino Kubitschek</span></em>), como o futuro PAPA PAULO VI (</strong><strong><em><span style="text-decoration:underline;">Cardeal Giovanni Battista Montini – 1897/ 1978 – então Secretário de Estado do Vaticano e futuro líder, após a morte do Papa João XXIII,  do Concílio Vaticano II – Doutrina Social da Igreja. E</span></em>xigindo na ocasião ampla diplomacia conciliatória, para não melindrar suscetibilidade, por parte dos dirigentes presentes (</strong><strong><em><span style="text-decoration:underline;">Reitor: Padre Jesuíta Laércio de Moura e Presidente da Borroughs). </span></em></strong></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong>Você Sabia?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>O professor Luis Alberto Coimbra, após o seu doutoramento nos EUA (</strong><strong><em><span style="text-decoration:underline;">Vanderbilt University – Orientador: Frank Tyler – Década de 1940</span></em>), fora recrutado para lecionar em ESCOLAS SUPERIORES  JESUÍTAS EM SP (</strong><strong><em><span style="text-decoration:underline;">FCA- Fundação Ciências Aplicadas/ FEI – Faculdade de Engenharia Industrial/ ESAN – Escola Superior de Administração de Negócios – Direção: Padre Roberto Sabóia de Medeiros, s.j. – Líder da Ação Católica no Brasil</span></em>).</strong></p>
<p style="text-align:justify;">
<p><span style="color:#0000ff;"><strong>PARA SABER MAIS sobre as raízes sociais do empresariado:</strong></span></p>
<p><strong><em><span style="text-decoration:underline;">BRESSER PEREIRA, Luiz Carlos</span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="text-decoration:underline;"> (“Origens étnicas e sociais do empresário paulista” – Revista de Administração de Empresas – 1962; “Origens étnicas dos dirigentes das empresas paulistas comparada com a dos empresários” – Capítulo de Livro &#8211; 1972; </span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="text-decoration:underline;">“Modernization of Brazilian business enterprise, class origins, social mobility, and carreer of Paulista business executives” – in “Empresários e Administradores no Brasil – 1974; </span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="text-decoration:underline;">“Mobilidade e Carreira dos Dirigentes das Empresas Paulistas” – Tese de Doutorado – FEA/ USP – Orientadores:  Diva Benevides Pinho/ Delfim Neto– </span></em></strong><strong><em><span style="text-decoration:underline;">1963-</span></em></strong><strong><em><span style="text-decoration:underline;">197</span></em></strong><strong><em><span style="text-decoration:underline;">2</span></em></strong><strong><em><span style="text-decoration:underline;">;</span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="text-decoration:underline;">“A Formação Contraditória das Classes Dominantes”  &#8211; 1980; </span></em></strong><strong><em><a href="http://www.bresserpereira.org.br/">http://www.bresserpereira.org.br</a>);</em></strong></p>
<p><strong><em><span style="text-decoration:underline;">BARCELOS, Caco (“GV/SP, a Escola do Poder – Difícil encontrar uma grande empresa que não tenha um ou vários executivos formados por essa escola de líderes” – Revista Senhor/ Matéria de Capa – Editor Chefe: Murilo Felisberto – março/ 1980);</span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="text-decoration:underline;"> </span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="text-decoration:underline;"> COVRE, Maria de Lourdes Manzini Covre</span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="text-decoration:underline;"> (“A Formação e a Ideologia do Administrador de Empresa – Vozes – Petrópolis – 1982)</span></em></strong><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em><span style="text-decoration:underline;">DURAND, José Carlos (“Educação e Hegemonia de Classe: As funções ideológicas da escola” – Org.- Jorge Zahar – 1979;  “A serviço da coletividade: uma crítica à sociologia das profissões. Revista de Administração – </span></em></strong><strong><em><span style="text-decoration:underline;">v. 15, n. 6 nov/ dez, p. 59-69, 1975); </span></em></strong><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em><span style="text-decoration:underline;">BOURDIEU, Pierre-1930-2002/ CHAMBOREDON, Jean-Claude</span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="text-decoration:underline;"> (“Ofício de Sociólogo: metodologia na pesquisa na sociologia” – tradução: Guilherme João de Freitas Teixeira – 5ª Edição – Petrópolis – Vozes – 2004); </span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="text-decoration:underline;">BOURDIEU, Pierre/ PASSERON, Jean Claude</span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="text-decoration:underline;"> (“A reprodução: elementos para uma teoria do sistema de ensino” – Tradução: Reynaldo Bairão – Francisco Alves – RJ &#8211; 1975); </span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="text-decoration:underline;">BORDIEU, Pierre</span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="text-decoration:underline;"> (“Escritos de Educação” – Seleção/ Introdução/ Notas – Maria Alice Nogueira/ Afrânio Catani – Vozes – Petrópolis &#8211; 2ª edição – 1999); </span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="text-decoration:underline;">BOURDIEU, Pierre (“A economia das trocas simbólicas” – introdução/ organização/ seleção – Sergio Micéli; tradução: Sérgio Micéli – et al. – Perspectiva – SP – 1974;</span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="text-decoration:underline;"> “Desencantamento do Mundo: estruturas econômicas e estruturas temporais – Perspectiva – SP – 1979; “A distinção: crítica social do julgamento” – tradução Daniela Kern/ Guilherme J.F. Teixeira – Zouk/ Porto Alegre – Edusp/ SP – 2007);</span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="text-decoration:underline;"> </span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="text-decoration:underline;"> NOGUEIRA, Maria Alice/ NOGUEIRA, Cláudio Marques Martins</span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="text-decoration:underline;"> (“Bourdieu &amp; a educação” – 3ª Edição – Autêntica – BH – 2009);</span></em></strong></p>
<p><span style="color:#0000ff;"><strong><em><span style="text-decoration:underline;">O GRUPO de ECONOMIA DA PUC/ RIO. Dominante no GOVERNO FHC: </span></em></strong></span></p>
<p><strong><em><span style="text-decoration:underline;"> </span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="text-decoration:underline;">ANDRE LARA RESENDE (Negociador da Dívida Externa/ Assessor do Presidente/ Presidente do BNDES; Vice-Presidente do Unibanco/ Fundador do Banco Matrix; PhD MIT-EUA); </span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="text-decoration:underline;"> </span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="text-decoration:underline;">ANTONIO FRAGA (Presidente do Banco Central; Diretor da Soros Fundation/ Diretor do Salomon Brother; PhD Yale -EUA);</span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="text-decoration:underline;"> </span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="text-decoration:underline;"> EDMAR BACHA (Assessor do Ministro da Fazenda/ Presidente do BNDES/ Presidente da BBA Securities; PhD Princeton – EUA); </span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="text-decoration:underline;"> </span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="text-decoration:underline;">EDWARD AMADEO (Ministro do Trabalho/ Secretaria de Política Econômica/ Professor PUC/ Consultor; PhD Harvard-EUA); </span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="text-decoration:underline;"> </span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="text-decoration:underline;">ELENA LANDAU (Diretora do BNDES; Consultora do Bear Stearns/ Consultora do Opportunity; DSc. PUC/RJ);</span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="text-decoration:underline;"> </span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="text-decoration:underline;"> FRANCISCO LOPES (Diretor do Banco Central/ Presidente do Banco Central; Consultor do Banco Denasa/ Presidente Macrométrica Pesquisa Econômica; PhD Harvard – EUA); </span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="text-decoration:underline;"> </span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="text-decoration:underline;">GUSTAVO FRANCO (Diretor do Banco Central/ Presidente do Banco Central; Trabalhou no Banco Garantika/ Sócio Rio Bravo (Swiss Re); PhD Berkeley – EUA); </span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="text-decoration:underline;"> </span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="text-decoration:underline;">PEDRO MALAN (Negociador da Dívida Externa/ Presidente do Banco Central/ Ministro da Fazenda; Diretor do Banco Mundial/ Diretor do BID; PhD Berckeley/ EUA);</span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="text-decoration:underline;"> </span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="text-decoration:underline;"> PÉRSIO ARIDA (Presidente do Banco Central/ Presidente do BNDES; Fundador do Banco BBA/ Sócio do Oportunity; PhD MIT &#8211; EUA);</span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="text-decoration:underline;"> </span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="text-decoration:underline;"> WINSTON FRITSCH (Secretário de Política Econômica; Presidente do Banco Dresdner do Brasil; PhD Cambridge – Inglaterra)</span></em></strong><strong>. </strong><strong> </strong></p>
<p><strong><span style="color:#0000ff;">FONTE:</span> “<em><span style="text-decoration:underline;">OS HOMENS DO PRESIDENTE – banqueiros, financistas, grandes empresários e oligarcas que estão vendendo o Brasil e destruindo os direitos sociais</span></em>” (<em><span style="text-decoration:underline;">Luiz Marcos Gomes; Editora Viramundo &#8211; </span></em></strong><strong><em><span style="text-decoration:underline;">Op. cit. – Pág. 80</span></em>).</strong></p>
<p><strong><span style="color:#0000ff;">PARA SABER MAIS</span> sobre a influência epensamento dos economistas, consultar: “<em><span style="text-decoration:underline;">CONVERSAS COM ECONOMISTAS BRASILEIROS</span></em>” – (</strong><strong><em><span style="text-decoration:underline;">Volume I/ II – Organizadores: José Márcio Rego/ Ciro Biderman/ Luis Felipe L. Cozac/ Guido Mantega  &#8211; Editora 34 – 1996/ 1999</span></em>)</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><br />
</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/educacaoempresarial.wordpress.com/537/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/educacaoempresarial.wordpress.com/537/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/educacaoempresarial.wordpress.com/537/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/educacaoempresarial.wordpress.com/537/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/educacaoempresarial.wordpress.com/537/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/educacaoempresarial.wordpress.com/537/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/educacaoempresarial.wordpress.com/537/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/educacaoempresarial.wordpress.com/537/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/educacaoempresarial.wordpress.com/537/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/educacaoempresarial.wordpress.com/537/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/educacaoempresarial.wordpress.com/537/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/educacaoempresarial.wordpress.com/537/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/educacaoempresarial.wordpress.com/537/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/educacaoempresarial.wordpress.com/537/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educacaoempresarial.wordpress.com&amp;blog=5007544&amp;post=537&amp;subd=educacaoempresarial&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>Integração Universidade-Empresa pode reverter a perda de competitividade Regional? O Caso da Indústria Petroquímica de Salvador</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Jan 2010 17:41:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguimarj</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[POR MARCELO GUIMARÃES O estudo de doutorado realizado por Maria das Graças Sodré Fraga Maia intitulado:  “A Integração Universidade-Empresa como Fator de Desenvolvimento Regional: Um Estudo da Região Metropolitana de Salvador”, baseado numa diversificada e abrangente revisão bibliográfica (437 referências), apresenta um panorama bem abrangente sobre o cenário da integração universidade – empresa, abordando os [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educacaoempresarial.wordpress.com&amp;blog=5007544&amp;post=526&amp;subd=educacaoempresarial&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#0000ff;"><strong>POR MARCELO GUIMARÃES</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;">O estudo de doutorado realizado por Maria das Graças Sodré Fraga Maia intitulado:  “A Integração Universidade-Empresa como Fator de Desenvolvimento Regional: Um Estudo da Região Metropolitana de Salvador”, baseado numa diversificada e abrangente revisão bibliográfica (437 referências), apresenta um panorama bem abrangente sobre o cenário da integração universidade – empresa, abordando os principais tópicos:</p>
<p style="text-align:justify;">A HISTÓRIA DA INTEGRAÇÃO UNIVERSIDADE-EMPRESA – Mundo/ Brasil/ Bahia; Apoio à Integração Universidade/ Empresa – Entidades/ Programas/ Fontes de Financiamentos/ Fundos Setoriais;</p>
<p style="text-align:justify;">MODELOS DE INTEGRAÇÃO – Relações Pessoais/ Informais/ Formais/ Institucionais/ Estruturas Especiais/ Impacto no Desenvolvimento Regional;</p>
<p style="text-align:justify;">SISTEMA EMPRESARIAL BAIANO – Empresário/ Inovação/ Empreendedorismo/ Contexto Empresarial Baiano – Pólos Calçadista/ Automotivo/ Náutico/ Cerâmico/ Design/ Cosméticos/ Vestuário/ Moveleiro/ Papel e Celulose/ Mineração/ Sisaleiro/ Agronegócio/ Turísticos;</p>
<p style="text-align:justify;">SISTEMA UNIVERSITÁRIO BAIANO – Periodização Histórica: 1808/1930 – 1968/ 1996 – 1996/ 1999 – Atualidade;</p>
<p style="text-align:justify;">CASO DA INDÚSTRIA PETROQUIMICA – Setores/ Histórico e Desafios/ Pólos Petroquímicos)</p>
<p style="text-align:justify;">Tendo como foco a análise de quatro (4) Instituições universitárias baianas: UFBA- Universidade Federal da Bahia; UNIFACS – Universidade de Salvador; UCSAL- Universidade Católica de Salvador; UNEB – Universidade do Estado da Bahia. E o segmento industrial petroquímico de Salvador, Maia realizou, entre os anos de 2002 e 2004, pesquisa empírica de campo  através de entrevistas pessoais semi-estruturadas e a aplicação de questionários segmentados para universidades e empresas enviados por mala direta.</p>
<p style="text-align:justify;">Totalizaram 15 entrevistados do seguinte perfil: Universidades: 3 Chefes de Departamento, 2 Pró-Reitores de Pós Graduação, Pesquisa e Extensão, 1 Coordenador de Curso de Pós Graduação  e 2 Pesquisadores; Empresas: 2 proprietários, 1 superintendente, 2 diretores de área e 1 gerente de P&amp;D. Já nos questionários por mala direta, dos 36 enviados, 12 foram respondidos. As funções dos respondentes eram: Coordenador de Qualidade, coordenador de P&amp;D, Gerente, Assessor da Diretoria, Técnico Administrativo, Analista de Recursos Humanos.</p>
<p style="text-align:justify;">A Hipótese central que orienta o seu estudo é: <span style="text-decoration:underline;">a baixa integração universidade e empresa na rms (região metropolitana de salvador) deve-se à interveniência de variáveis temporais; geográficas, culturais, econômicas e políticas.</span> Esta sua hipótese central foi desdobrada em 6 hipóteses parciais que foram respondidas em suas conclusões:</p>
<p style="text-align:justify;">1-) O recente envolvimento da universidade baiana com a área petroquímica ratifica a dificuldade encontrada no processo de integração;</p>
<p style="text-align:justify;">2-)  A reduzida contribuição para a produção tecnológica por parte das universidades da RMS, reduz a motivação para a integração;</p>
<p style="text-align:justify;">3-) A transferência de grandes empresas da RMS para o Sudeste-Sul do país e a migração de recursos humanos qualificados dificultam a integração;</p>
<p style="text-align:justify;">4-) A parceria profissional entre acadêmicos e empresários é dificultada pela diversidade tecnológica entre ambos;</p>
<p style="text-align:justify;">5-) A inexperiência dos pesquisadores em atividades empresariais dificulta a integração na RMS;</p>
<p style="text-align:justify;">6-) A existência de número significativo de pequenas e micro-empresas na RMS reduz a possibilidade de integração.</p>
<p style="text-align:justify;"><em><span style="text-decoration:underline;"> </span></em></p>
<p style="text-align:justify;">As dificuldades para a integração universidade-empresa em seu estudo são muito bem sintetizadas no quadro Barreiras a Integração Universidade – Empresa.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<table style="text-align:justify;height:1180px;" border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" width="555">
<tbody>
<tr>
<td colspan="5" width="583" valign="top"><strong><span style="text-decoration:underline;">QUADRO   1 – Barreiras à integração</span></strong></td>
</tr>
<tr>
<td colspan="3" width="187" valign="top"><span style="text-decoration:underline;">NATUREZA</span></td>
<td width="192" valign="top"><span style="text-decoration:underline;">UNIVERSIDADE</span></td>
<td width="204" valign="top"><span style="text-decoration:underline;">EMPRESA</span></td>
</tr>
<tr>
<td rowspan="9" width="31" valign="top">C</p>
<p>U</p>
<p>L</p>
<p>T</p>
<p>U</p>
<p>R</p>
<p>A</p>
<p>I</p>
<p>S</td>
<td rowspan="9" width="24" valign="top"></td>
<td width="132" valign="top"><strong>Lógica de Funcionamento</strong></td>
<td width="192" valign="top"><strong>Liberdade acadêmica</strong></td>
<td width="204" valign="top"><strong>Controle empresarial</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="132" valign="top"><strong>Objetivo perseguido</strong></td>
<td width="192" valign="top"><strong>Formação de recursos humanos e criação e disseminação   do conhecimento através do ensino e da pesquisa</strong></td>
<td width="204" valign="top"><strong>Produção e geração de riqueza. Portanto, lucro,   através da produtividade e crescimento no longo prazo</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="132" valign="top"><strong>Visão de pesquisa</strong></td>
<td width="192" valign="top"><strong>Ser orientada para o setor produtivo, caracteriza uma   ciência impura</strong></td>
<td width="204" valign="top"><strong>Atendimento do mercado com produtos competitivos,   menor custo e maior retorno</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="132" valign="top"><strong>Maior preocupação</strong></td>
<td width="192" valign="top"><strong>Formação conceitual e acadêmica</strong></td>
<td width="204" valign="top"><strong>As teorias são inaplicáveis e distanciadas da vida   real</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="132" valign="top"><strong>Tempo dispendido</strong></td>
<td width="192" valign="top"><strong>Pesquisa de longo prazo, visão prospectiva</strong></td>
<td width="204" valign="top"><strong>Soluções de curto prazo, visão imediatista</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="132" valign="top"><strong>Apropriação dos Resultados</strong></td>
<td width="192" valign="top"><strong>Publicação dos resultados</strong></td>
<td width="204" valign="top"><strong>Necessidade de sigilo e segredo. Proteção empresarial</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="132" valign="top"><strong>Representação do conhecimento</strong></td>
<td width="192" valign="top"><strong>Publicação – transmissão de conhecimentos.   (Conhecimento como patrimônio universal)</strong></td>
<td width="204" valign="top"><strong>Aplicação – transformação dos conhecimentos em novos   produtos, processos, sistemas organizacionais. (Conhecimento como propriedade   privada)</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="132" valign="top"><strong>Medição de sucesso/ recompensa</strong></td>
<td width="192" valign="top"><strong>Número de publicações, citações, palestraa   proferidas, prêmios obtidos</strong></td>
<td width="204" valign="top"><strong>Aumentos salariais, ascensão hierárquica,   participação nos resultados financeiros</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="132" valign="top"><strong>Filosofia das administrações</strong></td>
<td width="192" valign="top"><strong>Realização das necessidades sociais</strong></td>
<td width="204" valign="top"><strong>Satisfação do interesse dos proprietários</strong></td>
</tr>
<tr>
<td rowspan="3" width="31" valign="top">O</p>
<p>R</p>
<p>G</p>
<p>A</p>
<p>N</p>
<p>I</p>
<p>Z</p>
<p>A</p>
<p>C</p>
<p>I</p>
<p>O</p>
<p>N</p>
<p>A</p>
<p>I</p>
<p>S</td>
<td rowspan="3" width="24" valign="top"></td>
<td width="132" valign="top"><strong>Tecnologia</strong></td>
<td width="192" valign="top"><strong>Grande capacidade de desenvolvimento</strong></td>
<td width="204" valign="top"><strong>1) </strong><strong>é mais rápido e financeiramente viável licenciar do   que desenvolver</strong></p>
<p><strong>2) </strong><strong>Reduzida capacidade de absorção de tecnologia</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="132" valign="top"><strong>Comunicação</strong></td>
<td width="192" valign="top"><strong>Pesquisador desconhece a linguagem administrativa</strong></td>
<td width="204" valign="top"><strong>Os pequenos e médios empresários, quando buscam   informação têm dificuldades de dizer o que querem</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="132" valign="top"><strong>Estrutura</strong></td>
<td width="192" valign="top"><strong>Complexa. Envolve Colegiados, por isso decisões   demandam maior tempo</strong></td>
<td width="204" valign="top"><strong>Necessidade de estrutura mais hierarquizada, para   promover a rapidez, na tomada de decisões</strong></td>
</tr>
<tr>
<td rowspan="6" width="31" valign="top">P</p>
<p>R</p>
<p>O</p>
<p>F</p>
<p>I</p>
<p>S</p>
<p>S</p>
<p>I</p>
<p>O</p>
<p>N</p>
<p>A</p>
<p>I</p>
<p>S</td>
<td rowspan="6" width="24" valign="top">P</p>
<p>E</p>
<p>S</p>
<p>S</p>
<p>O</p>
<p>A</p>
<p>I</p>
<p>S</td>
<td width="132" valign="top"><strong>Grau de atualização</strong></td>
<td width="192" valign="top"><strong>Docentes preparados para a pesquisa</strong></td>
<td width="204" valign="top"><strong>Equipes desmotivadas e desatualizadas (mudando)</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="132" valign="top"><strong>Formação</strong></td>
<td width="192" valign="top"><strong>Monodisciplinar</strong></td>
<td width="204" valign="top"><strong>Necessidade de conhecimentos interdisciplinares</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="132" valign="top"><strong>Grau de conhecimento outro</strong></td>
<td width="192" valign="top"><strong>Dificuldade de conhecer a realidade</strong></td>
<td width="204" valign="top"><strong>Falta de conhecimento do potencial e da capacidade   das universidades</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="132" valign="top"><strong>Tipo de pesquisa</strong></td>
<td width="192" valign="top"><strong>Maior valorização da pesquisa pura que da aplicada.   Receio de mudança na direção, como manter a orientação para o desenvolvimento   de produtos</strong></td>
<td width="204" valign="top"><strong>Necessidade de pesquisa aplicada, para a resolução de   problemas</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="132" valign="top"><strong>Habilidades exigidas</strong></td>
<td width="192" valign="top"><strong>Professor e pesquisador</strong></td>
<td width="204" valign="top"><strong>Administradores ou gerentes de recursos</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="132" valign="top"><strong>Contato com a realidade</strong></td>
<td width="192" valign="top"><strong>Falta prática dos pesquisadores</strong></td>
<td width="204" valign="top"><strong>Necessidade de conhecimento prático</strong></td>
</tr>
<tr>
<td colspan="5" width="583" valign="top"><strong><span style="text-decoration:underline;">Fonte:   Quadro elaborado a partir das leituras de: Rappel (1999), Alvim (1998), Cunha   (2001), Velho (1996), Souza e Brandão (1999), Campos (1999), Nunes (1995),   Segatto (1996), Natividade (2001), Vieira (2001), Cruz (2000).</span></strong><strong> </strong></td>
</tr>
<tr>
<td colspan="5" width="583" valign="top"><strong><em><span style="text-decoration:underline;">MAIA, Maria das Graças Sodré Fraga &#8211; “A Integração   Universidade-Empresa como fator de Desenvolvimento Regional: Um Estudo da   Região Metropolitana de Salvador” – Tese de Doutorado – Universidade de   Barcelona – 2005 – Págs. 44</span></em></strong><strong> </strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align:justify;">Graduada/ Mestre em Administração (<em><span style="text-decoration:underline;">UNIFACS – 1978; UFBA – 1996 – Projeto Integrado Monográfico/ Dissertativo -  “Competitividade das Indústrias de Confecção de Salvador: um enfoque de custos”</span></em>), Vice-Reitora para Desenvolvimento Interno da UNIVERSIDADE DE SALVADOR (<em><span style="text-decoration:underline;">UNIFACS</span></em>), onde se bacharelou e atua desde 1979, cuja origem é a antiga Escola de Administração de Empresas da Bahia (<em><span style="text-decoration:underline;">1972</span></em>), que atualmente conta, segundo o seu site, com trinta e oito (38) Grupos de Pesquisa (<em><span style="text-decoration:underline;">Engenharias e Ciência da Computação; Ciências Sociais Aplicadas e Humanidades</span></em>) cadastrados na Plataforma Lattes (<em><span style="text-decoration:underline;">CNPq</span></em>), Maia, apresenta as principais conclusões sobre a baixa integração universidade – empresa na Região Metropolitana de Salvador (Considerações Finais &#8211; Págs. 271/ 280):</p>
<ul style="text-align:justify;">
<li>A      relação recente das universidades com as empresas.</li>
<li>A      reduzida integração entre as universidades locais.</li>
<li>O reduzido      número de cursos voltados para a área tecnológica. A diversidade      ideológica entre acadêmicos e empresários.</li>
<li>A      deficiente infra-estrutura laboratorial das universidades baianas, além da      pouca disponibilidade de tempo dos docentes, seja pela elevada carga      horária, seja pela diversidade de atividades realizadas, concorre para      dificultar a execução de projetos de pesquisa.</li>
</ul>
<p style="text-align:justify;"><strong><em><span style="text-decoration:underline;"> </span></em></strong></p>
<p style="text-align:justify;">Considera um dos pontos críticos da integração na RMS (Região Metropolitana de Salvador) a transferência da sede de muitas empresas de grande porte para o Sudeste/ Sul, onde as universidades são bem mais adiantadas em tecnologia petroquímica e outras, correlatas, considerando que embora o papel de inovar seja da empresa, universidades como a Unicamp, USP, UFRJ, entre outras, dispõem de  várias criações tecnológicas inovadoras, patenteadas e prontas para desenvolvimento e transferência para a indústria. Cita como um dos exemplos o Instituto de Macromoléculas da UFRJ, que mantém convênios com várias empresas (Petrobrás, Petroflex, Rhodia, Ipiranga, Nawa etc.) e intercâmbio com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Unicamp, USP, Universidade Federal de São Carlos, além de universidades no exterior e institutos de pesquisas.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em><span style="text-decoration:underline;"> </span></em></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><em><span style="text-decoration:underline;"> </span></em></p>
<p style="text-align:justify;">O estudo de Maia traz grandes contribuições à nossa reflexão sobre a importância da integração universidade-empresa como fator de alavancamento econômico- regional, porém, se situado numa visão jornalística contraditória, poderiam ser feitos os seguintes questionamentos:</p>
<p style="text-align:justify;">1- O Polo Petroquimico de Camaçari implantado durante o governo Geisel (1974/ 1978), que ocupara anteriormente a presidência da Petrobrás, baseado no chamado modelo economico tri-partite (<em><span style="text-decoration:underline;">composição acionária de capital: nacional/ estatal/ multinacional – gestão partilhada por holdings: petroquisa/ norquisa</span></em>), idealizado por Rômulo de Almeida (<em><span style="text-decoration:underline;">think tank baiano – chefe da assessoria econômica – governo vargas – década 1950</span></em>), foi analisado na dissertação de mestrado de Marcus Alban Suarez (<em><span style="text-decoration:underline;">Petroquimica e Tecnoburocracia – Capítulos do Desenvolvimento Capitalista no Brasil – EAESP/ FGV – Orientadores: Henrique Ratner/Luiz Carlos Bresser Pereira – 1985</span></em>), mostrando claramente que dado seu artificialismo intervencionista (<em><span style="text-decoration:underline;">resultados econômicos baseados em reserva de mercado/ lobby político</span></em>), sofreria forte impacto negativo/ inviabilização operacional no contexto de uma economia capitalista aberta/ globalizada, como de fato passou a ocorrer a partir da década de 1990. Será que estes fatores histórico-estruturais desconsiderados no trabalho não seriam mais significativos como barreiras a integração universidade-empresa na região petroquímica de Salvador, do que as sugeridas pela autora?</p>
<p style="text-align:justify;">2- Bibliografias como: FORMAÇÃO DA COMUNIDADE CIENTÍFICA NO BRASIL/ UNIVERSIDADES E INSTITUIÇÕES CIENTÍFICAS NO RIO DE JANEIRO – Simon Schwartzman; HISTÓRIA DA CIENCIA NO BRASIL – Acervo de Depoimentos – FINEP/ CPDOC-FGV <em>(UNICAMP – ZEFERINO VAZ; COPPE/ UFRJ – ALBERTO COIMBRA; INSTITUTO DE BIOFÍSICA/ UFRJ – CARLOS CHAGAS FILHO</em>);  MONTENEGRO – As Aventuras do Marechal que fez uma Revolução nos Céus do Brasil – Fernando Morais;  IMA-INSTITUTO DE MACROMOLÉUCLAS – 30 Anos – 1977/ 2007  – Prof. Eloísa Biasotto Mano; PASTEUR – Biografia Não Autorizada; resgatam a historicidade e a gênese de como foram construídos e desenvolvidos os principais centros pensantes do Brasil. Apesar das 437 referencias utilizadas por Maia, tais fontes foram desconsideradas. Será que a maior integração das empresas com as universidades da região sudeste e sul, não estariam mais ligadas a produção intelectual de fronteira desses centros Pensantes, necessitando resgatar a sua historicidade e gênese de como foram construídos, para contrapor á realidade encontrada na Região Metropolitana de Salvador e servir de paradigma para o seu desenvolvimento?</p>
<p style="text-align:justify;">3- A metodologia utilizada pela autora, denominada de diagnóstico analítico descritivo por indução, é baseada num texto antigo de MOTTA, Paulo Roberto de Mendonça (<em><span style="text-decoration:underline;">Diagnóstico e inovação organizacional: dimensões teóricas.coletâneas Modernização Administrativa e Diagnóstico Administrativo. IBAM, 1976</span></em>), centrado em projetos de consultoria. Considerando a definição de Newton Sucupira no parecer 977/ 1965, que regulamenta a pós graduação no Brasil, podemos considerar este estudo de doutorado, verdadeira pesquisa cientifica Stricto Sensu, voltada para estudar um caso particular para, a partir daí, extrair uma teoria geral, ou caracteriza-se mais como um projeto de consultoria, voltado para aplicação em casos específicos?</p>
<p style="text-align:justify;">Repara-se que apesar da comunicação ser apresentada como uma das barreiras a integração. Tal fator não tem importância central no estudo de Maia, como constata-se em suas conclusões, como alavancador do Desenvolvimento Regional e da Integração Universidade-Empresa.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/educacaoempresarial.wordpress.com/526/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/educacaoempresarial.wordpress.com/526/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/educacaoempresarial.wordpress.com/526/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/educacaoempresarial.wordpress.com/526/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/educacaoempresarial.wordpress.com/526/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/educacaoempresarial.wordpress.com/526/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/educacaoempresarial.wordpress.com/526/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/educacaoempresarial.wordpress.com/526/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/educacaoempresarial.wordpress.com/526/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/educacaoempresarial.wordpress.com/526/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/educacaoempresarial.wordpress.com/526/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/educacaoempresarial.wordpress.com/526/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/educacaoempresarial.wordpress.com/526/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/educacaoempresarial.wordpress.com/526/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educacaoempresarial.wordpress.com&amp;blog=5007544&amp;post=526&amp;subd=educacaoempresarial&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Por um Jornalismo Empresarial Brasileiro Investigativo e Crítico</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Jan 2010 15:50:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguimarj</dc:creator>
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		<description><![CDATA[POR MARCELO GUIMARÃES Artigo Postado no Observatório da Imprensa em 19/01/2010 O jornalismo empresarial brasileiro deve ser repensado. A abordagem superficial, comumente adotada pela imprensa de negócios no Brasil, impede que ele exerça um papel fiscalizador, seja mais ativo e influente no aprimoramento da gestão das empresas e contribua, significativamente, para desenvolver uma maior consciência [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educacaoempresarial.wordpress.com&amp;blog=5007544&amp;post=522&amp;subd=educacaoempresarial&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#0000ff;">POR MARCELO GUIMARÃES</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>Artigo Postado no Observatório da Imprensa em 19/01/2010</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;">O jornalismo empresarial brasileiro deve ser repensado. A abordagem superficial, comumente adotada pela imprensa de negócios no Brasil, impede que ele exerça um papel fiscalizador, seja mais ativo e influente no aprimoramento da gestão das empresas e contribua, significativamente, para desenvolver uma maior consciência gerencial na população.</p>
<p>Muitas vezes, ao reproduzir o discurso formal da cúpula dirigente e matérias pautadas pela área de relações públicas e assessoria de imprensa das empresas de forma acrítica, como verdades absolutas, acaba funcionando como passarelas para os executivos mostrarem os seus &#8220;rostinhos&#8221; e divulgarem as suas marcas na calçada da fama, similar ao ocorrido nos desfiles <em>fashion</em> de moda e programas de colunistas sociais.</p>
<p>Normalmente, têm-se artigos escritos por especialistas, ou <em>cases</em>, histórias e biografias de sucesso reproduzidos pelo discurso (bla-bla-blá) empresarial, formalizados, impossibilitando o leitor e/ou acionista de tomar contato com o contraditório dos fatos e fazer um julgamento mais criterioso da realidade. Transmitindo uma realidade ilusória – &#8220;mentiras bem contadas&#8221; – sobre a verdadeira dinâmica e funcionamento do sistema capitalista. Histórias para &#8220;boi dormir&#8221;, para quem entende do assunto.</p>
<p><span style="color:#0000ff;"><strong><em>Business</em>, palavra <em>non grata</em></strong></span></p>
<p>Investigação e crítica não fazem parte da rotina da imprensa de negócios no Brasil. Analisar (fuçar) documentos típicos do universo corporativo, como atas de reunião, relatórios de atividades, balanços financeiros, demonstrações contábeis ou comunicados aos acionistas não é comum. Questionar e colocar &#8220;contra a parede&#8221; os entrevistados, ao invés de ser &#8220;engolido&#8221; por eles, menos ainda. Falar em abordagens &#8220;tipo&#8221; Watergate, e em casos como os retratados por Frederico Vasconcellos em seu livro <em>Anatomia da Reportagem: Como Investigar Empresas, Governos e Tribunais</em> (Ed. Publifolha, 2008), ainda é pura miragem quando o assunto são empresas. Infelizmente. Tem-se mais propaganda do que reportagens efetivamente jornalísticas.</p>
<p>Demandam-se capacitar recursos humanos capazes de integrar formação jornalística com gestão empresarial. Normalmente, tem-se o administrador de empresas sem o entendimento, a vivência e o interesse necessários de jornalismo; e o jornalista, sem o entendimento, a vivência e o interesse necessários de administração de empresas. Para mudar, é necessário, acima de tudo, questionar a própria formação universitária que contribui para manter esta situação.</p>
<p>As universidades, divididas por departamentos, áreas do saber, dificultam a realização de formações híbridas, multidisciplinares, necessidade crescente no mercado de trabalho, em geral, e na imprensa em  particular. Muitas vezes, a saída são programas de <em>trainees</em>, formais e informais, aos recém-formados, para suprir tal deficiência. Esse viés na formação reproduz-se nas redações. Ainda há grandes resistências e, muitas vezes, até certo preconceito, entre os profissionais de imprensa, quando o assunto é gestão. <em>Business</em> é palavra <em>non grata</em>.</p>
<p><span style="color:#0000ff;"><strong>Papel da imprensa é mais pedagógico</strong></span></p>
<p>Em termos de senso comum, a expressão empresa está associada com a idéia de entidade lucrativa privada hierarquizada, significando de maneira simplória que seus dirigentes possuem a mais ampla autonomia discricionária em seu processo decisório, quando comparada com outras instituições públicas, sociais e filantrópicas, associando-se o seu funcionamento à visão intuitiva de pequena empresa familiar. Isto é um equívoco. Deixa-se de perceber que a busca da racionalidade operacional e resultados superavitários (lucro) é condição para a sobrevivência de qualquer tipo de organização a médio/longo prazo. Não há como contrariar a lógica e competição do mercado.</p>
<p>Como qualquer outra instituição social, as empresas são órgãos que influenciam e são influenciados, reciprocamente, pela sociedade. Devendo prestar contas. Há uma dimensão pública inerente à lógica do seu processo decisório, passível de uma gestão mais participativa (co-gestão). Ainda mais nos últimos anos, em que conceitos de governança corporativa e transparência empresarial passaram a ser atributos mais valorizados pelo mercado, a comunicação de &#8220;portas abertas&#8221; tornou-se essencial. A crescente importância e desenvolvimento da área de relações com investidores nas empresas é um bom indicador disso.</p>
<p>Esta visão &#8220;reducionista&#8221; de gestão empresarial presente na cultura popular, induz a um comportamento de impotência e submissão frente às organizações. Os meios de comunicação reproduzem este &#8220;telefone sem fio&#8221;, ao invés de revertê-lo.</p>
<p>Hoje, conhecimentos sobre administração, assim como português, inglês ou informática, possuem, cada vez mais, um caráter básico, são necessários a todas as pessoas, de qualquer tipo de formação. A cidadania empresarial veio para ficar. Basta repararmos no crescimento generalizado dos cursos MBA´s e de empreendedorismo. Tais assuntos não poderão mais restringir-se a editorias especializadas e publicações segmentadas de negócios para públicos específicos. Devem ir além. A imprensa tem um papel pedagógico a exercer, produzindo pautas mais relacionadas e contextualizada ao cotidiano do leitor comum, motivando o seu entendimento e participação no debate.</p>
<p><span style="color:#0000ff;"><strong>As universidades e as redações</strong></span></p>
<p>Nesse sentido, a universidade, lócus de geração de conhecimento, através das suas atividades de pesquisa, ensino e extensão, também poderia exercer um importante papel junto à mídia como fonte de informação e notícia e indutora de pautas &#8220;inovadoras&#8221;.</p>
<p>Jose Luiz Proença, chefe do departamento de jornalismo e editoração da Escola de Comunicação e Artes da USP, ainda na década de 90, em projeto de pesquisa intitulado &#8220;A participação da USP na produção jornalística&#8221;, identifica um potencial inexplorado pela universidade como fonte de informação para a produção da notícia. Defendendo uma maior proximidade entre o &#8220;saber&#8221; acadêmico e o &#8220;informar&#8221; jornalístico no seu dia-dia, que vá além das editorias especializadas. Para o professor:</p>
<p>&#8220;Identificar as grandes tragédias não exige maiores genialidades dos jornalistas, mas é nos fatos rotineiros que se escondem os pequenos avanços que ocorrem continuamente. Nesse momento do processo jornalístico, rapidez e clareza são atributos dos mais valorizados pelos jornalistas e os cientistas mais capazes de fornecerem informações rápidas e precisas tem seus pontos de vistas usados com mais freqüência pela mídia.&#8221;</p>
<p>Há um grande espaço inexplorado para a universidade ser mais ativa junto à mídia. É necessário preenchê-lo. Esta proximidade entre as universidades (cientistas) e o cotidiano das redações, com potencial para dinamizar a produção de notícias, ainda é muito restrita. Falta um elo para induzi-la.</p>
<p><span style="color:#0000ff;"><strong>São grandes as deficiências</strong></span></p>
<p>Assim como o professor Proença, constatei tal potencialidade na UFRJ, em especial, no curso de Administração, como fonte de notícias. Tal evidência ficou clara ao desenvolver projeto monográfico e laboratório, o <em>Jornal de Educação Empresarial</em>, agência universitária de notícias independente e blog acadêmico (<a href="http://www.educacaoempresarial.wordpress.com/">ver aqui</a>), criado no âmbito do grupo de pesquisa Laboratório de Educação Estratégica Empresarial (ADM/ FACC/ UFRJ &#8211; coordenador científico: professor Luis Eduardo Potsch), para proporcionar maior integração entre universidade e empresa e induzir novas pautas jornalísticas, principalmente, em assuntos relacionados a negócios. Urge dinamizar o tripé universidade-mídia-empresa através de um agente de comunicação integrador. É interesse comum.</p>
<p>A estabilização da economia, a consolidação do mercado de capitais, o aumento do número de investidores e a crescente profissionalização e competição das empresas estimulam um cenário de governança corporativa e transparência, ampliando a necessidade por informações e o interesse e a participação da população em assuntos de gestão.</p>
<p>Nesse contexto, crescem os desafios e a importância do jornalismo empresarial no noticiário brasileiro. São grandes as suas deficiências. Reconhecê-las é o primeiro passo para superá-las. Mesmo com as limitações comerciais e publicitárias, que podem inibir uma possível abordagem mais investigativa e crítica frente às empresas pelos veículos de comunicação, temos muito a avançar. O próprio <em>Observatório da Imprensa</em> (TV/rádio/internet) deveria dar maior atenção e importância ao tema, estimulando o debate e contribuindo para o seu aprimoramento.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/educacaoempresarial.wordpress.com/522/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/educacaoempresarial.wordpress.com/522/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/educacaoempresarial.wordpress.com/522/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/educacaoempresarial.wordpress.com/522/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/educacaoempresarial.wordpress.com/522/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/educacaoempresarial.wordpress.com/522/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/educacaoempresarial.wordpress.com/522/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/educacaoempresarial.wordpress.com/522/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/educacaoempresarial.wordpress.com/522/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/educacaoempresarial.wordpress.com/522/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/educacaoempresarial.wordpress.com/522/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/educacaoempresarial.wordpress.com/522/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/educacaoempresarial.wordpress.com/522/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/educacaoempresarial.wordpress.com/522/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educacaoempresarial.wordpress.com&amp;blog=5007544&amp;post=522&amp;subd=educacaoempresarial&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>HIGHER EDUCATION FOR BUSINESS, O LIVRO QUE REVOLUCIONOU O ENSINO DE ADMINISTRAÇÃO NO BRASIL, COMPLETA 50 ANOS</title>
		<link>http://educacaoempresarial.wordpress.com/2010/01/13/higher-education-for-business-o-livro-que-revolucionou-o-ensino-de-administracao-no-brasil-completa-50-anos/</link>
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		<pubDate>Wed, 13 Jan 2010 04:05:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguimarj</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[POR MARCELO GUIMARÃES Administrador: Conheça a sua Fonte de Origem Poucos são os livros que entram para a historia por influenciar a formação de pensamento de inúmeras gerações. Quando isso ocorre, os definimos como clássicos. A sua leitura e citação torna-se quase que obrigatória para entender-se, em profundidade, determinado assunto. Contamina alunos, professores, fundamentando a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educacaoempresarial.wordpress.com&amp;blog=5007544&amp;post=504&amp;subd=educacaoempresarial&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#0000ff;"><strong>POR MARCELO GUIMARÃES</strong></span></p>
<p><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>Administrador: Conheça a sua Fonte de Origem</strong></span></span></p>
<p style="text-align:justify;">Poucos são os livros que entram para a historia por influenciar a formação de pensamento de inúmeras gerações. Quando isso ocorre, os definimos como clássicos. A sua leitura e citação torna-se quase que obrigatória para entender-se, em profundidade, determinado assunto. Contamina alunos, professores, fundamentando a base em que  será desenvolvida toda uma linha de pensamento e raciocínio, toda uma escola. Similar ao ocorrido nas religiões, em que a bíblia seria o livro clássico e, de acordo com a sua interpretação, são geradas diversas ramificações.</p>
<p style="text-align:justify;">O ensino de administração no Brasil também possui a sua bíblia. O livro Higher Education for Business.</p>
<p style="text-align:justify;">Lançado há mais de 50 anos, em 1959, por Robert Aaron Gardon e James Edwin Howell, pela editora da Universidade de Columbia, o livro, um estudo encomendado pela Ford Foundation para diagnosticar e repensar todo o ensino de business administration nos Estados Unidos, preparando a nação com recursos humanos/ quadros capazes de atender a consolidação do sistema capitalista durante a Guerra Fria, caracterizado, à época, principalmente pela expansão das multinacionais, constitui a gênese e o DNA do pensamento administrativo brasileiro.</p>
<p style="text-align:justify;">Fruto da necessidade de capacitar melhor os futuros executivos, principalmente, de grandes empresas, através da formação universitária, em contraste a uma formação prática e intuitiva, típica dos gestores de empresas pequenas, e familiares, diante das transformações e necessidades organizacionais surgidas na passagem do denominado capitalismo financeiro monopolista para o capitalismo informacional e a crescente globalização da economia, seus conceitos permeiam, até hoje, o projeto pedagógico dos cursos de administração tupiniquins.</p>
<p style="text-align:justify;">Diferentemente do habitualmente propalado sobre as características do ensino de administração, de que se trata de um curso prático e instrumental, de baixa capacidade reflexiva e teórica, totalmente voltado para o mercado de trabalho, similar a um profissionalizante, este tratado chega a seguinte conclusão: o ensino de administração deve ser mais teórico do que prático, enfatizando uma formação generalista, e não técnica-funcional, devendo possuir, em sua base curricular, 60% de matérias de formação geral, de ciências humanas, sociais e naturais, como: filosofia, sociologia, antropologia, ciência política, literatura, psicologia e matemática. E o restante de matérias organizacionais, como: finanças, produção, recursos humanos e marketing; e instrumentais, como: economia, direito, contabilidade e estatística.</p>
<p style="text-align:justify;">Em suas 491 páginas, num total de dezoito capítulos, divididos em cinco partes principais: <em>1- The Present State of Business Education; 2- The Needs to be Served: The Development of Business Competence; 3- A Critical Survey of Business Curricula; 4- Students, Faculty, Teaching, and Research; 5- The Need for Action;</em> é possível entender toda a filosofia de uma Business School. Os conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias a um businessman de sucesso. Os perfis de alunos e professores. A estrutura curricular e o seu projeto pedagógico. As oportunidades profissionais diversificadas no campo da gestão. Programas de graduação, pós graduação, especialização e MBA`s.</p>
<p style="text-align:justify;">Recentemente tive oportunidade de realizar amplo estudo sobre o ensino de administração no Brasil, com ênfase na elaboração de projetos pedagógicos, tendo pesquisado, dentre outras obras: <em>O Novo Currículo da Graduação em Administração da UFRJ</em>, elaborado pelo professor titular Carlos Alberto Fontenelle Bessa em 1994; a recente tese de doutorado do professor Synval de Sant’Anna Reis Netto, <em>Uma  contribuição educacional ao Curso de Graduação em Administração : formação do perfil gerencial para o século XXI</em>, as obras do autor best seller, o Paulo Coelho sobre o ensino de administração, Rui Otavio Bernardes de Andrade, <em>Projeto Pedagógico Para Cursos de Administração, Gestão de Cursos de Administração e Gestão de Instituições de Ensino. </em>Apesar das propostas feitas serem, em boa parte, similares às presentes no livro de Gordon, há um total desconhecimento sobre a sua obra, que não é citada em nenhuma das bibliografias.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#0000ff;">HIGHER EDUCATION FOR BUSINESS E KARL MARX</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;">Apesar de ser um estudo baseado nos cursos de administração dos Estados Unidos, a sua influencia é marcante no Brasil. A implantação e consolidação da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas, primeiro curso de administração de empresas brasileiro em nível universitário, de 1954, (já existia a ESAN- Escola Superior de Administração de Negócios de São Paulo, fundada, em 1941, pelo padre jesuíta Sabóia de Medeiros, porém, não era considerada de nível superior), teve a sua filosofia de ensino estruturada nas propostas do Higher Education for Business.</p>
<p style="text-align:justify;">Mesmo sendo lançado em 1959, após a criação da escola, as suas conclusões norteavam as diretrizes da missão americana da Michigan State University, responsável pela sua implantação, promovendo o intercambio e a formação de professores, parte do acordo assinado entre o Brasil e Estados Unidos, através do MEC-Ministério da Educação e Cultura e USAID- United States Agency for International Development, denominado ponto 4, durante o período desenvolvimentista brasileiro, sob a presidência de Getulio Vargas, que suicidou-se em 1954, ano de fundação da escola, e buscava aprimorar a formação de pessoal qualificado para a administração publica e privada, desde a criação do DASP- Departamento Administrativo do Setor Publico em 1938, sob a liderança de Luis Simões Lopes, que exerceu, quase como numa ditadura, a presidência da FGV de 1944 a 1992.</p>
<p style="text-align:justify;">A transposição deste modelo generalista proposto no livro para as condições brasileiras da época, provocou o surgimento de um pensamento administrativo heterodoxo e original. É o que constatou Luis Eduardo Potsch, em sua tese de doutorado: <em>O Modelo de Educação em Negócios da FGV/SP (1954/ 1986)</em>. Os alunos, nos dois primeiros anos, de formação básica, sofriam grande influencia, principalmente, das obras de Karl Marx, através de seus professores de pensamento materialista histórico dialético, em grande parte, formados na Faculdade de Filosofia Ciências e Letras da USP, na Rua Maria Antonia.</p>
<p style="text-align:justify;">Quando, nos anos posteriores, os alunos tinham que cursar as matérias profissionais, já estavam com a cabeça feita, questionando, inclusive, o próprio sistema. Não é à toa, que o professor Luis Carlos Bresser Pereira, em seu artigo <em>GV-A Formação Contraditória das Classes Dominantes</em>, publicado em março de 1980 na revista Senhor, faz as seguintes afirmações sobre a escola: “Para alguns, uma agencia ideológica da burguesia; para outros, uma ponta de lança das empresas multinacionais; para outros ainda, uma escola com perigosas tendências esquerdistas.”</p>
<p style="text-align:justify;">Tal “tendência esquerdista” motivou, inclusive, a professora Maria de Lourdes Covre, à época, aluna da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras da USP, a estudar se, diante de tanta influência marxista, de que lado o administrador de empresas formado pela GV, ficava na hora H: do lado do capital ou do trabalho? Chegando a conclusão, aparentemente óbvia, se não fosse esta influencia heterodoxa, em seu livro, <em>A Formação e a Ideologia do Administrador de Empresa</em>, de que o administrador serve aos interesses da acumulação do capital.</p>
<p style="text-align:justify;">A GV caracterizou-se por estabelecer uma grande integração com as empresas, convidando grandes empresários para comporem o seu conselho administrativo, numa gestão colegiada. Caco Barcelos em artigo publicado na revista Senhor em 1980, intitulado: <em>GV – A Escola do Poder: Difícil encontrar uma grande empresa que não tenha um ou vários executivos formado por essa escola de líderes</em>; mostra o sucesso deste modelo. Porém, dizem as más línguas, que o sucesso da escola deveu-se mais ao sobrenome dos seus alunos, das elites dirigentes, do que à sua proposta de ensino inovadora. A “máfia” da EAESP.</p>
<p style="text-align:justify;">Fofocas a parte, na realidade, a EAESP foi modelo para a implantação dos posteriores cursos de administração no Brasil, além de ter sido a principal referência para se estabelecer o Currículo Mínimo do Curso de Administração, através do Parecer MEC n° 307/ 66, cujo relator, foi o professor Durmeval Trigueiro Mendes.</p>
<p style="text-align:justify;">Todos os cursos de administração no Brasil possuem, direta e indiretamente, alguma semente da GV e, consequentemente, de Higher Education for Business em sua fórmula, mesmo que a maior parte da comunidade acadêmica, e pasmem, até o próprio Conselho de Administração, responsável em regulamentar a profissão de administrador, não tenha consciência disso.</p>
<p style="text-align:justify;">Assim como há muitos praticantes religiosos que não leram a bíblia, temos, em relação ao ensino de administração no Brasil, a mesma situação. Muitos não leram a bíblia Higher Education for Business. São muitos praticantes, sem saber a fonte teórica do seu surgimento.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/educacaoempresarial.wordpress.com/504/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/educacaoempresarial.wordpress.com/504/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/educacaoempresarial.wordpress.com/504/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/educacaoempresarial.wordpress.com/504/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/educacaoempresarial.wordpress.com/504/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/educacaoempresarial.wordpress.com/504/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/educacaoempresarial.wordpress.com/504/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/educacaoempresarial.wordpress.com/504/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/educacaoempresarial.wordpress.com/504/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/educacaoempresarial.wordpress.com/504/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/educacaoempresarial.wordpress.com/504/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/educacaoempresarial.wordpress.com/504/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/educacaoempresarial.wordpress.com/504/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/educacaoempresarial.wordpress.com/504/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educacaoempresarial.wordpress.com&amp;blog=5007544&amp;post=504&amp;subd=educacaoempresarial&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Carlos Alberto Serpa, Presidente da Fundação CESGRANRIO: &#8220;O autodidatismo é estratégico nos dias de hoje&#8221;</title>
		<link>http://educacaoempresarial.wordpress.com/2010/01/06/carlos-alberto-serpa-presidente-da-fundacao-cesgranrio-o-autodidatismo-e-estrategico-nos-dias-de-hoje/</link>
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		<pubDate>Wed, 06 Jan 2010 13:55:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguimarj</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://educacaoempresarial.wordpress.com/?p=486</guid>
		<description><![CDATA[POR MARCELO GUIMARÃES Universitário ADM/UFRJ Carlos Alberto Serpa de Oliveira, possui graduação em Engenharia Industrial e Metalúrgica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1964) . Atualmente é Presidente da Fundação Cesgranrio, Diretor da Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa, Membro do Conselho da International Association of University Presidents, Presidente do Associação [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educacaoempresarial.wordpress.com&amp;blog=5007544&amp;post=486&amp;subd=educacaoempresarial&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#0000ff;">POR MARCELO GUIMARÃES</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>Universitário ADM/UFRJ</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;">
<div id="attachment_487" class="wp-caption alignnone" style="width: 310px"><a href="http://educacaoempresarial.files.wordpress.com/2010/01/serpa-2-alt.jpg"><img class="size-medium wp-image-487" title="SERPA 2 ALT" src="http://educacaoempresarial.files.wordpress.com/2010/01/serpa-2-alt.jpg?w=300&#038;h=166" alt="" width="300" height="166" /></a><p class="wp-caption-text">Carlos Alberto Serpa, presidente da Fundação CESGRANRIO: &quot;O empreendedorismo é uma grande mudança ocorrida na cabeça das pessoas. Passam a adotar visão de patrão e não de trabalhador&quot;</p></div>
<p style="text-align:justify;">Carlos Alberto Serpa de Oliveira, possui graduação em Engenharia Industrial e Metalúrgica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1964) . Atualmente é Presidente da Fundação Cesgranrio, Diretor da Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa, Membro do Conselho da International Association of University Presidents, Presidente do Associação Cultural da Arquidiocese do Rio de Janeiro, Membro do Conselho Diretor da Faculdades Católicas (Associação Mantenedora da PUC/RJ), Primary Member da International Association for Educational Assessment e Consultor do International Linkages da National Association of State. Foi reitor interino, e vice-reitor da PUC Rio. A atuação da FUNDAÇÃO CESGRANRIO, criada em 1971, extrapola as atividades de seleção, pois se volta, também, para planejamentos e pesquisas sócio-educacionais; treinamento, reciclagem e aprimoramento de recursos humanos; promoção de congressos, seminários e simpósios nacionais e internacionais; consultoria organizacional/empresarial; entre outras.A FUNDAÇÃO CESGRANRIO tem como atividades principais: Avaliação; Mestrado em Avaliação; Capacitação de Professores; Certificação; Área de Pesquisa; Área de Saúde; Área social; Área cultural; Fóruns; Publicações; Vestibulares;Concursos públicos e/ou processos seletivos públicos. Conheça um pouco mais sobre a visão deste discípulo do Professor Newton Sucupira.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong>Quais os principais desafios enfrentados hoje pela universidade?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>Serpa: </strong></span>A universidade brasileira vive hoje um momento das maiores contradições de sua história, porque antigamente formavam-se as pessoas para uma realidade praticamente estável. Tinha-se uma formação básica e profissional adequada a realidade do mercado de trabalho. Entre a investigação e a inovação, que é a aplicação no dia-dia, o tempo está cada vez menor. Antigamente, inventava-se algo, que era aplicado quarenta anos depois, hoje, em países desenvolvidos como o Japão, por exemplo, este tempo entre a pesquisa e a aplicação da inovação, às vezes, é de dois anos. Isso faz com que nenhum curso seja capaz de preparar para a realidade de uma empresa que tenha ciência e tecnologia como seu foco de ação. Hoje, pela dinâmica da realidade, a indissociabilidade entre a pesquisa, o ensino e a extensão, consagrada por Newton Sicupira, é mais que necessária. É inviável ensinar sem pesquisar, pois estará ensinando para um mundo diferente da realidade que o formando encontrará. O contexto mudou.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#0000ff;">Esta mudança ocorre em todas áreas do saber?</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Serpa: </strong>Isso é menos acentuado na área de ciências humanas e sociais, que possui uma estabilidade maior em seu núcleo central. Há mudanças de conceitos, dogmas, a maneira de encarar a realidade social, mas muda menos velozmente que a ciência e tecnologia. A filosofia, a sociologia passaram a ser mais valorizadas hoje, antes, eram considerados mais viagens intelectuais.  Hoje há profissionais utilizando esses conceitos no dia-dia. Os projetos de políticas sociais e públicas são bons exemplos de sua funcionalidade. Mas na ciência e tecnologia, a aplicação é mais visível.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong>O que a universidade deveria fazer?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Serpa: </strong>A universidade tem que dar uma forte base de educação geral, dos conceitos básicos, que não mudam facilmente. Fazer isso, estimulando que o formando seja dono de sua própria carreira, patrão de si mesmo no futuro. O empreendedorismo é uma grande mudança ocorrida na cabeça das pessoas, que passam a adotar visão de patrão e não de trabalhador. Essa é uma nova abordagem na universidade, uma modernização. Para isso, o ensino fundamental e médio devem mudar também as suas idéias. Necessitam de professores formados em nível superior em maior quantidade e qualidade com esta nova mentalidade. O professor deixou de ser uma figura respeitada, um ídolo, como antigamente. Hoje, o aluno olha o professor com grande desprezo, muitas vezes, desrespeito. A dignificação da carreira docente também é importante. O ensino básico e superior tem que caminhar juntos.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#0000ff;">Quais as mudanças que ocorrem nesta integração?</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Serpa: </strong>A universidade hoje ampara o nascimento de uma empresa. Essa nova relação tem trazido benefícios e avanços enormes para a sociedade. Esse conceito de incubadora de empresas é muito importante. Passou a ser a oportunidade de a universidade ir e voltar dentro da empresa, estreitando esse laço, e se aproximando da realidade. A parceria é um fenômeno do século XXI. Quem pensa que sozinho pode realizar alguma coisa está fadado ao fracasso. A complementação entre as pessoas, a unidade diante das diversidades, juntas, criam algo importante. Universidade e empresa devem ser parceiras. O incentivo fiscal, também, é importante para estimular as empresas a se envolverem em projetos ligados a pesquisa, principalmente, nas pequenas e médias empresas.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong>E as mudanças no corpo docente?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Serpa: </strong>O corpo docente mudou nos seus interesses. Antigamente tinha um foco muito voltado para a pesquisa pura, de professores de horário integral, pesquisadores, doutores. De repente, ocorre uma revolução, a empresa entra na universidade, a extensão adquire uma nova concepção, que antes era de mera prestação de serviços. Passamos a ter grandes saltos tecnológicos. A sociedade mudou, a universidade mudou, o perfil do aluno mudou.</p>
<p style="text-align:justify;">
<div id="attachment_488" class="wp-caption alignnone" style="width: 110px"><a href="http://educacaoempresarial.files.wordpress.com/2010/01/newtonsucupira.jpg"><img class="size-full wp-image-488" title="NewtonSucupira" src="http://educacaoempresarial.files.wordpress.com/2010/01/newtonsucupira.jpg?w=100&#038;h=100" alt="" width="100" height="100" /></a><p class="wp-caption-text">O professor Newton Sucupira, quem definiu o conceito de pós graduação no Brasil, através do Parecer MEC 977/65, foi um grande influenciador de Serpa</p></div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong>Qual a sua visão sobre o estágio?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Serpa: </strong>A noção de estágio é um aprendizado muito mais importante que antigamente, pois faz parte integrante da formação do indivíduo que entrará no mercado de trabalho. Hoje, auxilia a adiantar o que vai ser o futuro para comparar com a teoria que você está recebendo no presente. Não para deter uma técnica, um instrumento para ser aplicado imediatamente, mas sim, para ampliar a visão sobre as possibilidades de realizações que podem ser feitas dali para frente, como se fosse a abertura de uma janela.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"> <strong>O autodidatismo é importante nos dias de hoje?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Serpa: </strong>O autodidatismo é estratégico nos dias de hoje. Será cada vez mais necessário e estará presente, crescentemente, na vida das pessoas. Atualizações formais, via pós-graduação, cursos de especialização, entre outras, não serão suficientes. Mudou a realidade do mercado de trabalho. Cada vez mais o lazer e o turismo crescerão. O tempo do trabalho no conceito de antigamente, de suor, de força, diminui nesse cenário. Educação e formação ganham importância cada vez maior. Tem que aprender a se renovar por si só. Aprender a aprender pelo resto da vida. Se for um engenheiro mecânico, por exemplo, tem que aprender sobre petróleo. E assim por diante.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong>Como “diplomar” esta auto-aprendizagem?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Serpa: </strong>Hoje, a própria dinâmica do nosso sistema educacional é no sentido de permitir que tudo aprendido na vida, e que não são ensinados no banco escolar, seja considerado como portfólio na sua formação. Por exemplo: Amador Aguiar e Magalhães Pinto. Eles aprenderam tudo que a vida pode oferecer, sem aprender em banco escolar. Ninguém reconheceu nenhum atributo acadêmico neles. Hoje poder ser certificado. A certificação permite isso. Buscar mais subjetividades. A certificação é a conseqüência prática da auto-aprendizagem, que é um fenômeno do mundo moderno, além de ser um fator de inclusão social.</p>
<p style="text-align:justify;">
<div id="attachment_489" class="wp-caption alignnone" style="width: 310px"><a href="http://educacaoempresarial.files.wordpress.com/2010/01/cesgranrio_logo.jpg"><img class="size-full wp-image-489" title="cesgranrio_Logo" src="http://educacaoempresarial.files.wordpress.com/2010/01/cesgranrio_logo.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">A Fundação CESGRANRIO nasceu de uma associação pioneira de 12 instituições universitárias em 1971, que tornou possível a criação do Centro de Seleção de Candidatos ao Ensino Superior do Grande Rio</p></div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong>O que fazer para melhorar a relação ensino-aprendizagem?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Serpa: </strong>Promover a melhoria na formação do corpo docente, não tanto no sentido acadêmico, mas incorporando processos mais modernos, enfatizando-se mais a formação, e não tanto a informação. O velho conflito entre a pedagogia, como ato de educar, e o conteúdo, como ato de saber, de adquirir conhecimentos. Há pessoas que defendem que o professor numa determinada formação, deva ser bom, conhecer e dominar profundamente o assunto; há outras que defendem que mais importante que conhecer algo, é ter pedagogia para fazer o aluno aprender. Educar é tirar de dentro para fora. Vai trabalhar o interior. Ensinar no sentido de Instruir é o contrario. O ato de ensinar no sentido de transmitir conhecimentos é menos importante que o seu ato de aprender. Domina-se a visão de transmissão de conhecimento, ao invés de educador. Esta dicotomia entre ensinar e aprender vai à raiz de nossa educação. O processo fundamental no ensino-aprendizagem também é a auto- estima. Por isso também a importância da avaliação. O professor que reprova o aluno por 0,1 por exemplo, considerando apenas a avaliação naquele momento, é como cometesse um crime, pois acaba com a auto-estima do aluno, desestimulando-o. Gera alto índice de evasão e repetência, às vezes, desnecessariamente.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong><br />
</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong>Formação multidisciplinar é cada vez mais importante?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Serpa:</strong>Acabou a especialização hoje no mundo. Tem que ser um generalista com grande capacidade de adaptação e visão multidisciplinar. A falta de orientação profissional nisto é um problema. As pessoas se especializam e ficam “bitoladas” naquilo. Os EUA foi o grande defensor disto. Até brincava-se, em  relação ao grau de especialização do engenheiro mecânico americano. Dizia-se que tinha o engenheiro de porca e o engenheiro de parafuso. Um não sabia mexer na porca e outro no parafuso, apesar de um não existir sem o outro. Essa é uma paródia para criticar o excesso de especialização. A realidade hoje é outra.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#0000ff;">Qual a sua visão sobre o novo ENEM?</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Serpa: </strong>Possui três características fundamentais: 1- interdisciplinaridade – na vida você não vai separar os conhecimentos, ele está integrado. 2- Não é uma prova básica de conhecimentos, busca avaliar as suas aptidões, as suas capacidades e habilidades. Buscar saber como você pensa, a sua capacidade de resolver questões, de interpretar. Isso é muito mais importante para a sua vida do que o famoso decoreba. 3- Tem um grande desafio de fazer um número de questões para garantir a universalidade dos conhecimentos a que o aluno foi submetido. Não acredito nesses meus 50 anos de vestibular, que algum instrumento seja forte suficiente para mudar o sistema de ensino. É um indicador para mostrar o que se espera que uma escola faça em relação ao ensino, tanto para cima, quanto para baixo. É um marco regulatório importante. Um bom sinalizador.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong>Liderança é aprendida?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Serpa: </strong>Liderança está dentro do indivíduo. O contexto faz com que aflore. Acredito que líder vem do berço, não tem como desenvolver artificialmente.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/educacaoempresarial.wordpress.com/486/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/educacaoempresarial.wordpress.com/486/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/educacaoempresarial.wordpress.com/486/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/educacaoempresarial.wordpress.com/486/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/educacaoempresarial.wordpress.com/486/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/educacaoempresarial.wordpress.com/486/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/educacaoempresarial.wordpress.com/486/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/educacaoempresarial.wordpress.com/486/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/educacaoempresarial.wordpress.com/486/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/educacaoempresarial.wordpress.com/486/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/educacaoempresarial.wordpress.com/486/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/educacaoempresarial.wordpress.com/486/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/educacaoempresarial.wordpress.com/486/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/educacaoempresarial.wordpress.com/486/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educacaoempresarial.wordpress.com&amp;blog=5007544&amp;post=486&amp;subd=educacaoempresarial&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Paulo Alcântara Gomes: &#8220;Matérias de gestão e empreendedorismo deveriam ter em todos os cursos, até em filosofia&#8221;</title>
		<link>http://educacaoempresarial.wordpress.com/2010/01/05/paulo-alcantara-gomes-materias-de-gestao-e-empreendedorismo-deveriam-ser-implantadas-em-todos-os-cursos-ate-filosofia/</link>
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		<pubDate>Wed, 06 Jan 2010 02:26:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguimarj</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://educacaoempresarial.wordpress.com/?p=474</guid>
		<description><![CDATA[POR MARCELO GUIMARÃES Universitário ADM/UFRJ Paulo Alcantara Gomes: &#8220;Se não tem formação multidisciplinar, não está formando o profissional para o século XXI&#8221; Paulo Alcântara Gomes é Presidente do Conselho Estadual de Educação do Estado do Rio de Janeiro, do Conselho Diretor da Rede de Tecnologia do Rio de Janeiro e do Conselho Deliberativo do SEBRAE [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educacaoempresarial.wordpress.com&amp;blog=5007544&amp;post=474&amp;subd=educacaoempresarial&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#0000ff;"><strong>POR MARCELO GUIMARÃES</strong></span></p>
<p><strong>Universitário ADM/UFRJ</strong></p>
<p><a href="http://educacaoempresarial.files.wordpress.com/2010/01/paulo-alcantara-gomes1.jpg"><img class="size-medium wp-image-476" title="Paulo Alcantara Gomes" src="http://educacaoempresarial.files.wordpress.com/2010/01/paulo-alcantara-gomes1.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<div class="mceTemp">
<dl class="wp-caption alignnone">
<dd class="wp-caption-dd">Paulo Alcantara Gomes: &#8220;Se não tem formação multidisciplinar, não está formando o profissional para o século XXI&#8221;</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align:justify;">Paulo Alcântara Gomes é Presidente do Conselho Estadual de Educação do Estado do Rio de Janeiro, do Conselho Diretor da Rede de Tecnologia do Rio de Janeiro e do Conselho Deliberativo do SEBRAE Rio. Ex-presidente do CRUB (Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras), livre docente e ex-reitor da UFRJ, o atual reitor da Universidade Castelo Branco,  possui graduação em Licenciatura em Física (1966) e Engenharia Civil (1967) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro , mestrado (1968) e doutorado (1977) em Engenharia Civil pelo Instituto Alberto Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (COPPE). É um dos discípulos de Alberto Luiz Coimbra, responsável pela implantação da primeira pós graduação stricto sensu no Brasil, de engenharia química, que desdobrou-se no COPPE . Até hoje, faz constantes visitas ao professor Coimbra em sua casa em Teresópolis. Conheça um pouco mais a visão de Alcântara.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p><strong><span style="color:#0000ff;">Como avalia a atual integração entre universidade e empresa?</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#000000;">P.A.G.:</span></strong> Não existe integração, mas sim articulação, pois possuem objetivos distintos. O objetivo da universidade é formar profissionais, gerar novos conhecimentos, aprofundá-los e difundi-los. Já o objetivo da empresa é desenvolver processos, produtos e metas. Duas coisas diferentes, não podem se integrar, mas se articular. Essa articulação no Brasil ainda é muito incipiente, pois falta para as empresas uma cultura da competitividade. Isso vem mudando no mundo inteiro, mas as empresas brasileiras ainda não entenderam que podem utilizar a universidade para o desenvolvimento da cultura da competitividade, inovando, adaptando tecnologias, apropriando essas tecnologias ou executando-as. Este é um ponto crítico das empresas brasileiras, principalmente, as micro e pequenas, são muito problemáticas. Muitas são criadas sem um projeto. Isso leva à inúumeras falências, precocemente. Para melhorar é necessário assegurar uma melhor formação de quadros gerenciais. As universidades, apesar de possuírem programas regulares formais de graduação e pós graduação, ainda não conseguiram, por exemplo, disponibilizar cursos de curta duração capazes de atender a necessidade dessas empresas.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#0000ff;">No lado das empresas, o que poderia ser feito para melhorar esta integração?</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>P.A.G.: </strong></span>Buscar as universidades para buscar aprimorar a formação de seus profissionais com cursos dentro da empresa. Levar para a universidade, projetos que ela possa desenvolver. Nos EUA existe um open house ao contrário, ao invés de as universidades mostrarem seus laboratórios, os empresários levam os problemas para a universidade, que propõe soluções. Isto pode ser feito e deve ser estimulado.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong>O que é valorizado na formação, hoje, pelas empresas?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#000000;">P.A.G.: </span></strong>Hoje, tem três parâmetros importantes: 1- a empresa exige agilidade na formação para entrar mais rapidamente no mercado; 2- compromisso com a nova tecnologia da informação e comunicação, que vão gerar uma cultura da educação continuada; e 3- compromisso com a responsabilidade social, que faz parte do dia-dia de qualquer cidadão.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#0000ff;"><br />
</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#0000ff;">Qual um dos principais problemas da universidade?</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>P.A.G.: </strong></span>As universidades estão com as estruturas curriculares muito pesadas. Cargas horárias muito elevadas. Programas conceitualmente bem elaborados, mas com pouca adaptabilidade ao emprego nos diversos setores. Quando a universidade adotou tempo integral para os seus professores, abandonou um grande contingente de pessoas que tinham experiência empresarial, tanto na gerência, como na execução e no desenvolvimento de novas tecnologias. Esses professores de tempo parcial desapareceram, prejudicando as universidades e a aproximação com as empresas.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong>O que poderia melhorar pelas universidades?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>P.A.G.: </strong>A universidade tem que reformular sua estrutura curricular. Para isso, tem que mudar o projeto pedagógico. O perfil do egresso profissional das universidades possui alguns pontos críticos. Um ponto é que os profissionais que formamos são capazes de formular problemas, mas nem sempre são bons para propor soluções. Tem que estimular no currículo que ao lado da formulação de problemas, acompanha-se a solução. No NCE – Núcleo de Computação Eletrônica da UFRJ, na época em que o Paulo Bianchi era coordenador, havia uma frase muito interessante: “se você tem um problema, mas não tem a sua solução, você virou parte deste problema.” Outro ponto importante é fortalecer a sua linha de prestação de serviços, tanto nas empresas de ponta, quanto nas médias e pequenas empresas. Isso para todas as áreas do conhecimento.</p>
<p style="text-align:justify;">
<div id="attachment_478" class="wp-caption alignnone" style="width: 206px"><a href="http://educacaoempresarial.files.wordpress.com/2010/01/prof_coimbracoppe1.jpg"><img class="size-medium wp-image-478" title="prof_coimbraCOPPE" src="http://educacaoempresarial.files.wordpress.com/2010/01/prof_coimbracoppe1.jpg?w=196&#038;h=300" alt="" width="196" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">PIT STOP em TERESÓPOLIS. O professor Alberto Luiz Coimbra, responsável pela primeira pós graduação stricto sensu do Brasil, foi um grande influenciador de Alcântara. Seminários em sua casa em Teresópolis são constantes</p></div>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#0000ff;">A estrutura da universidade, por departamentos, dificulta a integração?</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>P.A.G.: </strong>Em parte sim. A estrutura da universidade departamentalizada está desaparecendo, muitas, já não possuem, pois na sociedade do conhecimento a tônica é a interdisciplinaridade. As transformações ocorrem numa velocidade cada vez maior e as estruturas tem que mudar. Hoje as áreas permeiam umas com as outras. As linguagens se cruzam nas diversas áreas do saber, estão interligadas. Tem que organizar as universidades como grandes escolas, que tenham grande capilaridade entre as diversas áreas do conhecimento, preservando a multi e a transdisciplinaridade. Isso seria feito definindo um plano estratégico para a universidade, reorganizando a sua estrutura por campos do saber ou laboratórios, por exemplo.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong> </strong><strong><br />
</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong>Deveria enfatizar-se mais o ciclo básico na formação universitária?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>P.A.G.: </strong>Não existe mais ciclo básico. Existem hoje três núcleos de matérias na universidade: de formação geral; de formação profissional geral; e de formação profissional especifica. Em formação geral temos as matérias ligadas a cidadania. Por exemplo: Contexto brasileiro, empreendedorismo, sociologia, informática. Presente em todos os cursos. Nas estruturas curriculares, elas deveriam ser inseridas no decorrer do curso, não somente no inicio, pois isso leva ao abandono. Misturar alunos de distintas áreas e períodos, também recupera a noção de universidade. Em profissional geral temos, por exemplo, em Administração, matemática financeira. Atende também ao curso de contabilidade, economia, atuária. Em profissional específica  são as matérias ligadas a determinada área. Tem que repensar a estrutura curricular diante destes núcleos de matérias. O ciclo básico afasta os alunos.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong><br />
</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong>Qual você considera a principal causa de abandono de curso?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>P.A.G.: </strong>A configuração de uma incompatibilidade entre o que o aluno esperava do curso, e o que encontra no curso. Por exemplo, em engenharia, muitos alunos desistem, pois tem muito contato com física e matemática, sem ter contato com produção. Este foi meu caso. Na medicina isso não ocorre porque no primeiro dia ele já vai para o laboratório de anatomia, tendo contato com a realidade.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong>Como este contato com a realidade poderia ser estimulado?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>P.A.G.: </strong>Eu defendo que ao invés de ter um trabalho de conclusão de curso, seja feito trabalho de conclusão em todas as disciplinas, integrando com um tema mais geral. Isso facilitaria a integração do projeto curricular como um todo. Na Universidade Castelo Branco, por exemplo, estamos desenvolvendo um projeto chamado Mão na Massa, que busca aproximar o aluno com a realidade da profissão, realizando inúmeros trabalhos de campo.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#0000ff;">Formação universitária multidisciplinar é cada vez mais necessária?</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>P.A.G.: </strong>Ela não é necessária, é decisiva. Se não tem formação multidisciplinar não está formando o profissional para o século XXI. A universidade está muito atrasada nisso. Ela é pouco ágil e flexível. No Brasil e nas universidades há muitas resistências a inovação. É importante todo o programa que estimule a multidisciplinaridade. Quando se articula áreas diferenciadas, que estão afastadas, aprimora a formação do profissional, do cidadão, na amplitude e no aprofundamento dos conhecimentos.</p>
<p style="text-align:justify;">
<div id="attachment_498" class="wp-caption alignnone" style="width: 310px"><a href="http://educacaoempresarial.files.wordpress.com/2010/01/sebrae_logo.jpg"><img class="size-medium wp-image-498" title="SEBRAE_logo" src="http://educacaoempresarial.files.wordpress.com/2010/01/sebrae_logo.jpg?w=300&#038;h=179" alt="" width="300" height="179" /></a><p class="wp-caption-text">O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas tem importante papel na integração  universidade-empresa para Alcântara</p></div>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#0000ff;">Como ex-presidente do CRUB, acha que as universidades estão mais sensibilizadas para esta formação multidisciplinar?</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>P.A.G.: </strong>As universidades estão mais sensíveis, mas as normas existentes no Brasil restringem o avanço. Há um excesso de controle credencialista, em relação aos diplomas. Há pouco tempo atrás tínhamos o currículo mínimo, hoje, as diretrizes curriculares nacionais, que são mais flexíveis. Porém, ao criar uma norma geral para determinado curso, acaba, de certa forma, engessando as universidades, dificultando a sua adaptação. Deveria ter maior flexibilidade no decorrer dos cursos, com uma avaliação de qualidade no final, como ocorre nos EUA, por exemplo, com algumas certificações.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong>Como conciliar uma universidade teórica e outra pragmática?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>P.A.G.: </strong>O meio termo não necessariamente é o ideal. Há espaço para universidades com perfil pragmático, formando para o mercado de trabalho e há também espaço para instituições científicas que formem pesquisadores e doutores que vão mudar a ciência. Há espaço para todas as matizes entre esses tipos. Tem que criar mecanismos para que as universidades se desenvolvam de acordo com as suas aptidões, vocações e peculiaridades com a sua localidade. Uma universidade no Acre será diferente de uma na cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, na questão ambiental, de energia, formação de pessoal entre outras. A universidade tem <span style="text-decoration:underline;">competência</span>- doutores que produzem ciência de qualidade, publicações de teses, etc, <span style="text-decoration:underline;">pertinência</span> – capacidade da universidade responder às demandas da sociedade e <span style="text-decoration:underline;">equidade</span>- obrigação da universidade contribuir para igual distribuição das oportunidades . Isto forma um triângulo. O ideal é que se tenha um triângulo eqüilátero. Por exemplo, considero que a UFRJ tem muita competência e pertinência, tem menos equidade. As formas do triângulo vão variar de acordo com as universidades.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong>E a interação entre ensino básico e universitário?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>P.A.G.: </strong>Interação ensino básico e universitário não existe. O Ensino médio no Brasil tem um problema seríssimo. Não tem professores qualificados em quantidade suficiente. Não tem metodologia de ensino para integrar o estudante. Não tem a incorporação ao ensino das novas tecnologias de informação e comunicação.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong><br />
</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong>Qual a sua visão sobre o novo ENEM?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>P.A.G.: </strong>O ENEM eu acho um avanço. É inovador, pois está criando um parâmetro importante em âmbito nacional do que deve ser exigido no ensino médio. Não é novidade, é similar à avaliação utilizada na França.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong>Qual a sua visão sobre os Conselhos Profissionais?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>P.A.G.: </strong>É preciso desregulamentar as profissões. Só deveria regulamentar as profissões que envolvem risco de vida ou de qualidade de vida. As demais é inviável. A velocidade das transformações leva a extinção de determinadas profissões e ao surgimento de novas a cada momento.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong>Noções de gestão são cada vez mais necessárias?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>P.A.G.: </strong>Matérias de gestão e empreendedorismo deveriam ser implantadas em todos os cursos, até mesmo em filosofia. Ë básico para qualquer curso. Nesse sentido, minha visão sobre empresa júnior é muito boa,  deveria ser estimulada em todos os cursos de graduação.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong>Qual a sua visão sobre o novo Plano Diretor da UFRJ 2020?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>P.A.G.: </strong>O Plano diretor do Campus facilita a interdisciplinaridade. Sou a favor do plano diretor da UFRJ. As unidades que forem para o Fundão vão crescer muito, passarão a trabalhar mais integradas.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/educacaoempresarial.wordpress.com/474/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/educacaoempresarial.wordpress.com/474/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/educacaoempresarial.wordpress.com/474/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/educacaoempresarial.wordpress.com/474/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/educacaoempresarial.wordpress.com/474/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/educacaoempresarial.wordpress.com/474/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/educacaoempresarial.wordpress.com/474/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/educacaoempresarial.wordpress.com/474/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/educacaoempresarial.wordpress.com/474/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/educacaoempresarial.wordpress.com/474/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/educacaoempresarial.wordpress.com/474/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/educacaoempresarial.wordpress.com/474/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/educacaoempresarial.wordpress.com/474/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/educacaoempresarial.wordpress.com/474/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educacaoempresarial.wordpress.com&amp;blog=5007544&amp;post=474&amp;subd=educacaoempresarial&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Paulo Alcantara Gomes</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Arnaldo Niskier: &#8220;Hoje, temos condições de ter o dobro de universitários no Brasil, 14 milhões&#8221;</title>
		<link>http://educacaoempresarial.wordpress.com/2009/08/23/arnaldo-niskier-hoje-temos-condicoes-de-ter-o-dobro-de-universitarios-no-brasil-14-milhoes/</link>
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		<pubDate>Mon, 24 Aug 2009 02:18:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguimarj</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>

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		<description><![CDATA[POR MARCELO GUIMARÃES Universitário ADM/ UFRJ PERFIL BIOGRÁFICO Atual Presidente do CIEE Rio, membro da Academia Brasileira de Letras. Jornalista, professor, educador, administrador, ensaísta e orador. Fez vestibular para Engenharia, mas não teve êxito. Inscreveu-se depois para Matemática, na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Começou [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educacaoempresarial.wordpress.com&amp;blog=5007544&amp;post=415&amp;subd=educacaoempresarial&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="color:#0000ff;">POR MARCELO GUIMARÃES</span></strong></p>
<p><strong>Universitário ADM/ UFRJ</strong></p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 190px"><img class="size-full wp-image-416" title="Arnaldo Niskier BR" src="http://educacaoempresarial.files.wordpress.com/2009/08/arnaldo-niskier-br.jpg?w=180&#038;h=263" alt="Arnaldo Niskier: &quot;A tecno-estrutura: tríplice aliança entre governo, empresa e universidade é indispensável à expansão econômica e social&quot;" width="180" height="263" /><p class="wp-caption-text">Arnaldo Niskier, atual presidente do CIEE Rio: &quot;A tecno-estrutura: tríplice aliança entre governo, empresa e universidade é indispensável à expansão econômica e social&quot;</p></div>
<p><span style="color:#0000ff;"><strong>PERFIL BIOGRÁFICO</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;">Atual Presidente do CIEE Rio, membro da Academia Brasileira de Letras. Jornalista, professor, educador, administrador, ensaísta e orador. Fez vestibular para Engenharia, mas não teve êxito. Inscreveu-se depois para Matemática, na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Começou a atuar na política universitária, sendo eleito secretário-geral e depois presidente do Diretório Acadêmico Lafayette Cortes. Licenciou-se em Matemática (1958) e Pedagogia (1962), também pela UERJ, onde começara a lecionar (1958). Tornou-se Doutor em Educação em decorrência de aprovação no concurso para Livre Docente na cadeira de Administração Escolar e Educação Comparada (1964). Catedrático por concurso na UERJ (1968), tornou-se professor titular de História e Filosofia da Educação. É professor credenciado pelo Conselho Federal de Educação em Teoria Geral da Administração e Orçamento Empresarial.</p>
<p style="text-align:justify;">Como diretor das Empresas Bloch (Manchete), esteve à frente do departamento de Educação, onde produziu mais de 100 livros didáticos e realizou diversos projetos de incentivo à pesquisa e ao hábito de leitura. Foi secretário de Estado de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (o primeiro da América Latina), de 1968  a 1971. Além de outras iniciativas na área da pesquisa científica, foi o criador do Planetário do Rio de Janeiro (1970) e membro do Grupo de Trabalho que estudou a viabilidade de implantação da Universidade Aberta no Brasil (1973). De 1979  a 1983, foi secretário de Estado de Educação e Cultura do Rio de Janeiro. Exerceu também os cargos de Presidente da Fundação de Artes do Rio de Janeiro – FUNARJ; Presidente do Conselho Estadual de Educação do Rio de Janeiro; Presidente do Conselho Estadual de Cultura do Rio de Janeiro e vice-chanceler da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.Foi membro do Conselho Federal de Educação. Presidiu a Câmara de Ensino Superior. Em 1996, por decreto do presidente Fernando Henrique Cardoso, Arnaldo Niskier foi nomeado para o Conselho Nacional de Educação.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 210px"><img class="size-full wp-image-417" title="Niskier Estagio e Trabalho" src="http://educacaoempresarial.files.wordpress.com/2009/08/niskier-estagio-e-trabalho.jpg?w=200&#038;h=298" alt="Educação, Estágio e Trabalho, obra lançada com o apoio do CIEE, contém ensaios sobre a relação empresa-escola" width="200" height="298" /><p class="wp-caption-text">Educação, Estágio e Trabalho, obra lançada com o apoio do CIEE, contém ensaios sobre a relação empresa-escola</p></div>
<p><strong><span style="color:#0000ff;"><strong>Como você avalia a integração entre universidade-empresa?</strong></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>A.Niskier:</strong> Nos países industrializados isso é uma realidade constante. Existe um termo definido pelo escritor canadense McLuhan, chamado tecno-estrutura, que é a tríplice aliança entre governo, empresa e universidade. Em seus livros, ele defende que quando esse enlace é feito de forma inteligente e positiva, os resultados são altamente satisfatórios, gerando um ciclo: o governo estimula a integração, a empresa, com este estímulo, recorre às universidades, e estas, preparam os recursos humanos indispensáveis a qualquer processo de expansão econômica e social. Essa relação é extremamente necessária para a realidade brasileira.</p>
<p><strong><span style="color:#0000ff;"><strong>Quais os principais desafios dessa integração no Brasil?</strong></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>A.Niskier:</strong> Um pouco mais de compreensão em relação aos elementos vinculados a este tripé. O governo não se preocupa muito com isto, a empresa tem certa desconfiança em relação ao governo, principalmente, por causa dos impostos. Vale ressaltar que a carga tributária brasileira é uma das mais elevadas do mundo, chegando a alcançar 35%. Um índice absurdo. A universidade, muitas vezes, fica fechada nela mesma, como se fosse uma torre de marfim, não se abrindo para a sociedade com a eficácia que seria indispensável. Há necessidade de um movimento que una esses três elementos. Isto seria altamente proveitoso para o Brasil. Falta uma maior organicidade no ensino superior brasileiro para que ele esteja mais integrado às reais necessidades da cultura e do povo brasileiro.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><span style="color:#0000ff;"><strong><strong>O que deveria ser feito para melhorar a integração deste tripé: Governo, Empresa e Universidade?</strong></strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>A.Niskier: </strong>A ordem dada por John Kenneth Galbraith é governo, empresa e universidade. Os elementos têm importância nesta ordem. O primeiro movimento deveria ser do governo, mas este está meio enrascado quanto à reforma universitária, que tem mexido em alguns pontos polêmicos como a autonomia das universidades. É preciso que haja uma reforma universitária mais integrada. Infelizmente, os empresários estão acostumados a não acreditar nos governos e, historicamente, tem uma crença parcial no valor da universidade. Ao contrário do que acontece, por exemplo, nos Estados Unidos, na Suécia, na Finlândia e na Coréia do Sul. São paises que cresceram muito nos últimos 30 anos em função de uma compreensão adequada entre governo, empresa e universidade.</p>
<p><strong><span style="color:#0000ff;"><strong>A universidade no Brasil, por ser recente, possui maior dificuldade nesta integração?</strong></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>A.Niskier: </strong>Com toda a certeza. A universidade brasileira não possui nem 100 anos. Temos universidades do século XIV. Universidades tradicionais como a de Bologna, Salamanca, Oxford, Cambridge, entre outras. O peso da tradição é muito grande. Isso facilita a colocação destas universidades em se projetar para o futuro. O Brasil ainda está caminhando. O Brasil tem hoje cerca de 7 milhões de universitários. Proporcionalmente, este número é menor que Argentina, Chile e México. Temos condições de abrigar pelo menos o dobro, 14 milhões de universitários. Pesquisei isto durante toda a minha vida acadêmica na UERJ.  Não se vê um grande movimento para que isso seja feito, mas teria que estar aliado com a qualidade do ensino, uma característica necessária. Infelizmente, a vida universitária hoje não se pauta pela qualidade, há muito a ser melhorado.</p>
<p><strong><span style="color:#0000ff;"><strong>O que deveria ser feito para alcançar este número de 14 milhões de universitários?</strong></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>A. Niskier: </strong>Tem que agir em duas vertentes principais: 1- aumento do número de vagas nas universidades públicas que, em geral, resistem ao horário noturno, com argumentos absurdos. 2-  as universidades particulares tem que se convencer de que há uma classe média baixa ansiosa em ingressar nas universidades, mas que não tem recursos para pagar as  mensalidades cobradas. Aumentar o número desta massa universitária é  importante para assegurar o desenvolvimento auto-sustentável do Brasil.</p>
<p><span style="color:#0000ff;"><strong><strong>Por que a falta de qualidade no ensino?</strong></strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>A. Niskier: </strong>Temos uma crise de qualidade no magistério. Os professores, de forma geral, são mal formados. Há universidades que pagam 12 reais por aula para um professor universitário. Isso é descabível. É preciso valorizar o professor na formação, no aperfeiçoamento e na remuneração. Assim poderemos ter um avanço muito grande no ensino brasileiro.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 207px"><img class="size-medium wp-image-418" title="Niskier Educaçao a Distancia" src="http://educacaoempresarial.files.wordpress.com/2009/08/niskier-educacao-a-distancia.jpg?w=197&#038;h=300" alt="O livro Educação a Distância: A tecnologia da esperança  " width="197" height="300" /><p class="wp-caption-text">Para Niskier, A Educação à Distância pode contribuir para melhorar o ensino </p></div>
<p><strong><span style="color:#0000ff;"><strong>Qual você considera o principal papel da universidade?</strong></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>A.Niskier:</strong> A universidade tem que garantir ao país a existência de recursos humanos que atendam as suas necessidades de progresso. É o lócus onde deveria funcionar a meritocracia. Por exemplo, a Petrobras: a descoberta do Pré Sal estabelece um novo cenário, que demandará recursos humanos qualificados. A universidade tem que estar integrada para prover mão de obra qualificada.</p>
<p><span style="color:#0000ff;"><strong><strong>Qual a sua visão sobre o tripé: Ensino, Pesquisa e Extensão?</strong></strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>A.Niskier: </strong>A constituição brasileira exige a indissociabilidade entre pesquisa, ensino e extensão. O ensino de graduação precisa ser melhorado, como já dito. A extensão é a vinculação dos cursos universitários mais para perto da comunidade, atraindo-a para a universidade. Muito importante, por exemplo, no atendimento às demandas curtas e específicas exigidas no mercado de trabalho. No caso da pesquisa, o Brasil possui um número pequeno de cientistas, é necessário multiplicar isto geometricamente. Precisamos reconhecer oficialmente a existência da profissão do pesquisador. Até para ser tratado e remunerado de uma forma mais adequada.</p>
<p><strong><span style="color:#0000ff;"><strong>Falta pesquisadores em todas as áreas do conhecimento?</strong></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>A.Niskier:</strong> Não, isso varia entre as áreas. Na informática, por exemplo, o Brasil hoje é uma das referências internacionais. Está nascendo um movimento de valorização da programação. O Brasil está entrando nesta indústria de software, que fez a glória da Irlanda, da Índia, entre outros. Em termos de hardwares são 45 milhões de pessoas utilizando computadores. Apesar de a população ser de 200 milhões, este número é bem significativo, e avança continuamente. Há outros setores como: farmacologia, clonagem, células tronco, petróleo, polímeros, que o Brasil pode se desenvolver ainda mais, resolvendo o problema da demanda interna, exportando, fazendo com que a riqueza aumente e se assegure melhores condições de vida para o povo brasileiro.</p>
<p><span style="color:#0000ff;"><strong><strong>Falta visão empresarial na universidade?</strong></strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>A. Niskier: </strong>Não diria falta de visão, mas sim, ignorância. Há, na maior parte, uma dissociação entre o que se faz na universidade, sobretudo na pesquisa básica, e o que acontece na prática com as necessidades empresariais. Esta dissociação é condenável. É preciso uma junção maior entre o que se está pesquisando na universidade e o que nosso país precisa. Uma forma mais inteligente de fazer uma associação da pesquisa básica, que se faz de forma desinteressada, e das pesquisas aplicadas, de finalidades tecnológicas.</p>
<p><span style="color:#0000ff;"><strong>Muito da crise das universidades deve-se a uma falta de integração com o ensino médio?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>A.Niskier: </strong>Claro. No ensino médio há um fenômeno muito grande de evasão e repetência, e isto, em médio prazo, vai prejudicar a entrada dos jovens na universidade brasileira.</p>
<p><span style="color:#0000ff;"><strong>Qual a sua visão sobre o novo ENEM?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>A. Niskier:</strong> Eu sou totalmente a favor da política que o ministro Fernando Haddad tem adotado. O projeto do ENEM é altamente criativo, e precisa ser estimulado. Pode ser o fim da “aventura” do vestibular. Há uma compreensão crescente do que ele representa. Com a implantação do ENEM, nós chegaremos, em pouco tempo, a uma solução ideal para a admissão do jovem na universidade brasileira.</p>
<p><span style="color:#0000ff;"><strong><strong>Por que há tanto abandono de curso nas universidades brasileiras, inclusive públicas?</strong></strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>A. Niskier:</strong> O jovem tem necessidade de emprego. Tem que trabalhar para viver. A universidade tem que ser atraente e o diploma tem que ser uma necessidade indissociável para que ele possa alcançar um bom emprego. A partir do momento que isto não é uma realidade, ele busca caminhos alternativos.</p>
<p><strong><span style="color:#0000ff;"><strong>É necessária cada vez mais uma formação universitária generalista?</strong></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>A.Niskier: </strong>É muito importante. Recentemente, em visita que eu fiz a cinco high schools na região de New England, onde nasceu a civilização americana, constatei isso. Eles estão revendo os seus currículos para que se estude mais inglês, história, religião, filosofia. Humanizando o estudo. O individuo passa a ter uma formação mais completa, de cultura geral, ao invés de uma formação especializada, estreita, que marcou por um tempo a vida universitária americana. Nós temos que fazer o mesmo. Se o individuo não tem cultura, nem uma formação adequada, isto prejudicará, inclusive, o seu desempenho profissional.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/educacaoempresarial.wordpress.com/415/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/educacaoempresarial.wordpress.com/415/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/educacaoempresarial.wordpress.com/415/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/educacaoempresarial.wordpress.com/415/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/educacaoempresarial.wordpress.com/415/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/educacaoempresarial.wordpress.com/415/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/educacaoempresarial.wordpress.com/415/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/educacaoempresarial.wordpress.com/415/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/educacaoempresarial.wordpress.com/415/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/educacaoempresarial.wordpress.com/415/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/educacaoempresarial.wordpress.com/415/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/educacaoempresarial.wordpress.com/415/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/educacaoempresarial.wordpress.com/415/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/educacaoempresarial.wordpress.com/415/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educacaoempresarial.wordpress.com&amp;blog=5007544&amp;post=415&amp;subd=educacaoempresarial&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Arnaldo Niskier BR</media:title>
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			<media:title type="html">Niskier Estagio e Trabalho</media:title>
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			<media:title type="html">Niskier Educaçao a Distancia</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Tjerk Franken, o “Cientista” de Recursos Humanos: “A universidade se encastelou”</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Aug 2009 16:57:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguimarj</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>

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		<description><![CDATA[POR MARCELO GUIMARÃES Universitário ADM/ UFRJ “O conhecimento científico pode ser entendido, abstratamente, como um conjunto de conhecimentos ou dados cujo valor independeria dos homens que os produziram. No entanto, talvez o principal resultado desta pesquisa tenha sido a confirmação de que a ciência é, acima de tudo, o produto de uma comunidade de pessoas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educacaoempresarial.wordpress.com&amp;blog=5007544&amp;post=385&amp;subd=educacaoempresarial&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#0000ff;"><strong>POR MARCELO GUIMARÃES</strong></span></p>
<p><strong>Universitário ADM/ UFRJ</strong></p>
<div id="attachment_387" class="wp-caption alignnone" style="width: 135px"><img class="size-full wp-image-387" title="Foto Tjerk Perfil" src="http://educacaoempresarial.files.wordpress.com/2009/08/foto-tjerk-perfil1.jpg?w=125&#038;h=135" alt="Tjerk Franken: &quot;A universidade olha para o seu próprio umbigo e busca ser o que quer, não o que a sociedade gostaria que ela fosse&quot;" width="125" height="135" /><p class="wp-caption-text">Tjerk Franken: &quot;A universidade olha para o seu próprio umbigo e busca ser o que quer, não o que a sociedade gostaria que ela fosse&quot;</p></div>
<p style="text-align:justify;">“O conhecimento científico pode ser entendido, abstratamente, como um conjunto de conhecimentos ou dados cujo valor independeria dos homens que os produziram. No entanto, talvez <span style="text-decoration:underline;">o principal resultado desta pesquisa tenha sido a confirmação de que a</span> <span style="text-decoration:underline;">ciência é, acima de tudo, o produto de uma comunidade de pessoas bem formadas, trabalhando com entusiasmo no ápice de sua inteligência e criatividade.</span>”</p>
<p style="text-align:justify;">Esta definição dada por Simon Schwartzman no Projeto <em>A História da Ciência no Brasil</em>, desenvolvido em parceria da FINEP – Financiadora de Estudos e Projetos e CPDOC/ FGV- Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil mostra a importância das pessoas e da motivação também no desenvolvimento da ciência, humanizando-a. Referido projeto teve como objetivo prioritário contribuir  para a definição de novas estratégias de fomento cientifico – tecnológico com base nas reflexões contidas no Acervo de Depoimentos de 69 cientistas brasileiros, entrevistados entre 1975 e 1978.</p>
<p style="text-align:justify;">Pessoas e Motivação. Duas palavras fundamentais no vocabulário de um profissional. Presentes nos mais diversos livros e manuais de administração, não constituem mais novidade na área empresarial em geral e de recursos humanos em particular. São pilares básicos, indispensáveis para o sucesso de qualquer organização.</p>
<p style="text-align:justify;">Adolfo Martins Penha, Afrânio do Amaral, Bernhard Gross, Carlos Chagas Filho, Cesare Lattes, Crodowaldo Pavan, Darcy Ribeiro, Friedrich Gustav Brieger, Herman Lent, Jose Goldemberg, Jose Leite Lopes, Jose Ribeiro do Valle, Manuel da Frota Moreira, Marcelo Damy de Souza Santos, Mario Schenberg, Mario Ulysses Vianna Dias, Mauricio da Rocha e Silva, Olimpio da Fonseca, Oscar Sala, Otto Bier, Paulo Duarte, Paulo Sawaya, Paulo Vanzolini, Roberto Salmeron, Sergio Porto, Sergio Rezende, Zeferino Vaz.</p>
<p style="text-align:justify;">Todos, renomados cientistas brasileiros. Seus depoimentos fazem parte do Acervo gerado pelo Projeto <em>História da Ciência no Brasil</em>.  O que possuem em comum? Todos foram entrevistados por Tjerk Franken. No total: mais de 150 horas de gravação.  Entrevistar e ter contato com estas personalidades científicas é um privilegio e marcaria a vida de qualquer um. Levar esta bagagem de cientista social para o âmbito das organizações como executivo de recursos humanos, é mais raro ainda. Um diferencial.</p>
<p style="text-align:justify;">“Foi um projeto fantástico, que me marcou muito. Eu saía das entrevistas muito impactado, com outra visão de mundo. Esta experiência ajudou-me, até mesmo, como profissional de recursos humanos” relembra Tjerk, que considera que o “espírito” pioneiro e empreendedor destes cientistas, está cada vez mais ausente das universidades, e que o contato dos universitários com o pensamento destes cientistas deveria ser estimulado.</p>
<p style="text-align:justify;">Formado em Sociologia pela PUC do Rio, Tjerk cursou o mestrado em Ciência Política no IUPERJ-Instituto Universitário de Pesquisa do Rio de Janeiro, sem, no entanto, defender a tese. Possui MBA em Gestão do Conhecimento pelo CRIE- Centro de Referência em Inteligência Empresarial da COPPE/ UFRJ. Foi professor da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro e em seguida desenvolveu sua carreira na FINEP, Mesbla, Accenture e Globo.com. Hoje é consultor de empresas nas áreas de Recursos Humanos e Desenvolvimento Organizacional. Além disso é membro do Conselho de Administração da ABRH Nacional.</p>
<p style="text-align:justify;">Nesta entrevista exclusiva, Tjerk relembra a sua rica experiência como historiador da ciência e, com seus diversos “olhares científicos”, analisa os desafios da integração universidade-empresa e da formação universitária. Para ele: “A universidade se encastelou”.</p>
<p style="text-align:justify;">Com a palavra, o entrevistador, desta vez, entrevistado, Tjerk Franken: o “Cientista” de Recursos Humanos.</p>
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<div id="attachment_388" class="wp-caption alignnone" style="width: 225px"><img class="size-medium wp-image-388" title="Albert Einstein" src="http://educacaoempresarial.files.wordpress.com/2009/08/albert-einstein.jpg?w=215&#038;h=300" alt="Tjerk FrankEINSTEIN. Após ouvir tantos cientistas, Tjerk quase ficou assim. " width="215" height="300" /><p class="wp-caption-text">Tjerk FrankEINSTEIN. Após ouvir tantos cientistas, Tjerk quase ficou assim. (Será?)</p></div>
<p><span style="color:#0000ff;"><strong>Como você avalia a universidade no Brasil, e sua integração com as empresas? </strong></span></p>
<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Tjerk:</strong> A universidade no Brasil está voltada para o conhecimento científico, muito distante das reais necessidades do mundo empresarial. Está atrasada na formação de mão-de-obra com as características e os conhecimentos que a empresa precisa. Nós temos uma tradição muito livresca dentro da universidade. Tem áreas universitárias onde a pessoa acaba de se formar, faz o Mestrado, o Doutorado, sem nunca ter passado concretamente por uma organização, uma fábrica. Fica na universidade e transmite aos alunos o conhecimento que ele traz de livros e de pesquisa, não da prática, da vivência. A Universidade virou uma grande máquina burocrática de massa, uma fábrica de diplomas. Deveria voltar a refletir sobre as suas próprias raízes e missão.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong>Por que ocorre isso com a universidade?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Tjerk:</strong> Eu acho que a Universidade se encastelou. É insensível e rejeita a ingerência da sociedade sobre ela, como se isso fosse acabar com a autonomia universitária. É um absurdo porque a Universidade vive do dinheiro que a sociedade produz, e precisa prestar contas. Nos outros países, a sociedade diz para a Universidade os seus problemas a serem equacionados. Aqui, a universidade olha para o seu próprio umbigo e busca ser o que quer, não o que a sociedade gostaria que ela fosse.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong>Esta visão livresca ocorre em todas as formações?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Tjerk:</strong> Não, isto seria uma grosseira generalização. Existem áreas que são diferentes. Por exemplo, na área de medicina, os próprios médicos ensinam. Normalmente, possuem seus próprios consultórios, suas clínicas, seus equipamentos. Então, existe  uma certa ponte entre o conhecimento puramente científico e a sua aplicação, e transmitem isso para os alunos. Ele sabe fazer um diagnóstico, aplicar um tratamento, interpretar dados. Mas, mesmo ele, possui pouca noção sobre o funcionamento de um hospital, da parte administrativa, financeira, dos seus desafios gerenciais. Na universidade, o profissional não é treinado para que o seu conhecimento seja o mais produtivo possível dentro de uma dinâmica organizacional.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong>Como aproximar o mundo acadêmico do empresarial?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Tjerk:</strong> Nós trabalhamos na empresa com o conceito de ‘competência’, que se compõe de três elementos: 1- CONHECIMENTO, que é o que eu sei; 2- HABILIDADE, o que eu sei fazer com o que eu sei; 3- ATITUDE- o comportamento necessário que eu preciso ter para produzir um resultado concreto, palpável. É onde estão os fatores motivacionais. A universidade enfatiza muito mais o conhecimento em si e, muito menos as habilidades. A universidade deveria estimular, desde já, algumas dimensões comportamentais, como trabalho em equipe, visão estratégica, gestão de projetos, comunicação, entre outras. Ainda somos muito centrados no trabalho individual. Mas, além disso, a universidade tem que se abrir para o diálogo com o mundo empresarial, o que inclui discutir prioridades de investimento, perfis dos profissionais a serem formados, agendas de pesquisa etc.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;">
<div id="attachment_399" class="wp-caption alignnone" style="width: 230px"><img class="size-full wp-image-399" title="Zeferino_Vaz_220x290_" src="http://educacaoempresarial.files.wordpress.com/2009/08/zeferino_vaz_220x290_1.jpg?w=220&#038;h=290" alt="Zeferino Vaz, criador da UNICAMP. Para Tjerk, uma concepção inovadora de universidade e de interação com a sociedade" width="220" height="290" /><p class="wp-caption-text">Zeferino Vaz, criador da UNICAMP. Para Tjerk, uma concepção inovadora de universidade e de interação com a sociedade</p></div>
<p><span style="color:#0000ff;"><strong>Qual o principal papel da universidade?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Tjerk: </strong>Cláudio de Moura Castro, tempos atrás, me chamou a atenção para o fato de que nem toda universidade precisa produzir Ciência. Um grande papel da universidade é, realmente, formar mão-de-obra de alto nível para a sociedade. Ela não precisa fazer isso produzindo Ciência, mas sim a decodificando para que os alunos possam utilizá-la no seu dia-a-dia profissional, quando saírem da universidade. Então, temos dois papéis na universidade: 1- um grupo menor, que se dedica à produção científica; 2- um grupo bem maior, que são as escolas de formação profissional, que precisam ter excelência na aplicação do conhecimento.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong>Por que esta deficiência em aplicar o conhecimento?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Tjerk:</strong> Nós temos uma herança que eu chamo da “Maldição da Casa Grande e Senzala”. A nossa elite sempre achou que o seu problema era o conhecimento e não a aplicação do conhecimento aos problemas práticos. Tudo que era trabalho manual, propriamente produtivo, era feito pelas classes de baixo. Quanto mais você pertencia à elite, menos você ‘sujava as mãos’, menos você se preocupava com problemas concretos da vida. Nós não temos esse lado mais prático do anglo-saxão, de pegar um problema e tentar resolvê-lo, teorizamos muito. Além disso, o lucro na nossa herança cultural é visto como pecado, e por isso também a atividade empresarial era sempre vista como uma atividade menor, menos nobre. O ideal era ser dono de terras e ter muito dinheiro para não precisar trabalhar nunca. Os nossos Institutos de Tecnologia são muito pobres em comparação com os grandes Laboratórios de Tecnologia estrangeiros que produzem conhecimento aplicado aos grandes problemas concretos como: produção de medicamentos, construções, máquinas etc. Essa tendência de ficar no nível da teoria, se reflete na nossa posição no ‘ranking’ internacional de produção científica. Pelo que sei, em  publicações científicas estamos relativamente bem, mas quanto ao que diz respeito à  produção de patentes, estamos abaixo da crítica. Esta marca da Casa Grande e Senzala ainda é muito forte no Brasil.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="text-decoration:underline;"> </span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong>O que se espera de um universitário? </strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="text-decoration:underline;"> </span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Tjerk:</strong> Capacidade de pensar, de decompor os problemas, de ir para as causas, de ter disciplina no raciocínio.  Espera-se que ele tenha autonomia de pensamento, que ele produza a sua própria receita para resolver os problemas.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong>Qual a importância do método na formação universitária?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Tjerk: </strong>O método implica num profundo conhecimento numérico, quantitativo, das relações causais (geralmente complexas), dos problemas concretos da sociedade. Normalmente as soluções são superficiais porque se investe pouco tempo em analisar e identificar o real problema e suas implicações. Temos a resposta antes de ter a pergunta. No entanto, cada vez mais, temos empresas de conhecimento que em todos os níveis hierárquicos, demandam pessoas capazes de pensar, autonomamente, o problema. Para isso é necessário método e autonomia de pensamento. Eu não vejo a nossa Universidade nesta linha. É impressionante como nossos alunos querem tudo pronto, mastigado, onde eles, simplesmente, repetem o que está escrito, citando diversos autores, mas sem darem sua contribuição pessoal. Não há quebra de paradigma, método, pensamento sistêmico, inovação.</p>
<p style="text-align:justify;">
<div id="attachment_400" class="wp-caption alignnone" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-400" title="Minhocas na cabeca" src="http://educacaoempresarial.files.wordpress.com/2009/08/minhocas-na-cabeca2.gif?w=300&#038;h=178" alt="A ALUNA do Tjerk. Para ele o professor tem que &quot;plantar minhocas&quot; na cabeça dos alunos" width="300" height="178" /><p class="wp-caption-text">A ALUNA do Tjerk. Para ele o professor tem que &quot;plantar minhocas&quot; na cabeça dos alunos</p></div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong>Como superar este comodismo dos alunos?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="text-decoration:underline;"> </span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Tjerk:</strong> Mas é comodismo dos alunos? Os próprios professores universitários deveriam tomar para si esse papel de ir além da pura tecnicalidade do que eles estão ensinando. Eles precisam “plantar minhoca” na cabeça dos alunos. Deixá-los inquietos, questionando, com dúvidas. Estimular a ir fundo nos conceitos, e se envolver com o mundo em que eles vivem.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong>O BID ao investir na USP, adotou como critério de avaliação, o impacto profissional dos formandos. Qual a sua visão sobre isso?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Tjerk:</strong> É positivo. A Universidade, em algum momento, também tem que prestar contas e avaliar como esse dinheiro investido volta em termos de aumento de produtividade na sociedade. Mas até a palavra avaliação parece que virou palavrão. Por parte da maioria dos professores há aparentemente grande resistência. Isto vai na contramão da história.  Hoje tem toda uma preocupação nas empresas, de dimensionar o retorno sobre o investimento, em relação aos gastos com desenvolvimento, treinamento e capacitação. Avaliação é importante para a universidade, principalmente as públicas, que são mantidas pelos impostos que nós cidadãos pagamos.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong>Há uma deficiência no ensino médio brasileiro que dificulta uma maior integração com as universidades? </strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Tjerk:</strong> Isso é meia-verdade. Claro: se você já recebe uma mão-de-obra mal formada, o resultado final, normalmente, não é bom. Mas, se você submete o aluno que entra na universidade a um regime intensivo de recuperação, ele rapidamente pode ganhar qualidade e superar esta deficiência do ensino médio. Bastava serem feitos planos especiais nas universidades para superar esta deficiência de formação inicial.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong>Deveria existir maior integração entre graduação e pós graduação?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Tjerk: </strong>Obviamente. É bom que exista uma ponte, mas a Pós-Graduação tem que ter uma certa autonomia, porque ela é uma outra etapa da produção de conhecimento. No Brasil acontece o seguinte: a Escola Média tenta corrigir as deficiências da Escola Primária, a Universidade tenta corrigir as deficiências da Escola Média e a Pós-Graduação tenta corrigir as falhas de formação universitária. Isso é péssimo. Com isso, a qualidade da Pós-Graduação cai e ela deixa de cumprir o seu principal papel que é o de produzir conhecimento avançado.</p>
<p style="text-align:justify;">
<div id="attachment_392" class="wp-caption alignnone" style="width: 218px"><img class="size-medium wp-image-392" title="livrograndesenzala" src="http://educacaoempresarial.files.wordpress.com/2009/08/livrograndesenzala1.jpg?w=208&#038;h=300" alt="A herança do Casa Grande e Senzala é uma das principais causas da integração teoria-prática para Tjerk" width="208" height="300" /><p class="wp-caption-text">A herança do Casa Grande e Senzala é uma das principais causas da integração teoria-prática no Brasil para Tjerk</p></div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong>O Plano Diretor da UFRJ 2020 propõe a concentração de todos os cursos de graduação no campus da Ilha do Fundão. Qual a sua visão sobre isso?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Tjerk: </strong>Eu acredito muito no modelo universitário fisicamente integrado. Eu acho que o ambiente universitário só se cria quando você tem proximidade física, tem debate, tem informalidade de encontro, até de tomar cerveja, de conversar, ter um convívio acadêmico. Você vai para a Universidade de Stanford, tem aquele parque bonito, aqueles prédios funcionais, bem conservados e equipados, ali circula gente, andam de bicicleta, tem coral, tem os laboratórios de pesquisa, você encontra os seus amigos de outras formações universitárias, bate papo. Enfim, esse clima universitário se beneficia muito com o campus integrado.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong>Qual a sua avaliação sobre uma formação universitária mais multidisciplinar?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Tjerk: </strong>Acho essa questão multidisciplinar um pouco falsa, mal colocada. Ser multidisciplinar no sentido de obrigar o aluno a estudar assuntos que não mantém uma relação direta com o que interessa para ele ser um excelente profissional não acho útil. Por outro lado um bom profissional tem que ter curiosidade intelectual, tem que mergulhar fundo naquilo que não conhece, mas que quer entender. Isso é essencial. Esse desejo de ir além das aparências, do imediato, das fórmulas prontas e começar a pensar no real sentido das coisas. Pensar sistemicamente, entender como os diferentes campos do conhecimento se relacionam e são interdependentes é fundamental. Isto falta à formação universitária hoje. Eu costumo incentivar nas minhas palestras e aulas para irem além do senso comum. Lerem um bom livro, um bom romance, assistirem a um bom filme, fazerem curso de filosofia. Não ficarem restritos ao jogo de futebol e aos programas de auditório.  Por isso acho que é muito mais essa atitude que a gente precisava recuperar na universidade, essa atitude mais reflexiva, de pensar fora da caixinha.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong>Como a formação universitária multidisciplinar seria visto pelas empresas?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Tjerk:</strong> A empresa valoriza o profissional que, além da excelência técnica, tem visão estratégica, está a par do que acontece no mundo e o impacto sobre a organização e seus negócios, entende e lida bem com a complexidade do ser humano etc. A multidisciplinaridade, obviamente, ajuda a ter mais visão de conjunto, a ver como é que as peças da engrenagem funcionam e se integra no todo, e não ficar olhando exclusivamente pela ótica da sua especialidade. Isso, em qualquer profissão, é positivo.</p>
<p style="text-align:justify;">
<div id="attachment_403" class="wp-caption alignnone" style="width: 129px"><img class="size-full wp-image-403" title="Logo Unicamp" src="http://educacaoempresarial.files.wordpress.com/2009/08/logo-unicamp2.jpg?w=119&#038;h=125" alt="Para Tjerk o projeto de um campus fisicamente integrado facilita a interação acadêmica entre as diferentes áreas do conhecimento" width="119" height="125" /><p class="wp-caption-text">Para Tjerk o projeto de um campus fisicamente integrado facilita a interação acadêmica entre as diferentes áreas do conhecimento</p></div>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong>Qual a sua visão sobre a oferta de MBA para todos os cursos de graduação?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Tjerk: </strong>Não vejo sentido nisso. O MBA surgiu para complementar a formação dos profissionais dentro das organizações que precisavam começar a assumir responsabilidades de gestão, a atuar como executivos. Mas nem todos têm vocação para ser gestor, muito menos para ser líder. As pessoas podem aprender muito nos livros, mas ser executivo e principalmente ser líder se aprende na prática,fazendo. Só se pode avaliar o potencial para o exercício de funções executivas, exercendo-as na prática. Só se forma um líder, dando a ele missões cada vez mais complexas, para que ele possa se testar e ver até onde ele vai. O ideal seria que só fizesse o MBA pessoas que estivessem dentro da empresa, praticando aquilo que aprendeu no dia-a-dia. Claro que cada segmento da sociedade tem especificidades gerenciais e desafios executivos: uma coisa é a gestão de universidades, outra é gestão de siderurgias, de hospitais, de empresas de tecnologia da informação etc. Neste sentido MBAs com foco em segmentos específicos fazem sentido.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong>Liderança se aprende? </strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Tjerk: </strong>Isso é uma discussão interminável e sem conclusão. Tem gente que diz que liderança se aprende, tem gente que diz que você nasce líder. Para mim, o verdadeiro líder tem que ter uma vocação inata. Se você não tiver essa base inata, você pode aprender o que quiser que, dificilmente, será um grande líder. E não há nenhuma vergonha nisso.  Se todo mundo fosse um grande líder, seria um caos. Mas isso é uma coisa. Outra é passar a dominar determinadas competências que os líderes também possuem em grau maior ou menor: transmitir visão, alinhar ações, inspirar e motivar pessoas, comunicar, colocar desafios etc. Isto tudo, um bom gerente tem que ter, mas não necessariamente o transforma num grande líder.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong>Qual a importância de participar de um projeto como A História da Ciência no Brasil?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Tjerk: </strong>Isso aí foi um projeto fantástico. Foi um dos projetos mais bonitos de que eu já participei. Fiz com imenso prazer e me marcou muito. Essas figuras são multifacéticas, não se dedicam obsessivamente a uma coisa só, e não se satisfaziam com as coisas superficiais. Eu saía da entrevista muito impactado, com outra visão de mundo. Eram personalidades muito fortes e com idéias muito próprias. Tinham um projeto na cabeça e lutavam por ele. Hoje na minha opinião falta esse espírito na universidade. De certa forma, esta experiência me ajudou até mesmo como profissional de RH. Eu sempre fui uma pessoa muito curiosa e fascinada pelas coisas. Ter contato com estes cientistas foi realmente marcante.</p>
<p style="text-align:justify;">
<div id="attachment_404" class="wp-caption alignnone" style="width: 150px"><img class="size-full wp-image-404" title="Carlos Chagas Filho" src="http://educacaoempresarial.files.wordpress.com/2009/08/carlos-chagas-filho1.jpg?w=140&#038;h=160" alt="Carlos Chagas Filho, criador do Instituto de Biofísica da UFRJ. Conciliou atividade acadêmica e científica com a executiva e empreendedora. Para Tjerk, um grande exemplo." width="140" height="160" /><p class="wp-caption-text">Carlos Chagas Filho, criador do Instituto de Biofísica da UFRJ, conciliou a atividade acadêmica e científica com a executiva e empreendedora. Para Tjerk, um grande exemplo.</p></div>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong>Carlos Chagas Filho e Zeferino Vaz, ambos entrevistados por você, são duas grandes referências em minha formação. Que exemplos podemos tirar deles?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Tjerk: </strong>Ambos foram grandes Institution Builders. Conciliaram a atividade acadêmica e científica com a executiva e empreendedora. Tinham um ou talvez vários sonhos. E para realizá-los não mediram esforços, eram destemidos. Além de grandes cientistas, foram grandes empreendedores. Usaram suas redes de influência, inclusive na esfera política, para construir duas grandes referências científicas no Brasil e no mundo. Carlos Chagas Filho criou o Instituto de Biofísica da UFRJ, que renovou a maneira de se fazer ciência no Brasil e formou uma elite científica brasileira de primeira linha. E o Zeferino Vaz, que criou a UNICAMP, uma concepção absolutamente inovadora de universidade e de seu relacionamento com a sociedade e seus problemas. Claro que não fizeram isso sozinhos. Pelo contrário,  foram capazes de atrair para os seus projetos um time invejável de talentos, e a isso se deve grande parte do sucesso. São duas personalidades marcantes. Deveria ser estimulado o contato dos estudantes com o pensamento destes e de outros cientistas. Enriquece a visão de mundo.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong>No Livro <span style="text-decoration:underline;"><em>Fantasia Organizada</em></span>, biografia do Celso Furtado, Eugenio Gudin sugere que Furtado deveria ser romancista e não economista. Qual a sua visão sobre isso?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Tjerk: </strong>Eu acho que a realidade comporta ambas as coisas. O que seria o Brasil sem Furtado ou sem Gudin? Em minha opinião, mais que um Economista, Celso Furtado foi ideólogo. Gudin, certamente, era mais cientista, no sentido de ir para os dados, para as relações causais, entender o intricado mecanismo do governo e da economia. Furtado tinha um desejo de justiça, de erradicação das desigualdades, de desenvolvimento, de mudança que era mais forte do que  sua vocação para a pesquisa científica. Mas estou me metendo em seara alheia, em assuntos de que não entendo. E não existe atitude mais anti-científica do que essa.</p>
<p style="text-align:justify;">*******************************************************************************************************</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong>Assistam ao filme &#8220;Um Homem de Moral&#8221;</strong></span> -<span style="color:#0000ff;"> Documentário sobre o cientista Paulo Vanzolini</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>Ciência, Música e Arte</strong></span></span>: Paulo Vanzolini (entrevistado pelo Tjerk), idealizador da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), ativo colaborador no Museu de Zoologia da USP e um dos principais zoólogos mundiais. Além disso, grande compositor da Música Popular Brasileira.&#8221; Ronda &#8221; e &#8220;Volta por Cima&#8221; são suas composições.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://educacaoempresarial.wordpress.com/2009/08/21/tjerk-franken-o-%e2%80%9ccientista%e2%80%9d-de-recursos-humanos-%e2%80%9ca-universidade-se-encastelou%e2%80%9d/"><img src="http://img.youtube.com/vi/8GQLpjf7GyA/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>O filme já saiu de cartaz nos cinemas</strong></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/educacaoempresarial.wordpress.com/385/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/educacaoempresarial.wordpress.com/385/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/educacaoempresarial.wordpress.com/385/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/educacaoempresarial.wordpress.com/385/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/educacaoempresarial.wordpress.com/385/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/educacaoempresarial.wordpress.com/385/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/educacaoempresarial.wordpress.com/385/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/educacaoempresarial.wordpress.com/385/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/educacaoempresarial.wordpress.com/385/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/educacaoempresarial.wordpress.com/385/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/educacaoempresarial.wordpress.com/385/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/educacaoempresarial.wordpress.com/385/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/educacaoempresarial.wordpress.com/385/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/educacaoempresarial.wordpress.com/385/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educacaoempresarial.wordpress.com&amp;blog=5007544&amp;post=385&amp;subd=educacaoempresarial&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Foto Tjerk Perfil</media:title>
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			<media:title type="html">Albert Einstein</media:title>
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			<media:title type="html">Zeferino_Vaz_220x290_</media:title>
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			<media:title type="html">Minhocas na cabeca</media:title>
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			<media:title type="html">livrograndesenzala</media:title>
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			<media:title type="html">Logo Unicamp</media:title>
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			<media:title type="html">Carlos Chagas Filho</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>&#8220;El Brujo&#8221; Homero Icaza Sanchez, o Primeiro Analista de Pesquisa da TV Globo</title>
		<link>http://educacaoempresarial.wordpress.com/2009/08/12/el-brujo-homero-icaza-sanchez-o-primeiro-analista-de-pesquisa-da-tv-globo/</link>
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		<pubDate>Wed, 12 Aug 2009 05:28:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguimarj</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>

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		<description><![CDATA[POR MARCELO GUIMARÃES Universitário ADM/ UFRJ Primeiro analista de pesquisa da TV Globo, contratado por José Bonifácio Oliveira Sobrinho, o Boni, então superintendente de Produção e Programação, Homero Icaza Sanchez, mais conhecido como “El Brujo”, aos seus 84 anos de idade, afirma: “Analista de pesquisa não existe, e nunca existiu no Brasil”. Para Homero, até [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educacaoempresarial.wordpress.com&amp;blog=5007544&amp;post=347&amp;subd=educacaoempresarial&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#0000ff;"><strong>POR MARCELO GUIMARÃES</strong></span></p>
<p><strong>Universitário ADM/ UFRJ</strong></p>
<p style="text-align:justify;">
<div id="attachment_349" class="wp-caption alignnone" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-349" title="bruxoweb1Homero" src="http://educacaoempresarial.files.wordpress.com/2009/08/bruxoweb1homero1.jpg?w=300&#038;h=225" alt="El Brujo Homero Icaza Sanchez. O apelido foi dado pelo escritor Rubem Fonseca" width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">Homero Icaza Sanchez. O apelido de &quot;El Brujo&quot; foi dado pelo escritor Rubem Fonseca</p></div>
<p style="text-align:justify;">Primeiro analista de pesquisa da TV Globo, contratado por José Bonifácio Oliveira Sobrinho, o Boni, então superintendente de Produção e Programação, Homero Icaza Sanchez, mais conhecido como “El Brujo”, aos seus 84 anos de idade, afirma: “Analista de pesquisa não existe, e nunca existiu no Brasil”.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Para Homero, até hoje não se desenvolveu no Brasil a cadeira acadêmica de análise de pesquisa, que demanda uma visão universitária multidisciplinar. Para Sanchez as principais matérias básicas a serem estudadas deveriam ser: Sociologia, Estatística, Psicologia Social, Introdução a Comunicação de Massa e Opinião Pública. “Você não pode ser analista de pesquisa sem saber sociologia. Esta base é fundamental” enfatizou Homero, que considera a seleção criteriosa de uma amostra, imprescindível para o sucesso de uma pesquisa.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Homero conta que o apelido de “El Brujo” foi dado pelo escritor Rubem Fonseca, numa reunião de amigos, que ocorria periodicamente, para discutir sobre música e cantores brasileiros, em que participavam Nelson Motta, Artur da Távola, Zuenir Ventura, dentre outros. Recorda Icaza Sanchez: “Numa reunião eu interrompi a discussão e comecei a falar: ‘Eu acredito na sociologia&#8230;.’ Rubem Fonseca virou-se para mim, em tom de brincadeira, e disse: “Cala a boca, porque você é bruxo. A partir daí o apelido ficou”.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">O apelido de “Bruxo”, popularizado por suas brilhantes análises da expectativa do público transformadas em novas grades de programação tem a sua razão de ser. A novela das 18 horas, o programa a Grande Família, o Globo Repórter, entre outros, tiveram seu sucesso diretamente ligados às suas análises. Sánchez passou a decifrar e a humanizar as pesquisas de audiência da Rede Globo. Antes de começar a trabalhar na emissora, as análises eram feitas com base na pós-exibição dos programas. Ele sugeriu que se passasse a fazer pesquisas sobre tendências de comportamento, hábitos e expectativas do telespectador, levando em consideração as variáveis de sexo, idade, grau de instrução, local de moradia e religião. Foi a partir dessas considerações que ele passou a fazer o cruzamento entre os critérios da pesquisa socioeconômica, já tradicional, e o da sociocultural. Assim, verificou que um mesmo indivíduo pode ser, economicamente, da classe C, mas se comportar e ter desejos que caracterizam a classe A. Esse seria o caminho para adequar a programação às expectativas dos telespectadores. Não se trataria, portanto, de uma pesquisa apenas de audiência, mas também de comportamento.</p>
<p style="text-align:justify;">
<div id="attachment_350" class="wp-caption alignnone" style="width: 182px"><img class="size-full wp-image-350" title="BONI" src="http://educacaoempresarial.files.wordpress.com/2009/08/boni.jpg?w=172&#038;h=180" alt="Homero considera José Bonifácio Oliveira Sobrinho, o Boni, um gênio da Televisão" width="172" height="180" /><p class="wp-caption-text">Homero considera José Bonifácio Oliveira Sobrinho, o Boni, um gênio da Televisão</p></div>
<p style="text-align:justify;">Este panamenho, nascido em 10 de janeiro de 1925, veio para o Brasil em 1943, após ganhar uma bolsa de estudos do Itamaraty junto com outros dois companheiros: Jose Perigault e Virgilio Javier Garcia. Formou-se em direito pela UFRJ e, ao mesmo tempo, fez um curso de especialização em sociologia na FGV Rio.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Foi Perigault quem lhe indicou ao Boni, considerado por Homero um “gênio”e um dos “pais” da televisão do Brasil, junto com Joe Wallach e Walter Clarck, para humanizar as pesquisas encomendadas ao IBOPE, muito grandes e cheia de números. O seu papel foi humanizá-las, interpretá-las e explicá-las para um público leigo no assunto.  Neste momento, em 1971, surge o departamento de análise e pesquisa da Rede Globo, com Homero sendo o primeiro diretor. Antes, já havia trabalhado no jornal O Dia, na revista Realidade, na Rádio Nacional e junto do apresentador Chacrinha na TV Tupi.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p>José Perigault, que já era um dos diretores do IBOPE, junto com Paulo de Tarso Montenegro, Guilherme Torres e Hairton Santos, desde 1950, quando o fundador Auricélio Penteado deixou a direção, fornecia as pesquisas de caráter não confidencial para que Sanchez pudesse treinar o que havia aprendido em sua formação, analisando-as.</p>
<p style="text-align:justify;">Homero considera José Perigault um pioneiro, tendo sido quem introduziu a Pesquisa Política e aplicou Sociologia à Pesquisa de Opinião Pública no Brasil; além de ter realizado outras diversas pesquisas sobre o comportamento sexual, e sobre o perfil do carioca, do paulista, entre outras. Numa época em que ninguém acreditava em pesquisa de opinião pública, e os fregueses que as compravam escondiam os resultados.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/educacaoempresarial.wordpress.com/347/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/educacaoempresarial.wordpress.com/347/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/educacaoempresarial.wordpress.com/347/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/educacaoempresarial.wordpress.com/347/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/educacaoempresarial.wordpress.com/347/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/educacaoempresarial.wordpress.com/347/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/educacaoempresarial.wordpress.com/347/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/educacaoempresarial.wordpress.com/347/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/educacaoempresarial.wordpress.com/347/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/educacaoempresarial.wordpress.com/347/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/educacaoempresarial.wordpress.com/347/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/educacaoempresarial.wordpress.com/347/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/educacaoempresarial.wordpress.com/347/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/educacaoempresarial.wordpress.com/347/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educacaoempresarial.wordpress.com&amp;blog=5007544&amp;post=347&amp;subd=educacaoempresarial&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">marceloguimarj</media:title>
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			<media:title type="html">bruxoweb1Homero</media:title>
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			<media:title type="html">BONI</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>&#8220;Dom&#8221; Joaquim Lauria, Presidente do Grupo LET RH: &#8220;Não faltam empregos, mas sim qualificação profissional&#8221;</title>
		<link>http://educacaoempresarial.wordpress.com/2009/08/11/dom-joaquim-lauria-presidente-do-grupo-let-rh-nao-faltam-empregos-mas-sim-qualificacao-profissional/</link>
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		<pubDate>Tue, 11 Aug 2009 20:39:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguimarj</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>

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		<description><![CDATA[POR MARCELO GUIMARÃES Universitário ADM/ UFRJ Diretor Presidente do Grupo LET Recursos Humanos, que atua em segmentos como recrutamento e seleção, mão de obra temporária, busca de novos talentos, executive search, check up profissional e treinamento, Joaquim Lauria, graduado em Arquitetura e Administração de Empresas, com pós graduação em Engenharia Econômica pela UFRJ, Recursos Humanos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educacaoempresarial.wordpress.com&amp;blog=5007544&amp;post=336&amp;subd=educacaoempresarial&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#0000ff;"><strong>POR MARCELO GUIMARÃES</strong></span></p>
<p><strong>Universitário ADM/ UFRJ</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align:justify;">
<div id="attachment_337" class="wp-caption alignnone" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-337" title="Joaquim Lauria" src="http://educacaoempresarial.files.wordpress.com/2009/08/joaquim-lauria.jpg?w=300&#038;h=225" alt="Joaquim Lauria, Presidente do Grupo LET RH: &quot;Acho fantástica essa sua formação híbrida em Administração de Empresas e Comunicação&quot;" width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">The Godfather. Joaquim Lauria, Presidente do Grupo LET RH: &quot;Acho fantástica essa  formação híbrida em Administração de Empresas e Comunicação&quot;</p></div>
<p style="text-align:justify;">Diretor Presidente do Grupo LET Recursos Humanos, que atua em segmentos como recrutamento e seleção, mão de obra temporária, busca de novos talentos, executive search, check up profissional e treinamento, Joaquim Lauria, graduado em Arquitetura e Administração de Empresas, com pós graduação em Engenharia Econômica pela UFRJ, Recursos Humanos pela PUC Rio e Marketing pela Fundação Getúlio Vargas possui uma trajetória profissional de sucesso de quase 40 anos na área de Recursos Humanos.</p>
<p style="text-align:justify;">Começou sua carreira na GGS Indústrias Gráficas em O&amp;M (Organização e Métodos), passando, logo após essa primeira experiência, para a área de Recursos Humanos. Identificou-se e fez uma carreira vitoriosa. Trabalhou na CCPL, empresa de laticínios; no Banco Boavista, na Rioquima, no SERPRO (Serviço Federal de Processamento de Dados), Natrom, empresa do ramo de engenharia; e Soletur, acumulando experiência e conhecimento até tornar-se um empreendedor e criar o Grupo LET (inicialmente LET Consultoria Empresarial) no ano de 2000.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Desde a sua criação o Grupo LET cresceu sempre 100% ao ano, tanto em atendimento, quanto em corpo funcional e números de faturamento, passando a ser considerada uma empresa de grande porte nos setores de terceirização e disponibilização de mão de obra temporária. Inicialmente, Joaquim prospectava pessoalmente todos os seus clientes. A sua habilidade para o ofício é inquestionável. “Todo santo dia procuro cumprir as minhas metas; sou ambicioso, porque sem ambição não chegamos a lugar nenhum” revela o vascaíno Lauria em depoimento.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Hoje o Grupo conta com um leque de clientes como: Ambev, Agora Corretora (veja entrevista feita com o seu diretor Álvaro Bandeira), Rede Globo de Televisão, TIM, ITAÚ, Petrobras, GSK, entre outros. Com uma equipe de profissionais, dividida em seus escritórios do Rio de Janeiro (matriz), São Paulo e Curitiba (filiais) o grupo possui também como negócios, dentre outros, a KL Produções e Eventos, com o objetivo de organizar, apoiar e promover peças de teatro, oficina de atores e atrizes, shows e eventos; e o Instituto Capacitare (Junto com a Leyla Nascimento, Presidente da ABRH), que busca ser um elo de ligação entre estudantes, instituições de ensino e mercado de trabalho.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Diante de tal trajetória, não há quem não conheça nas empresas e entre os profissionais de recursos humanos a sigla LET e Lauria. Guarda, inclusive, certa similaridade com os grupos mafiosos italianos, cuja personificação em Dom Vito Corleone (Marlon Brando), personagem principal do filme de Francis Ford Coppola, O Poderoso Chefão é marcante. Nas máfias italianas fala-se sobre assaltos, crimes, corrupção. Nos grupos dos mafiosos de recursos humanos é diferente. Fala-se em busca de talentos, capacitação profissional, qualificação.  Aqui o mãos ao alto também é para pedir a carteira, porém, a de trabalho. Os assaltantes são os recrutadores. As suas armas: os testes psicológicos, a dinâmica de grupo, as entrevistas.</p>
<p style="text-align:justify;">Poderoso Chefão que se preze tem que estar preocupado com a sucessão. Para isso, Joaquim conta com a nova geração LET, seu filhos Kryssiam e Tatynne Lauria (Completam a trilogia do filme O Poderoso Chefão), que o acompanham e aprendem diariamente novas habilidades para sucedê-lo.</p>
<p style="text-align:justify;">Nesta entrevista exclusiva, concedida em duas partes: na sede do Grupo LET na Barra da Tijuca e no Congresso da ABRH Rio: Além do Ocidente e do Oriente é possível conhecer um pouco mais o perfil de Joaquim e de seus discípulos Kryssiam e Tatynne Lauria. Aqui, Godfather, Godfather 2 e Godfather Girl.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://educacaoempresarial.wordpress.com/2009/08/11/dom-joaquim-lauria-presidente-do-grupo-let-rh-nao-faltam-empregos-mas-sim-qualificacao-profissional/"><img src="http://img.youtube.com/vi/jk_QdJVv6Sk/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong>Como aproximar teoria e prática nas universidades?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>J. </strong><strong>Lauria:</strong> É muito comum os alunos saírem da universidade com um plano didático maravilhoso na cabeça, mas sem saber o caminho para colocá-lo em prática. Se os professores já atuaram no lado profissional, ele conhece tanto o lado das demandas empresariais, quanto do lado acadêmico. Ao conhecer o outro lado, tem maior facilidade na hora de explicar e passar os conceitos para os alunos.  Por exemplo, ao explicar como montar um planejamento estratégico de uma organização, ou estruturar um projeto financeiro, ou qualquer outra atividade, ao ter vivenciado na prática o assunto, a facilidade de transmissão é muito maior. Isto é bom para professores e alunos. Nesse sentido, as universidades públicas estão atrás, em relação às privadas. Os professores deveriam vivenciar mais os problemas das empresas.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong>Qual o principal papel da universidade? </strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>J.Lauria:</strong> A universidade tem que fortalecer a base do aluno, principalmente, no primeiro ano. E no final, além de continuar estimulando a pesquisa, imprescindível, e mais do que necessária hoje, aproximá-lo da realidade do mercado de trabalho. Eu não seria absolutamente nada sem a minha formação acadêmica, mas os currículos escolares hoje são muito grandes e extensos para o mundo moderno. Estuda-se por quatro, cinco anos e, muitas vezes, ao final, parte do aprendido está obsoleto, tendo que ser reatualizado. Os avanços tecnológicos ocorrem numa velocidade enorme.  Todo dia temos algum conhecimento novo a ser aprendido. Ter capacidade de aprender a aprender que é fundamental.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"> <strong>O que poderia melhorar pelas empresas?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>J.Lauria:</strong> As empresas e os governos poderiam ceder mais o seu material conceitual e humano para ajudar as faculdades na formação de pessoas. Por exemplo: a Petrobras tem a sua fundação para formação interna. Capacita profissionais, principalmente engenheiros, para a área de petróleo. Se, além disso, estimulasse essa formação dentro da própria universidade, cedendo esse conhecimento, poderia ser extremamente benéfico. O formando já teria algum conhecimento sobre petróleo, não iniciaria do zero. Veja, por exemplo, a área de logística. Hoje, diferentemente do passado, é extremamente procurada, e há ausência de pessoas qualificadas. Há os cursos de extensão universitária, mas os profissionais do setor é que tem mostrado o dia-dia da função para formar este profissional. A inércia da universidade é muito grande.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#0000ff;"><strong>Formação universitária multidisciplinar é cada vez mais importante? </strong></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>J.Lauria:</strong> É fundamental. Eu, por exemplo, dificilmente leio um livro inteiro de uma vez só.  Leio dois livros de assuntos completamente distintos juntos, um capítulo de cada um, e consigo interagi-los. Um livro técnico junto com um romance se integra perfeitamente na minha cabeça.  Por exemplo: um engenheiro que tivesse oportunidade de paralelamente estudar economia ou qualquer outra área que adicionasse aos seus conhecimentos, terá uma mente muito mais aberta, muito mais factível para receber informações. Ter a oportunidade de conjugar e interpretar essas informações multidisciplinarmente é um grande avanço. As empresas estão necessitando cada vez mais de profissionais deste tipo.</p>
<p style="text-align:justify;">
<div id="attachment_338" class="wp-caption alignnone" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-338" title="Tatynne Talita ABRH" src="http://educacaoempresarial.files.wordpress.com/2009/08/tatynne-talita-abrh.jpg?w=300&#038;h=225" alt="Tatynne Lauria (cachecol azul) e Talita, coordenadora de Mkt e Comunicação da ABRH-RJ, no Congresso RH-Rio 2009: Além do Ocidente e Oriente. Apesar de atriz e jornalista de formação, a filha traz nas veias habilidades de empresária e executiva" width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">The Godfather Girl. Tatynne Lauria (cachecol azul) e Talita, coordenadora de Mkt e Comunicação da ABRH-RJ, no Congresso RH-Rio 2009: Além do Ocidente e Oriente. Apesar de atriz e jornalista de formação, Tatynne  traz no sangue habilidades de empresária e executiva</p></div>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#0000ff;"><strong>O Plano Diretor da UFRJ 2020 propõe a concentração de todos os cursos na Ilha do Fundão.  Qual a sua visão sobre isso?</strong></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>J.Lauria:</strong> Muito positiva. Eu acho fantástica essa integração dentro do mesmo campus. Isso existe no mundo inteiro e eu acho que é um projeto que já podia estar pronto. Pena estar previsto somente para 2020. Buscar uma maior integração entre as diversas áreas do conhecimento é fundamental. A localização num mesmo campus poderá facilitar a locomoção dos alunos e a interação.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#0000ff;"><strong>Qual a importância do trabalho temporário?</strong></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>J.Lauria:</strong> O trabalho temporário é importante tanto para o funcionário que tem a oportunidade de aprender algo a mais, de mostrar na prática o que ele sabe fazer, de conhecer, selecionar e definir com mais critérios a empresa que vai trabalhar; quanto para a empresa que tem oportunidade de avaliá-lo em  ação. As organizações incorporam em sua estrutura muitos destes trabalhadores temporários. Os dois lados ganham, é extremamente útil.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong>O que acha em oferecer visão de gestão/MBA para alunos de todos os cursos de graduação?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>J.Lauria:</strong> A proposta é fantástica, mas não é fácil de concretizá-la. O sistema educacional no Brasil ainda é muito segmentado, dificultando essa interação. Hoje, termina-se a graduação para depois fazer o MBA. Se fosse feito de forma paralela à formação universitária seria uma vantagem, poderia ajudar.   Por exemplo: um nutricionista, ou um músico, que além de ser um especialista na sua função, possua visão gerencial é um diferencial. Claro que o grau de um maior ou menor sucesso dependerá do perfil de cada um, além de variar entre as organizações. Não há uma receita.</p>
<p style="text-align:justify;">
<div id="attachment_339" class="wp-caption alignnone" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-339" title="foto_equipeRJGrupo" src="http://educacaoempresarial.files.wordpress.com/2009/08/foto_equiperjgrupo.jpg?w=300&#038;h=173" alt="Cuidado com a &quot;Máfia&quot; do Grupo LET! Se você for um talento poderá ser sequestrado (recrutado) " width="300" height="173" /><p class="wp-caption-text">Cuidado com a &quot;Máfia&quot; do Grupo LET! Se você for um talento poderá ser sequestrado (recrutado) </p></div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong>É cada vez mais necessária uma formação generalista?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>J.Lauria:</strong> Acho que sim. O mundo de hoje não convém mais a especialidade. A pessoa tem que conhecer de tudo.  A própria área de recursos humanos no passado era completamente estanque, você tinha área de cargos e salários, assistente social, departamento de pessoal. Hoje é cada vez mais estratégica e integrada a todas as áreas empresariais.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#0000ff;">Como antecipar a formação de novas lideranças executivas?</span> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>J.Lauria:</strong> Para chegar a CEO de uma empresa tem que conhecer profundamente a organização, passar pelo menos por 30/40 % dos seus postos. As empresas tentam cada vez mais abreviar o processo dos seus CEO’s. Nos Estados Unidos, por exemplo, hoje estão trazendo de volta aposentados que tem uma bagagem interna da organização muito grande e colocando-os como Staff/ coaching de jovens executivos. É um processo caro, mas há muitas organizações fazendo isso hoje. Para um grupo seleto isto é possível.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#0000ff;"><strong>Liderança é aprendida? </strong></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>J.Lauria:</strong> É passível de ser aprendida, mas quem já possui características inatas para liderança é muito mais fácil de desenvolver. Líderes natos são identificados numa breve conversa e dinâmica, possuem habilidades marcantes.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong><strong>Qual a importância da dinâmica de grupo na avaliação comportamental?</strong></strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>J.Lauria:</strong> É fundamental. Estar trancado com uma pessoa numa sala conversando, é diferente de estar com dez, muda todo o ambiente de trabalho. Acho tão eficaz, que até em recrutamento de executivos (headhunter), que tem todo um lado confidencial, já realizei. Permite, em pouco tempo, avaliar melhor o potencial e as habilidades do candidato. Os testes psicológicos e comportamentais servem, apenas, como orientação. Uma boa dinâmica de grupo e entrevista é fundamental.</p>
<p style="text-align:justify;">
<div id="attachment_342" class="wp-caption alignnone" style="width: 310px"><img class="size-full wp-image-342" title="foto_Kryssian" src="http://educacaoempresarial.files.wordpress.com/2009/08/foto_kryssian.jpg?w=300&#038;h=225" alt="O Poderoso Chefão 2. Kryssian Lauria é nova geração do Grupo LET. A sua experiência em organização de festas e eventos contribuiu para que  desenvolvesse habilidades para lidar com o público " width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">The Godfather 2. Kryssiam Lauria é nova geração do Grupo LET. A sua experiência em organização de festas e eventos contribuiu para que  desenvolvesse habilidades para lidar com o público </p></div>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong>Qual a importância do estágio na formação?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>J.Lauria:</strong> Estagiar em organizações agrega valor, tanto profissionalmente, quanto academicamente. Muitas empresas não sabem aproveitar os estagiários, interpretando-os como mão de obra barata, infelizmente. As empresas ainda trabalham mal a competência dos seus funcionários. Poderiam ser mais soltas, daria um retorno para as organizações muito maior. O Luis Carlos Campos, já falecido, que foi presidente da ABRH nacional, lutou a vida inteira pela obrigatoriedade dos estágios nas empresas. É uma atividade de fundamental importância na formação. Aproxima o mundo acadêmico do das organizações.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong>Como avalia esta minha formação hibrida em Administração de Empresas e Comunicação/ Jornalismo?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>J.Lauria:</strong> Acho fantástica. Você está generalizando o seu conhecimento ao unir administração, que já é uma área ampla, com comunicação. Quem dera que todo mundo conseguisse fazer isso. Qualquer tipo de cruzamento de formações, seja qual for, é somatório. Dificilmente uma empresa terá uma área específica com um cruzamento dessas áreas de comunicação e gestão, geralmente, são áreas que não se falam no seu dia-a-dia. Teria que ser feito estágio nas duas áreas separadas. Mas visão multifuncional é o que as empresas buscam cada vez mais.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong>Quais são as principais dificuldades encontradas hoje em recrutamento?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>J.Lauria:</strong> Falta de qualificação profissional. Nunca faltou empregos, existe sim, gente despreparada para os cargos. No Grupo LET eu devo ter hoje umas cento e trinta vagas abertas, com dificuldade de fechar. Qualquer grande empresa tem sempre vaga em  aberto. No ramo da tecnologia, nem se fala, há carência de mão de obra em escala global. A formação não acompanha a velocidade das alterações tecnológicas.</p>
<p style="text-align:justify;">********************************************************************************************************</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>O Treinamento de uma Godfather Girl</strong></span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"> <strong>Desde criança exerça os seus direitos</strong><br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;">Lições: Tamanho não é documento. Trate todos da mesma forma. Prefira Pepsi a Coca.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://educacaoempresarial.wordpress.com/2009/08/11/dom-joaquim-lauria-presidente-do-grupo-let-rh-nao-faltam-empregos-mas-sim-qualificacao-profissional/"><img src="http://img.youtube.com/vi/0LnJskwydvM/2.jpg" alt="" /></a></span></span></p>
<p style="text-align:justify;">
<p><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>Godfather costuma ter bom gosto</strong></span></span></p>
<p><span style="color:#0000ff;"><strong>Recordar é Viver. </strong></span></p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://educacaoempresarial.wordpress.com/2009/08/11/dom-joaquim-lauria-presidente-do-grupo-let-rh-nao-faltam-empregos-mas-sim-qualificacao-profissional/"><img src="http://img.youtube.com/vi/NbPsoPs6fV4/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><br />
</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/educacaoempresarial.wordpress.com/336/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/educacaoempresarial.wordpress.com/336/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/educacaoempresarial.wordpress.com/336/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/educacaoempresarial.wordpress.com/336/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/educacaoempresarial.wordpress.com/336/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/educacaoempresarial.wordpress.com/336/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/educacaoempresarial.wordpress.com/336/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/educacaoempresarial.wordpress.com/336/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/educacaoempresarial.wordpress.com/336/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/educacaoempresarial.wordpress.com/336/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/educacaoempresarial.wordpress.com/336/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/educacaoempresarial.wordpress.com/336/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/educacaoempresarial.wordpress.com/336/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/educacaoempresarial.wordpress.com/336/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=educacaoempresarial.wordpress.com&amp;blog=5007544&amp;post=336&amp;subd=educacaoempresarial&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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